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Fortaleza, 12 de Abril de 2006
Jornal O Povo
SEGUNDO O IBAMA, há suspeitas de que alguns animais estejam
doentes
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) proibiu o Paraíso Perdido Park, em Caucaia, na
Região Metropolitana de Fortaleza, de abrir para visitação pública
por tempo indeterminado. Os proprietários do Parque foram
notificados em 2004, e como não fizeram o chamado "ajuste de
conduta", foram punidos com a interdição da área. A ação, segundo
o chefe de fiscalização do Ibama, Rolfram Ribeiro, foi proposta
por uma promotora de Brasília, que em visita ao Ceará recebeu
denúncias de maus-tratos de animais, irregularidades na
documentação e falta de licenciamento ambiental no local.
O Paraíso Perdido Park dispõe de piscinas, cachoeiras, espaços
para lazer e abriga mais de 600 animais, entre macacos, tigres,
leões, cobras, hipopótamos. Segundo fiscais do Ibama, algumas das
espécies estão emagrecendo e há suspeita de que alguns animais
estejam doentes. "Exames de sangue serão realizados para análise
da situação da saúde dos animais", explica o analista ambiental do
Ibama, Lívio Gurjão.
O espaço está interditado desde o dia 15 de março, mas, de acordo
com um funcionário do local, o parque só foi fechado no último dia
3 de abril. Na entrada do Paraíso Perdido, uma faixa anuncia que
as atividades foram interrompidas por motivo do período de chuvas
e que volta a funcionar no dia 11 de maio.
O parque aquático é a atração mais procurada do Paraíso Perdido
Park, que possui área reservada à prática do arvorismo, skate seat
(uma espécie de carrinho de rolimã em versão mais moderna) e
playground. No local existem cinco praças de alimentação.
O POVO procurou os responsáveis pelo Paraíso Perdido Park, mas
ninguém foi encontrado. A reportagem esteve no parque e entrou em
contato com o escritório. Uma funcionária, que não se identificou,
disse desconhecer o caso.
http://www.noolhar.com/opovo/fortaleza/584591.html
Organizações ambientais documentarão caça de focas no Canadá
Agência EFE
12/04/2006
A Sociedade Protetora de Animais dos Estados Unidos (HSUS) disse
hoje que, apesar dos obstáculos impostos pelas autoridades de
Ottawa, não deixará de documentar a caça de focas no Canadá, que
inicia hoje sua segunda e última etapa.
A previsão é que cerca de 120 mil focas sejam mortas por caçadores
canadenses nas próximas horas. O abate ocorrerá nas águas do
Atlântico Norte, na costa da província canadense de Terranova.
A primeira etapa da caça anual da foca, que os grupos de proteção
aos animais considera "cruel e desumana", aconteceu no final de
março.
Em 2006 será permitida a morte, com rifles, de 325 mil focas. A
maior parte dos animais tem poucas semanas de idade.
Organizações como a HSUS e o Fundo Internacional para o Bem-Estar
Animal (IFAW) criticaram a atitude das autoridades pesqueiras
canadenses, acusadas de permitirem que os caçadores atuem de forma
cruel com os animais.
Caçadores canadenses já atacaram embarcações da HSUS que
documentavam a caça em várias oportunidades e tentaram atacar os
botes infláveis onde estavam observadores e jornalistas.
Aldworth expressou preocupação, pois há inícios de que houve um
menor número de nascimentos de filhotes de foca em 2006 por causa
das temperaturas elevadas no inverno.
http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2339001-2339500/2339266/2339266_1.xml
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