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Sexta-feira, 05 de Maio de 2006
Paulo Fernandes
Ativistas em defesa dos animais organizaram uma panfletagem,
marcada para começar logo mais, às 19 horas, em frente ao circo
Portugal, instalado na avenida Mato Grosso, em Campo Grande. Os
panfletos com o título “os maiores e melhores circos do mundo não
utilizam animais em seus espetáculos” foram feitos pela acadêmica
do curso de Biologia, Fernanda Moraes, com o objetivo de
conscientizar a população sobre o tratamento feito aos animais de
circo fora do espetáculo.
Fernanda explica que não será uma campanha especificamente contra
o circo que está instalado na avenida Mato Grosso, mas contra
todos os que utilizam animais em espetáculos. Foram feitas 1000
unidades do panfleto que traz o slogan “Circo Legal não tem
animal”.
Na tarde de hoje, um caminhão do circo Portugal passou pelas
principais avenidas de Campo Grande carregando três elefantes, sem
nenhuma grade de proteção. Os animais estavam presos apenas por
correntes nas patas.
Confira o texto do panfleto na íntegra:
“Os maiores e melhores circos do mundo não utilizam animais em
seus espetáculos
Os animais de circo vivem confinados e acorrentados em pequenas
jaulas sem a mínima condição de higiene. Em geral, são espancados
com barras de ferro e ou pedaços de pau. São freqüentemente
chicoteados e alguns tem suas garras arrancadas, seus dentes
quebrados e suas línguas cortadas. São espetados com objetos
pontiagudos e queimados com ferro em brasa. Estão sujeitos a
choques elétricos e a privação de água e comida. Estão condenados
a viver enjaulados e diariamente torturados até o fim de suas
vidas. Filhotes vistos como excedentes e animais velhos e doentes
muitas vezes são vendidos para zoológicos e laboratórios. Muitos
circos abandonam seus animais em praças públicas, parques,
galpões, e até mesmo em centros urbanos.
http://www.campogrande.news.com.br/geral/view.htm?id=334856&ca_id=9
Homem é condenado
por maltratar animal
07/05/2006
Acusado agrediu uma
égua, depois de furtá-la de um piquete
"O Regional"
Da Reportagem Local
ANIMAL ficou com a boca ferida, depois de ser atingida com
socos
A 2ª Vara Criminal de Catanduva condenou, na semana passada, um
homem que agrediu uma água no bairro Higienópolis.
J. C. C. foi condenado a quatro meses e 20 dias, em regime
fechado, além de pagar uma multa de 12 dias.
Apesar disso, a Justiça entendeu que o réu poderá pagar pelo crime
em liberdade.
“A pena privativa de liberdade, apesar dos antecedentes e
reincidência, fica substituída por prestação de serviços a
comunidade”, despachou a juíza Sueli Juarez Alonso.
Segundo a Organização Não Governamental (ONG) Anjos da Natureza, o
crime aconteceu em junho do ano passado, quando o acusado foi
flagrado agredindo com socos o animal, que apresentava cortes na
boca.
Moradores do Higienópolis que presenciaram a cena acionaram os
membros da ONG, que acionaram a Promotoria do Meio Ambiente.
“Em princípio o indivíduo disse que o animal era dele e que,
depois de voltar da delegacia, mataria o animal. Mas, na verdade,
ele tinha furtado de um piquete nas redondezas de sua casa”,
divulga a ONG.
Depois de lavrado o Boletim de Ocorrência (BO), como termo
circunstanciado, e feito o Laudo veterinário, assinado por Renato
Sechez Marçon, as testemunhas foram ouvidas e as fotos, feitas por
membros da ONG foram anexadas ao processo.
“Em caso de maus-tratos, é necessário o maior número possível de
provas, como fotos, testemunhas e vestígios do crime”, ressalta
Maria da Graça Vezzu.
A condenação do acusado agradou aos defensores da Natureza.”A pena
de prestação de serviço à comunidade pode não ser a que queríamos,
mas isso demonstra que maltratar animais é crime e a Justiça agiu
corretamente ao punir o criminoso”, comenta o vice-presidente da
Anjos da Natureza, Davis Gláucio Quinelato.
“E que isso sirva de lição às pessoas que pensam haver a
impunidade ao maltratar animais”.
A entidade destaca ainda a necessidade de a população estar atenta
e denunciar em casos de maus-tratos.
“É importante que a população se conscientize e quando ver
qualquer abuso ou maus-tratos ligue imediatamente à Polícia
Militar Ambiental e denuncie”, comenta a coordenadora da Comissão
Permanente do Meio Ambiente da OAB, Roseni Mathias.
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Animal
ficou com a boca ferida, depois de ser atingida com socos |
http://www.oregional.com.br/detalhe_noticias.php?codigo=14635
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