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21/10/2006
Chimpanzé de Americana será transferido para santuário de primatas
após polêmica sobre seu sofrimento por viver isolado.
O Projeto GAP (movimento internacional em defesa dos primatas) tem
até o dia 31 de outubro para remover o chimpanzé Alemão para o
Santuário dos Grandes Primatas, em Sorocaba. O Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) emitiu anteontem a guia de transferência do animal do
Parque Ecológico Engenheiro Cid Almeida Franco, de Americana, para
o novo local.
O processo referente à transferência do chimpanzé estava em
avaliação no
Ibama após a Prefeitura ter optado por mandá-lo embora em função
da polêmica de que ele estaria em estado de sofrimento por viver
isolado em uma ilha no Parque Ecológico, sem a companhia de outros
animais da mesma espécie.
De acordo com o proprietário do santuário, Pedro Ynterian, para
que a transferência ocorra será necessário apenas agendar uma data
com a Prefeitura. Ele disse que o projeto vai se responsabilizar
por toda a logística no transporte do animal para Sorocaba, já que
possui experiência e infra-estrutura necessárias para o
procedimento. Uma equipe de veterinários será encaminhada para
Americana para o deslocamento do chimpanzé. "Nós nos colocamos à
disposição para fazer tudo", disse o proprietário. Segundo
Ynterian, o santuário já está preparado para receber Alemão e
atende a todas as exigências para manter um animal como ele no
local.
A transferência do chimpanzé deverá ser realizada até o final do
mês por causa do prazo de validade da guia emitida pelo Ibama. Se
até lá ele não for levado para o santuário, será necessário
solicitar uma nova guia de transferência.
O chimpanzé foi liberado para o santuário pelo prefeito Erich
Hetzl Júnior (PDT) após um parecer favorável à transferência
assinado pelo secretário de Obras e Serviços Urbanos, Gelson
Ginetti, a quem o Parque Ecológico está subordinado. A decisão foi
tomada em 30 de agosto. O objetivo era encerrar a polêmica e
demonstrar que existe preocupação com o bem-estar do animal. Além
disso, a Administração não se dispôs a adequar o recinto onde
atualmente está abrigado o chimpanzé de acordo com as exigências
do Ibama. (De O Liberal/APJ)
Proanima organiza protesto contra maus-tratos a animais do
Le
Cirque
Brasília, segunda-feira, 23 de
outubro de 2006
Do CorreioWeb
22/10/2006
Neste domingo, ativistas fazem a segunda manifestação contra a
presença de animais no Le Cirque, circo instalado no
estacionamento do Mané Garrincha, em Brasília A Associação
Protetora dos Animais do DF (Proanima) promete organizar protesto
que acontece a partir das 17h na Torre de TV. De acordo com a
presidente do grupo, Simone Lima, o objetivo é conscientizar a
população sobre a exploração de bichos no espetáculo. "Nós
entregamos panfletos e conversamos com as pessoas. Algumas
desistem de assistir à apresentação, outras entram com a pulga
atrás da orelha", diz Simone.
No último domingo, cerca de 15 pessoas participaram da
manifestação. Ao todo, o Le Cirque tem 12 animais - hipopótamo,
rinoceronte, duas girafas, quatro elefantes e casais de camelos e
zebras. De acordo com Simone, que também é bióloga e psicóloga, o
circo compromete a saúde dos animais. "É impossível dar condições
normais de saúde para um silvestre preso em um circo", afirmou.
Segundo o Proanima, os animais exóticos têm hábitos e
comportamentos não compatíveis com a vida no circo. Um elefante,
por exemplo, vive em grupos grandes com a família. O grupo
acredita que é crueldade conservá-lo em um local pequeno. Na
última terça-feira, agentes do Instituto Brasileiro de Meio
Ambiente (Ibama) estiveram no Le Cirque para analisar as condições
de tratamento dos bichos. Dois chimpanzés tinham os caninos
arrancados e o hipopótamo estava em um container com o nível
reduzido de água. Além disso, quatro elefantes estavam com os
tornozelos presos por correntes.
Depois de constatar os maus-tratos, o Ibama multou o dono do Le
Cirque em R$ 3,4 mil e o notificou a apresentar documentos que
comprovam a origem dos animais. O órgão ambiental já recebeu
alguns papéis e analisa se são verdadeiros. O circo ainda deverá
entregar ao Ibama um plano de ação para acabar com as
irregularidades.
Para o Proanima, mesmo que os animais tenham nascido no circo,
isso não isenta a responsabilidade do dono em zelar por eles.
"Mesmo que nunca tenham vivido em seu habitat, os animais
preservam instintos incompatíveis com a vida presa", avalia
Simone.
Destino
Neste ano, onze animais exóticos foram abandonados no Brasil por
circos. De acordo com o Proanima, isso acontece quando os bichos
já estão velhos e não podem mais realizar apresentações. Quando
encontrados, esses animais são levados para zoológicos. Outra
opção são os santuários, locais abertos onde vivem silvestres de
diversas origens. Em São Paulo, o Rancho dos Gnomos recebe
primatas.
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2687240&sub=Distrito
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