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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

VITÓRIA - UPA Barra Método Cruel de Sacrifício na Cidade de Mogi-Mirim

Mais um método cruel foi derrubado pelo presidente da UPA-União Protetora dos Animais, Feliciano Filho. Desta vez foi na cidade de Mogi-Mirim, que matava os animais com eletrochoque.

Após vários dias de embates e negociações com o Prefeito da cidade, Feliciano conseguiu, com argumentos jurídicos e técnicos, provar para o prefeito que o mesmo estava cometendo vários ilícitos e que caso não fossem solucionados, a UPA
acionaria o Ministério Público ou entraria com uma ação civil pública.

Você poderá ter maiores detalhes visitando a página com a matéria:
http://www.felicianofilho.com.br/noticias.asp?id=36

Assessoria de Imprensa
União Protetora dos Animais
Campinas - São Paulo

 

 

Descaso público em Porto Alegre com os maus-tratos aos animais

 

16/02/2006 

O Decreto nº 43.252 fixa diretrizes para a realização dos sacrifícios rituais; no entanto, isso trouxe uma série de fatores negativos não pensados pelo autor da lei nem pelos sancionistas.

Por Silvana Sita *

O assunto que vou tratar neste texto remete a uma série de irregularidades, tanto `a Lei nº 12.131/04 que autoriza o sacrifício de animais em rituais religiosos, como à falta de fiscalização e cumprimento da Lei de Proteção aos Animais. Pois bem, é sabido que o Decreto nº 43.252 regulamenta a lei citada e fixa diretrizes para a realização dos sacrifícios rituais; no entanto, isso trouxe uma série de fatores negativos não pensados pelo autor da lei nem pelos sancionistas. Sem capacidade para fiscalizar, apreender e punir os infratores, que estão de acordo com a lei 12.131/04 , mas não cumprem as demais leis de proteção aos animais nem as condições citadas no Decreto 43.252.

Sem um órgão público competente para fiscalizar os maus-tratos a animais domésticos, incluindo nesse patamar os animais utilizados para alimentação, as irregularidades, mesmo denunciadas, acabam não sendo punidas como o que prevê na Lei de Proteção aos Animais, e nem há um lugar que ampare os animais vítimas de maus-tratos. Por não haver órgão competente, em casos de denúncia, acaba-se acionando a SMIC, a EPTC ou o Batalhão Ambiental, mas, por esse órgãos não possuírem infra-estrutura, nem capacidade para fazer valer a Lei de Proteção aos Animais domésticos, essa não é cumprida. Vamos analisar o seguinte exemplo, se tenho um vizinho que cria galinhas em seu pátio, mas ele as maltrata, não fornecendo ambiente adequado, nem água e alimento necessário, farei essa denúncia para que órgão?

Esse problema surge porque colocam a responsabilidade de fiscalizar (ou pelo menos atender as denúncias) de determinados animais a órgãos que tratam da fiscalização ao qual o animal é "usado". Sim, a SMIC, que é responsável pela fiscalização do comércio, acaba se envolvendo também com a comercialização de animais, o que é uma coisa bem diferente, já que não estamos tratando de "coisas" e sim de seres vivos sensíveis, capazes de sentir dor e de possuírem direitos. A EPTC não deveria ser a responsável por recolher cavalos, já que é um órgão responsável pelo trânsito, e cavalos, antes de serem tração de cargas, são animais. O batalhão Ambiental não se responsabiliza por animais domésticos, já que está encarregado de animais silvestre, e como o próprio nome diz, ao meio ambiente, e como animais doméstico já não vivem em seus ambientes naturais, não há infra-estrutura, nem mesmo recursos que lhe possam abrigar e dar um devido destino. Muito menos a CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) é responsável em recolher animais mantidos dentro de propriedades, ou vítimas de maus-tratos nas ruas, pois em vez de ser um Centro de Proteção aos Animais, é apenas mais um órgão antropocêntrico que é responsável em cuidar da saúde pública, não dos animais recolhidos das ruas, ou seja, é responsável em não permitir a proliferação de doenças em humanos, mas não é de sua função proteger animais de maus-tratos, nem proporcioná-los bem-estar dentro de seus estabelecimentos.

Chegamos à conclusão, mesmo sem entrar na denúncia concreta, a qual faz-me escrever este texto, que num país que se diz tão democrata é de se admirar que não acha um órgão público responsável em defender a integridade física do animal. Com a falta dessa base é de se esperar que não haja o cumprimento das Leis de Proteção aos Animais, como está ocorrendo agora.

Declaração de Pedro de Oxum Docô, a qual irei utilizar para demonstrar as contradições: "sacrifício de animais em práticas da religião africana tem o objetivo de engrandecer a vida, sendo proibido matar um animal em vão", "96% dos animais oferecidos em sacrifício em sua casa são congelados e doados para a comunidade carente do bairro Paternon, em Porto Alegre".

Agora, a denúncia:

"Aviário e Flora Lageadense" - Av. Antônio de Carvalho, nº 1100 - Porto Alegre/ RS. Este aviário vende animais para serem sacrificados em cultos religiosos. Dentre os animais que vendem estão galinhas, cabritos, pombas e ovelhas. Todos os animais estão em péssimas condições, os cabritos estão muito magros e há um com uma bicheira na pata, estão vivendo junto com cães (que também estão em péssimas condições, num alto nível de desnutrição) que freqüentemente os mordem e os machucam por disputa de comida, altamente racionada. Há uma boa explicação para a falta de preocupação do "proprietário" em nutrir seus animais: como esses animais são vendidos para sacrifícios religiosos e não pelo consumo de sua carne, não importa qual é a massa corporal do animal e sim que esteja vivo até o sacrifício, e que de preferência, esteja fraco e anêmico para que não relute muito até morrer. Assim também acontece com as galinhas, as quais presenciei praticando o canibalismo por falta de comida.

Dia 14 de fevereiro, estacionamento na Comendador Manoel Pereira, 56 - Porto Alegre/ RS. Sr. Jaime Cotardi, criador de galinhas e pombos em Guaíba, é pego com 20 galinhas e 20 pombos ensacados, estava os levando para vender ao sr. Márcio, proprietário de uma casa de religião. Foi feita a denúncia de maus-tratos, a SMIC apareceu e acionou o Batalhão Ambiental, que nada fez a não ser intimar o cidadão com um aviso "simbólico". Os animais continuaram na posse do sr. Jaime, após passarem horas ensacados e debilitados pela falta de ar e calor.

Esses são casos que ocorrem diariamente, e que não possuem nenhuma solução favorável aos animais. Citarei aqui também as "oferendas" que são jogadas em vias públicas. Toda pessoa que anda em Porto Alegre certamente já viu algum despacho poluindo beiras de ruas, praças, terrenos,... Mas para o sr. Pedro de Oxum Docô nós somos cegos o suficiente para termos que acreditar que os animais sacrificados são doados a populações carentes. Outra incoerência nisso está na irregularidade de fornecer carne de animais abatidos "domesticamente", sem nenhum controle sanitário, para populações carentes, as quais podem sofrer algum tipo de intoxicação alimentar pela falta de controle da procedência dessa carne.

Fica claro que se trata de um grande erro do sistema governamental e de nossos dirigentes, que continuam cometendo o mesmo erro do passado em considerar animais como máquinas a nos servir. Peço aqui o vosso apoio para esta causa, que seja divulgada essa realidade que a maioria não vê. Sem apoio da população, não adiantará fazer denúncias de maus-tratos aos animais à SMIC, CCZ, EPTC e Batalhão Ambiental. Os animais da denúncia acima precisam de nossa ajuda e de um novo sistema que os proteja da maldade humana. Para construirmos um mundo melhor!!!


* Estudante - Membro Administrativo da Sociedade Vegetariana Brasileira de Porto Alegre - silvanasita@hotmail.com

 

http://www.ecoagencia.com.br/index.php?option=content&task

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