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Fonte: CMI
http://www.midiaindependente.org/eo/red/2006/06/355605.shtml
Relato da manifestação do dia 11 de Junho de 2006 contra o uso
de animais no Circo Stankowich.
Hoje, dia 11 de Junho de 2006, foi organizada a segunda
manifestação em Belo Horizonte contra o uso de animais pelo Circo
Stankowich. O coletivo Gato Negro, Núcleo Libertação Animal,
responsável pelo chamado da manifestação contactou a imprensa e
órgãos responsáveis pela proteção animal. O ato começou às 15hs em
frente ao Circo Stankowich, localizado na Avenida dos Andradas,
3000, Bairro Santa Efigênia. O objetivo da manifestação era
informar as pessoas e pressionar o Circo para a abolição do uso de
animais em seus espetáculos. O coletivo foi preparado com
comissões, dividindo não-hierarquicamente as tarefas de mídia e
defesa legal, pois na manifestação anterior houve represália dos
próprios funcionários do circo, com agressões físicas, ameaças,
destruição de uma filmadora e material de divulgação.
Logo na chegada, os manifestantes, que somavam por volta de 50
pessoas, foram surpreendidos por um grupo de crianças e alguns
adolescentes moradores da vila próxima, que portavam cartazes
pró-circo com animais. Frases como "Circo legal é com animal",
"Circo procria animais", "Temos veterinário" estavam sendo
expostas em cartazes, todos padronizados, provavelmente produzidos
pelo próprio Circo Stankowich.
Segundo Emanuela Eurides da Conceição Guerra, moradora da vila
próxima, ao procurar emprego temporário no Circo teve a resposta
de que "o circo não queria favelado para trabalho de panfletagem".
Porém, segundo Emaunuela, o Circo ofereceu vários ingressos para
que crianças ficassem contra a manifestação. "Eu conheço todos que
estão alí", apontou Emanuela.
O clima ficou tenso, pois os jovens se exaltaram contra a
manifestação e rasgaram cartazes, jogaram pedras, fizeram ameaças
e ainda correram o risco de serem atropeladas na Avenida dos
Andradas. O filho de um manifestante e um repórter foram atingidos
pelas pedras, mas passam bem. As provocações não pararam aí,
alguns cães da vila foram pegos pelas crianças e jogados para cima
com objetivo de chamar a atenção.
Apesar do tumulto, o ato continuou, com a distribuição de
panfletos, exposição de faixas com frases como "Circo legal não
tem animal", "Libertação Animal é Libertação Humana", "O circo não
é seguro para as crianças", palavras de ordem e ação no sinal de
trânsito próximo ao Circo. Várias pessoas desistiram de assistir o
"espetáculo" e algumas até se juntaram à manifestação. Mesmo as
que entraram, observaram com atenção as palavras de ordem e a
movimentação. A mídia corporativa esteve presente, representada
pelo Jornal Estado de Minas e um jornalista freelancer da Rede
Globo.
A Polícia Militar chegou alguns minutos após o ínicio da
manifestação e o clima se abrandou. Houve presença da Polícia
Ambiental, que fez uma vistoria e alegou que "os documentos
estavam em dia" e "os animais estavam bem tratados". Infelizmente,
sabemos que esta não é a realidade, pois animais selvagens não
obedecem os humanos naturalmente. Em sua história, o Circo
Stankowich já abandonadou três felinos numa praça pública em
Sumaré e deixou dois tigres siberianos, em extinção, morrerem por
falta de cuidados especiais no frio de Campos do Jordão. Fotos dos
animais enjaulados e amarrados também estão disponíveis na
internet.
O Circo Stankowich supreendeu mais uma vez: na primeira
manifestação, no dia 13 de Maio, com violência dos próprios
funcionários; desta vez manipulando a inocência de crianças e
adolescentes de uma vila pobre. A família Stankowich prova
novamente que o poder financeiro está acima da ética e do respeito
por animais, sejam eles humanos ou não-humanos.
Veja as fotos:
http://www.midiaindependente.org/pt/red/2006/06/355614.shtml
GATO NEGRO
Núcleo Libertação Animal
Assessoria de Imprensa
Circo Stankowich: Exploração animal não é o bastante
Por DIREITOS DOS ANIMAIS 12/06/2006 às 03:58
Na tarde deste domingo (11 de junho) foi realizada a segunda
manifestação em Belo Horizonte contra o uso de animais pelo Circo
Stankowich. O coletivo Gato Negro, Núcleo Libertação Animal,
responsável pelo chamado da manifestação chamou a imprensa e
órgãos responsáveis pela proteção animal. Logo na chegada, os
cerca de 50 manifestantes foram surpreendidos por um grupo de
crianças e adolescentes moradores da vila próxima, flagrantemente
produzidos pelo próprio Circo Stankowich que portavam cartazes
pró-circo com animais.
Segundo uma moradora da vila próxima, ao procurar emprego
temporário no Circo teve a resposta de que "o circo não queria
favelado para trabalho de panfletagem". Mas segundo a mesma, o
circo ofereceu ingressos para que jovens ficassem contra a
manifestação. Estes se exaltaram com a chegada dos ativistas e
rasgaram cartazes e atiraram pedras. A Polícia Militar chegou ao
local minutos depois e o clima se tranqüilizou. Na primeira
manifestação contra o circo na cidade ocorrida no dia 13 de maio,
os manifestantes foram recebidos à pancada pelos próprios
funcionários, com o saldo de uma filmadora quebrada.
Leia Mais:
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Fotos dos animais enjaulados no Circo Stankowich |
Circo Stankowich suborna crianças para agir contra manifestação
Stankowich
Paraíba proíbe
comércio de animais vivos nas feiras
11/06/2006
O prefeito Ricardo Coutinho (PSB) confirmou, hoje, que está
proíbido o comercio de animais vivos nas feiras livres de João
Pessoa. Ele justificou que essa medida não foi criada pela gestão
atual e atende a Legislação Federal.
"Não estamos impondo e nem inventando essa norma. A Legislação
Sanitária do País prevê isso. Estamos seguindo o que manda a Lei
Federal", argumentou Ricardo.
No último sábado, alguns comerciantes de feiras livres da Capital,
a exemplo do Mercado Central, teriam ficado inconformados com a
medida e se diziam prejudicados. Os consumidores também foram
pegos de surpresa.
http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?29491
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