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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Leão sofre maus-tratos em circo e é transferido para o zoológico

Brasília, quarta-feira, 06 de dezembro de 2006

Bárbara Renault, do CorreioWeb
com Correio Braziliense
Rafael Neddermeyer/ Especial para o CB


Leão estava mal-tratado e desnutrido quando foi achado

Sete animais selvagens foram recolhidos nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no circo Transcontinental, em Santa Maria.
Velhos, mal-tratados e desnutridos, cinco leões e dois tigres foram encaminhados nesta tarde ao Zoológico de Brasília para receberem cuidados até que encontrem novos lares.

Os leões foram entregues pelos próprios donos do estabelecimento. Já os demais foram apreendidos pelo Ibama, pois foram constatados maus-tratos. Os donos do circo foram autuados e receberam uma multa de R$ 900. O Ibama constatou a situação dos animais durante vistoria realizada no circo em 30 de outubro. "Não os transferimos de imediato porque precisávamos resolver o problema da destinação dos bichos com o zoológico", explicou o analista ambiental Valério Machado Duque.

Segundo a Associação Protetora dos Animas (Proanima), Simone Gonçalves, a organização já havia recebido inúmeras denúncias contra o Transcontinental. "Soubemos que cães e gatos doentes e velhos estavam sendo comprados para servirem de alimentos a esses animais", conta. "É importante divulgar situações como essa. Circo não é lugar de animal selvagem. Nada do que o estabelecimento oferecer vai ser suficiente para o
bicho", complementa.

Além dos maus cuidados com os felinos, o Ibama constatou falta de segurança das jaulas onde os animais eram abrigados. Em outubro passado, um homem foi mordido por um dos tigres ao mexer na jaula. Álvaro José Alves sofreu dilacerações na mão esquerda e foi transportado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Regional do Gama.

Vejam a reportagem com a foto do leão em
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2692617&sub

=Distrito%20Federal

 

 

Mutilador de cão falta à audiência em Bocaiúva

 

Gisele Rech <mailto:cidades@ parana-online. com.br> [05/12/2006]

O chacareiro Claudinei Slompo Viana vai ser denunciado pelo Ministério Público (MP) nos próximos dias e responder pelo crime de maus-tratos a animais, que tem pena máxima de um ano de prisão. No dia 23 de outubro, ele mutilou o cão Falcão, que pertencia a uma vizinha dele em Bocaiúva do Sul. O crime teve como motivo o fato de o cachorro ter matado uma galinha.

O promotor Joel Carneiro da Silva Filho disse que o infrator não compareceu ontem à audiência preliminar, onde ele poderia recorrer a uma transação penal. “Como ele não esteve presente, o MP vai oferecer denúncia, abrindo um processo criminal”, explicou. O primeiro passo após a instauração do processo será ouvir Viana para depois ouvir testemunhas relevantes no caso. “Vamos reunir provas do crime”, disse o promotor.

Ontem, um grupo de cerca de 50 pessoas foi até o Fórum de Bocaiúva do Sul para lutar para que a promotoria não fizesse acordo algum com Viana. “Nós até imaginávamos que ele não comparecesse, pois no inquérito ele já inventou histórias e se contradisse. Agora que ele será julgado, vamos continuar lutando para que seja condenado”, diz Juliana Bannach, da Sociedade Protetora dos Animais.

Histórico

O caso chegou ao MP depois de um inquérito policial, instaurado a pedido da Sociedade Protetora dos Animais. A entidade recebeu Falcão com as patas traseiras arrancadas e com os ossos aparentes. Para não ter que sacrificar o animal, foi feita uma cirurgia para retirar a parte do osso que ficou exposta. Hoje, o cão se adapta a uma prótese com rodinhas para facilitar a locomoção.

A mutilação de Falcão foi tão chocante que despertou atenção internacional. A organização Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) enviou uma carta ao promotor pedindo providências e a punição do mutilador, reforçando que o que importa não é contra quem o ato foi praticado, mas a severidade do ato. Nos Estados Unidos, onde fica a sede da entidade, as autoridades encaram a tortura a animais como indicativo de periculosidade.

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