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20/10/2006
SANTIAGO, 20 OUT (ANSA) -
Grupos ambientalistas
em defesa aos animais, liderados pela Fundação Oceânica,
protestaram hoje perante a embaixada do Japão em Santiago contra a
matança atual de golfinhos no litoral japonês.
Os manifestantes exigiram ao governo japonês o término dessas
práticas - que segundo dados da Fundação, matam 20 mil golfinhos
todos os anos - entre os meses de outubro e março.
Jovens pertencentes ao movimento e as organizações Animanaturalis
e Homovegetus, protestaram com seus corpos banhados em uma tinta
vermelha e envolvidos em uma rede, ação que serviu para simbolizar
a matança e que foi acompanhada por um cartaz com a legenda "O
Japão mata 20 mil golfinhos".
Juan José Valenzuela, biólogo marinho da fundação explicou que com
o protesto pretendem expressar rejeição "a este massacre e exigir
que o governo japonês elimine esta caça brutal sem sentido de seu
litoral".
Recordou também que a maioria destas espécies está protegida por
acordos internacionais, "tratados que o Japão rompe
permanentemente".
O ambientalista explicou os barcos pesqueiros japoneses provocam
barulhos que desorientam os golfinhos, botos e pequenas baleias.
Depois os animais ficam presos em baias ou águas pouco profundas.
"Freqüentemente os caçadores machucam deliberadamente alguns deles
para prender os membros de um mesmo grupo, já que esses cetáceos
não
abandonam um 'parente' que está sofrendo", indicou.
Acrescentou também que durante a matança os pescadores utilizam
lanças e garfos, para logo esquartejar os animais que são vendidos
como alimento ou a um aquário de golfinhos ou parques aquáticos
"que se convertem em cúmplices dessa caça". (ANSA)
http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/rubriche/natureza/
20061020190334086206.html
Chimpanzé Alemão deixa parque e vai para Sorocaba até dia 31
21/10/2006
Chimpanzé de Americana será transferido para santuário de primatas
após polêmica sobre seu sofrimento por viver isolado.
O Projeto GAP (movimento internacional em defesa dos primatas) tem
até o dia 31 de outubro para remover o chimpanzé Alemão para o
Santuário dos Grandes Primatas, em Sorocaba. O Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) emitiu anteontem a guia de transferência do animal do
Parque Ecológico Engenheiro Cid Almeida Franco, de Americana, para
o novo local.
O processo referente à transferência do chimpanzé estava em
avaliação no Ibama após a Prefeitura ter optado por mandá-lo
embora em função da polêmica de que ele estaria em estado de
sofrimento por viver isolado em uma ilha no Parque Ecológico, sem
a companhia de outros animais da mesma espécie.
De acordo com o proprietário do santuário, Pedro Ynterian, para
que a transferência ocorra será necessário apenas agendar uma data
com a Prefeitura. Ele disse que o projeto vai se responsabilizar
por toda a logística no transporte do animal para Sorocaba, já que
possui experiência e infra-estrutura necessárias para o
procedimento. Uma equipe de veterinários será encaminhada para
Americana para o deslocamento do chimpanzé. "Nós nos colocamos à
disposição para fazer tudo", disse o proprietário. Segundo
Ynterian, o santuário já está preparado para receber Alemão e
atende a todas as exigências para manter um animal como ele no
local.
A transferência do chimpanzé deverá ser realizada até o final do
mês por causa do prazo de validade da guia emitida pelo Ibama. Se
até lá ele não for levado para o santuário, será necessário
solicitar uma nova guia de transferência.
O chimpanzé foi liberado para o santuário pelo prefeito Erich
Hetzl Júnior (PDT) após um parecer favorável à transferência
assinado pelo secretário de Obras e Serviços Urbanos, Gelson
Ginetti, a quem o Parque Ecológico está subordinado. A decisão foi
tomada em 30 de agosto. O objetivo era encerrar a polêmica e
demonstrar que existe preocupação com o bem-estar do animal. Além
disso, a Administração não se dispôs a adequar o recinto onde
atualmente está abrigado o chimpanzé de acordo com as exigências
do Ibama. (De O Liberal/APJ) |