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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

China institui política de 'um só cão' para conter raiva

Ter um cão poderá ficar mais complicado em Pequim. O governo local de Pequim, na China, vai implementar a política de "um cachorro" para todas as residências como parte da campanha para combater casos de raiva, segundo informações da imprensa estatal.
A posse de um segundo cão será transformada em desrespeito à lei na maior parte da capital chinesa e a pessoa que tiver um cachorro sem a licença poderá ser processado.

O governo da China afirma que a causa de um aumento nos casos de raiva é a popularidade dos animais de estimação e o fato dos proprietários dos cães não vacinarem os animais.

A nova medida vai levar a comparações com a política chinesa de permitir apenas um filho por casal, que foi imposta para diminuir o crescimento da população.

Cinema

A agência de notícias oficial da China, Xinhua, afirmou que, de acordo com a recém-aprovada regulamentação, o abandono de cães também será considerado crime.

A lei também proíbe os proprietários de levarem seus cachorros para locais como: mercados, lojas, áreas comerciais, hotéis, parques, áreas verdes, escolas, hospitais, salas de exibição, cinemas e teatros, ginásios, áreas de ginásticas comunitárias, parques de diversão, áreas de espera de estações ferroviárias e locais turísticos.

A raiva se transformou na maior causa de morte entre as doenças infecciosas na China, e a agência Xinhua informa que 318 pessoas morreram devido à doença apenas em setembro.

O temor de contágio da doença levou dois governos locais da China a realizarem abates em massa de cães no início de 2006.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/

11/061108_chinaumcaofn.shtml

 

 

Pinhal: surto de leishmaniose condena cães à morte

 

Prefeitura já identificou doença em 1.080 animais; coleta de sangue foi feita em mais de 3 mil cachorros

Globo - Globoonline
http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?155849

08/11/2006


A "carrocinha" virou um grande pesadelo para os donos de cães em Espírito Santo do Pinhal, região de Campinas. Por causa de um surto de leishmaniose visceral em cachorros, a prefeitura de Pinhal já coletou sangue de 3.127 animais, todos com proprietários e criados dentro de casa. Desses, 1.080 tiveram resultado positivo para a doença e foram condenados à morte por uma lei municipal. Os proprietários estão recebendo em casa a notificação com o resultado da doença e a determinação para que os animais sejam sacrificados em 15 dias. Quem desobedece a regra corre o risco de ver o cão tirado à força de casa por um mandado de segurança. Cerca de 255 animais já foram mortos.

- Estamos apenas cumprindo o manual da Secretaria Estadual de Saúde, que determina a eliminação dos animais que podem ser transmissores da doença - afirma a coordenadora de saúde do município, Cristiana Feliponi.

A cartilha, que é distribuída pela secretaria, determina que cada município controle a doença e recomenda o sacrifício de animais com exame positivo para a leishmaniose.

Mas muitos proprietários, que preferem não ser identificados por medo de represálias, estão se opondo a essa solução. Para tentar reverter a situação, eles estão fazendo novos exames em laboratórios particulares. A surpresa é que muitos laudos apontam um resultado contrário ao apresentado pelo Centro de Zoonoses de Pinhal.

- Isso porque há uma grande chance do exame dar um falso positivo - explica a veterinária Rubia Burnier, que atua na capital paulista.

De acordo com o médico veterinário Vitor Marcio Ribeiro, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, os proprietários estão certos de pedir uma contraprova do exame, com testes sorológicos e parasitológicos, porque não há respaldo legal no país para o sacrifício de cães cujos proprietários queiram tratar seus animais. O tratamento da doença em cães existe, diz ele.

- Desde a década de 60, o extermínio dos cães com leishmaniose visceral é pregado como medida de saúde pública. Mas, uma publicação da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) aponta que o tratamento dos animais pode ser feito, desde que seja acompanhado por um veterinário e que seja associado a medidas de controle do mosquito vetor doença - explica Ribeiro.

A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa que afeta animais e o homem.
É causada por um protozoário, Leishmania infantum, transmitida pela fêmea de um mosquito, o flebotomíneo, que se alimenta de sangue durante o período de procriação. A doença acomete órgãos internos, como baço e fígado. Existe ainda a leishmaniose tegumentar americana, provocada por outras espécies de Leishmania, que provoca úlceras na pele e mucosas e já foi detectada em vários municípios do noroeste do estado.

Neste ano, já foram detectadas 132 pessoas com leishmaniose visceral no estado de São Paulo, a maioria na região noroeste do estado. Isso representa uma pequena redução em relação a 2005, quando 149 casos foram diagnosticados. Em Espírito Santo do Pinhal nenhum caso foi detectado em humanos.

Conhecida também como calazar, a doença não tem um quadro de sintomas bem definidos. Manifestações agudas podem começar de modo abrupto com febre alta, sendo acompanhada de sintomas gastrintestinais (como diarréia, náuseas e vômitos), prostração, sonolência, mal-estar e progressivo emagrecimento.
Podem ocorrer ainda sangramentos e problemas respiratórios que lembram um resfriado. Nos cães, além do emagrecimento, podem ocorrer lesões cutâneas, conjuntivite, entre outros sintomas.

A doença pode permanecer assintomática por muito tempo tanto no ser-humano quanto nos animais.

Há possibilidade de tratar o animal, mas é caro. O tratamento, que combina
uma série de medicamentos, custa inicialmente cerca de R$ 1 mil por animal e compete ao dono, orientado por um veterinário, decidir se quer empregá-lo. O animal em tratamento precisará ser acompanhado com freqüência. No primeiro ano de tratamento, ele será avaliado a cada três meses, com exame clínico e laboratorial. Junto com as medidas de controle do mosquito vetor, o tratamento evita que o cachorro represente um risco à saúde pública, explica Ribeiro.

Ribeiro afirma que a situação de Pinhal é preocupante. Segundo ele, o serviço público e os veterinários devem trabalhar em conjunto para benefício da comunidade. Segundo ele, a intransigência de alguns agentes de saúde leva os proprietários a procurar a Justiça para garantir a vida dos cães. Para ele, esse processo poderia ser evitado.

- Hoje, devemos procurar o diálogo e os trabalhos científicos publicados e reconhecidos ao lidar com a leishmaniose visceral. O tratamento de cães é possível e a comunidade deve defendê-lo - diz Ribeiro, que reconhece que esta polêmica ainda está longe de terminar.

 

Saiba mais sobre a Leishmaniose

 

http://www.tribunaanimal.com/leishmaniose.htm

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