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| AP |
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Segunda,
12 de junho de 2006
Duas ativistas
de uma organização que luta pelos direitos dos animais se
"enjaularam" em frente à rede de fast food KFC, na cidade
polonesa de Varsóvia, para protestar contra a matança de
galinhas.
Vestidas apenas com biquínis amarelos, elas seguravam placas
contra a "tortura de galinhas". Segundo elas, as aves não
têm um tratamento adequado pela rede de fast food.
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Ativistas
protestam "enjauladas |
Grupo pró-caça à
baleia domina comissão internacional
12/06/2006
Pela primeira vez em mais de três décadas, países pró-caça à
baleia devem dominar uma reunião da CIB - Comissão Internacional
da Baleia. O encontro anual da CIB - que vai ocorrer no fim da
semana nas ilhas de St. Kitts e Nevins, nas Pequenas Antilhas -
acontecerá depois de uma série de adesões de países que se alinham
à posição do Japão, principal defensor da volta da caça comercial.
"Pela primeira vez desde a década de 70, a comissão estaria sob o
controle dos caçadores", acredita Vassily Papastavrou, um biólogo
marinho do Ifaw - International Fund for Animal Welfare. E,
segundo ele, "o Japão já disse que quer acabar com decisões de
proteção e conservação da Comissão".
O ministro britânico para Assuntos Marinhos, Ben Brasdshaw, se
disse "bastante preocupado". Uma maioria pró-caça poderia acabar
com vários programas de conservação, embora não se acredite que
consiga liberar totalmente a caça comercial.
Maioria - Para voltar aos tempos da caça comercial livre, o Japão
precisaria conseguir dois terços dos votos, o que é bastante
improvável.
Mas uma maioria simples seria o suficiente para impedir a Comissão
de regular formas de matança, bem-estar, turismo em santuários e
assuntos relacionados a pequenos cetáceos, como golfinhos. O
potencial para colisões é mais alto neste ano do que tem sido por
décadas.
Formada em 1946, o propósito original da comissão era regulamentar
a caça comercial. Depois que tornou-se óbvio que algumas espécies
estavam sendo extintas, esta regulamentação tomou a forma de uma
moratória global na caça às baleias.
A Noruega fez uma objeção formal à proibição da caça e continuou a
praticá-la, mas em quantidades radicalmente inferiores do que a
dos últimos séculos.
Desafio à moratória - O Japão reiniciou a caça usando uma brecha
da CIB, que permite a caça para "pesquisa científica". E foi
seguido pela Islândia.
Os dois países ampliaram a caça nos últimos anos e, em 2006, mais
de 2 mil baleias foram mortas. O maior número desde a introdução
da moratória, em 1986.
Nações pró-caça insistem que é possível voltar à caça comercial
com limitações. O número de baleias de algumas espécies seria
grande o suficiente, alegando que a CIB tornou-se uma organização
dedicada a impedir a caça, contrariamente ao seu propósito
inicial.
Há grandes variações em estimativas de baleias Minke, a espécie
mais caçada atualmente, o que praticamente impede a imposição de
limites para caça.
Apesar da CIB ter como objetivo tomar decisões puramente
científicas, um programa de caça limitado, que vinha sendo
discutido há dez anos, foi abandonado em meio a discussões
políticas no início deste ano.
Argumentos - O bloco contra a caça, do qual o Brasil faz parte, é
liderado informalmente pela Austrália, Nova Zelândia e
Grã-Bretanha. E inclui também os Estados Unidos.
Bradshaw afirma que o bloco pró-caça "está perdendo a discussão
internacionalmente". "Nenhum dos países pró-caça têm mercado para
a carne. Os jovens japoneses, islandeses e noruegueses não comem
carne de baleia e o consumo está caindo", diz o ministro
britânico.
A organização norueguesa Norway High North Alliance discorda.
"Acreditamos que existe crescente apoio para a caça de baleias",
disse o Secretário da organização, Rune Frovik. "Em algumas
culturas se come sapos, os hindus não comem carne. É a escolha
deles, mas eles não tentam proibir o resto do mundo de comer carne
também", afirma Frovik.
Os encontros anuais da CIB sempre são precedidos da tentativa de
trazer novos membros para a comissão. As ilhas Marshall, a
Guatemala e o Camboja se juntaram à CIB do lado do Japão.
Mas os números finais só serão conhecidos quando os delegados
chegarem na sexta a St. Kitts. É que alguns países não pagam suas
anuidades e ficam impedidos de votar.
"Os países pró-caça tinham maioria no ano passado, no papel",
lembra Bradshaw. "Mas porque alguns países não enviaram delegados
e outros não pagaram, nós ganhamos todas as votações por um voto".
Se a virada se confirmar, vai ser interessante ver o quanto os
líderes contra a caça vão estar preparados diplomaticamente para
ir contra o Japão, a Islândia e a Noruega, países com quem têm
muito em comum em outras áreas.
Existem rumores de que indústrias como a do turismo, que tem
apoiado a caça, especialmente em lugares como o Caribe e Estados
como St Kitts e Nevins, podem sofrer retaliações.
Um delegado de uma das nações contra a caça disse que não vai
haver boicote organizado, mas que alguns países podem sofrer com
propaganda negativa. Destinos turísticos poderiam sofrer se os
turistas potenciais soubessem que eles apóiam a matança de
baleias. (BBC Brasil/ Estadão Online)
Japão sofre derrota sobre liberação da caça à baleia
O Japão sofreu uma
inesperada derrota na primeira votação realizada no encontro da
Comissão Internacional de Caça à Baleia.
Com a defecção de St. Kitts and Nevis do grupo favorável à caça,
uma moção do Japão para encerrar os trabalhos de conservação de
certas espécies de golfinhos e outros pequenos cetáceos foi
rejeitada.
Correspondentes dizem que por hora, pelo menos o grupo de países
contrário à caça reequilibrou o jogo, fazendo com que a moção
fosse derrotada por 32 votos a 30.
O Japão defende fortemente o fim da proibição da caça ao mamífero
e vem fazendo pressões há vários anos para que países em
desenvolvimento entrem na IWC (International Whaling Comission)
para minar a força dos países que querem manter a proibição.
Grupos ambientalistas temem que o grupo favorável ao fim da
proibição alcance a maioria com os votos de novos países, que
estariam votando com o Japão em troca de recompensas econômicas,
fato negado pelos japoneses.
O Japão já disse que considerará a possibilidade de deixar a
entidade se a permissão para a caça à baleia não for retomada.
O correspondente da BBC, Richard Black, disse que os grupos
ambientalistas estão comemorando a vitória na primeira votação,
dizendo que ela colocaria seriamente em risco a vida de várias
espécies.
Contudo, Black adicionou que a IWC ainda deve fazer outras
votações e que o Japão ainda pode sair vitorioso.
Os líderes do bloco que se opõe às pretensões japonesas è liderado
pela Grã-Bretanha, Austrália e pela Nova Zelândia.
O argumento do Japão é o de que a IWC ficou “preocupada demais”
com a preservação das baleias e que é possível permitir a caça de
maneira sustentável.
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