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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Noruega libera caça de duas espécies de foca

06/09/2006

A Noruega anunciou a liberação da caça de duas espécies de focas marinhas e a captura de até 2.046 exemplares de outras duas variedades em 2007, anunciou o Diretório de Pesca norueguês, em comunicado.

Essas são as recomendações propostas pelo Conselho de Mamíferos Marítimos durante uma reunião realizada na cidade de Tromsoe, no norte da Noruega.

O organismo público sugeriu a caça livre das focas-aneladas e da Groenlândia e cotas de até 2.046 exemplares de focas-cinzentas e comuns.

Caçadores noruegueses e estrangeiros poderão capturar até 1.186 focas-cinzentas ao longo da costa oeste do Noruega, de Stad até Varanger.

O conselho também propôs manter uma cota anual de capturas de 860 focas comuns, equivalente a 13% da população do mamífero na Noruega. O órgão, dependente do Ministério de Pesca norueguês, recomendou a proibição da caça de focas no fiorde de Oslo e restringiu a captura nos fiordes Lyse e Sogne na província de Rogaland, no oeste do país.

Além disso, o organismo propôs o pagamento de até 70 coroas (84 euros) pelas mandíbulas que os pescadores enviarem para documentar o número de animais caçados. (Efe/ Estadão Online)

http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?actionfiltered=ler&id=26678

 

 

Soja desmata a Amazônia, comprova dado de satélite

 

Conversão direta de floresta para lavoura respondeu por 23% do desmate em 2003.

Estudo feito por grupo dos EUA rejeita idéia de que soja só ocupa área já derrubada e põe agricultura como nova vilã de emissões de carbono

CLAUDIO ANGELO
EDITOR DE CIÊNCIA


Soja desmata?

Já havia vários indicativos. Mas a resposta dada por um estudo publicado hoje não é só um categórico "sim". É um "quanto" também. Cruzando imagens de satélite com levantamentos em campo, cientistas dos EUA e do Brasil estimaram em 5.400 quilômetros quadrados o total de floresta convertida diretamente para grãos em Mato Grosso de 2001 a 2004. No ano de 2003, quando o preço da soja no mercado internacional atingiu seu pico, a conversão direta para lavoura representou quase um quarto de tudo o que se desmatou no Estado campeão da devastação da Amazônia.
Para quem gosta de números, é quase um Distrito Federal onde a soja substituiu a floresta diretamente -sem contar o efeito conhecido do grão de "empurrar" a fronteira agrícola indiretamente, estimulando a pecuária a ocupar novas áreas. Nesse período, Mato Grosso desmatou 38 mil quilômetros quadrados, ou 3,5 Jamaicas, 40% de tudo o que se perdeu de floresta na Amazônia.
O novo estudo, publicado na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA (www.pnas.org), foi liderado por Douglas Morton, especialista em sensoriamento remoto da Universidade de Maryland. Ele derruba dois argumentos comuns dos sojicultores para dissociar sua atividade da fama de vilã da floresta. Um é o de que a soja só faz ocupar áreas previamente desmatadas para pastagem e abandonadas pelos pecuaristas -os dados mostram que isso acontece, sim, mas não explica toda a dinâmica do desflorestamento.
O outro é o de que as variações do preço do grão só se refletirão nas taxas de desmatamento dois ou três anos adiante, porque a conversão de floresta para lavoura leva tempo. "Mais de 90% das aberturas para agricultura foram plantadas no primeiro ano após o desmatamento", rebate o estudo. Trocando em miúdos, o que os pesquisadores afirmam é que a soja virou, nos últimos anos, um dos grandes vetores da destruição da Amazônia. Uma destruição acelerada, com uso intensivo de tecnologia e com o potencial de se espalhar para outras regiões da floresta. Basta, para isso, o preço do grão subir no mercado externo. "Os autores demonstraram que existe forte correlação do preço da soja com a taxa anual de desmatamento", disse à Folha Carlos Souza Jr., também especialista em sensoriamento remoto, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Em comentário na "PNAS", ele qualifica o estudo de "pioneiro".
Usando imagens de satélite, o americano conseguiu diferenciar desmatamentos para pasto e para lavoura, verificando as áreas dedicadas a plantio eram duas vezes maiores que as abertas para pecuária (333 hectares contra 143 hectares, em média). Também notou uma queda de 12% na conversão de floresta para pasto, enquanto a de floresta para lavoura cresceu 10% no período. "Os resultados alertam para uma conversão rápida e em escala muito grande, um processo que até agora não havia sido documentado", afirma Souza Jr.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0509200601.htm

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