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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Pesca ilegal põe o bacalhau em risco de extinção

 

MONTREAL, 22 Set (AFP) - A população de bacalhaus, atualmente muito reduzida, corre o risco de desaparecer em conseqüência da pesca ilegal na região dos Grandes Bancos, ao longo de Terranova (Canadá), avaliou o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
Vários navios canadenses e estrangeiros que pescam na região dos Grandes Bancos "se lançam deliberadamente à captura de espécies em perigo, particularmente o bacalhau", o que é proibido na região, e o justificam como "presas acidentais", afirma a WWF em um relatório publicado nesta semana.
O termo "presa acidental" se refere às espécies marinhas capturadas acidentalmente pelos sistemas de pesca destinados a outras espécies.
"Sabemos que um determinado número de navios pesca deliberadamente nestas áreas onde sabem que capturarão presas 'acidentais', o que lhes permite aumentar seu lucro", declarou Robert Rangley, diretor da região Atlântica do WWF-Canadá.
Em alguns casos, "estas presas podem constituir até 80% da captura total", informou.
"Só em 2003, mais de 5.400 toneladas de bacalhau foram pescadas 'acidentalmente' na região sul dos Grandes Bancos", segundo o WWF. Este número "representa ao redor de 90% das reservas de bacalhau existentes".
"Uma coisa está clara: as reservas de peixes não terão nenhuma oportunidade de se recuperar se no curso de apenas um ano quase a totalidade da população ameaçada é pescada com a desculpa das 'presas acidentais'", acrescentou o WWF em um comunicado.
O Fundo estima que o organismo encarregado de regulamentar a pesca nas águas internacionais - a Organização de Pesca do Atlântico Norte (Opano)- "não adota as medidas suficientes para atacar o problema".
A organização solicita ao governo canadense e seus parceiros da Opano proteger as espécies em maior risco e reduzir em 80% as 'presas acidentais' de bacalhau na parte sul dos Grandes Bancos, bem como a adoção de várias medidas complementares, como a redução do número de navios na região dos Grandes Bancos.
Segundo o WWF, os navios que operam nesta região são procedentes, sobretudo, de Canadá, Rússia, Portugal e Espanha.

 

 

Presidente indonésio ordena sacrifício de aves

 

JACARTA, 23 set (AFP) - O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, disse nesta sexta-feira ter ordenado o sacrifício de aves em regiões fortemente afetadas pela gripe das aves.

Yudhoyono fez as primeiras declarações públicas sobre o afloramento da doença, que matou pelo menos quatro indonésios, desde que o ministério da Saúde informou, na quarta-feira, que o país enfrenta uma "situação extraordinária" vinculada à gripe das aves.

"Eu decidi três dias atrás que, em alvos específicos de áreas fortemente infectadas, a 'erradicação' dever ser realizada para que (a doença) não se espalhe mais", disse Yudhoyono em briefing à imprensa.

Ele não deu maiores detalhes, mas disse que preferiu não impor punições aos criadores que se recusarem a proceder o sacrifício.

"O que é importante é que nós discutamos exaustivamente a situação que está ameaçando a indústria avícola indonésia", afirmou.

 

 

Óleo de palma está levando os orangotangos à extinção

 

KUALA LUMPUR, 23 set (AFP) - A demanda por óleo de palma, amplamente utilizado em alimentos processados, está levando os orangotangos à extinção ao acelerar a destruição de seu habitat, concluiu um estudo da Organização "Amigos da Terra" (Friends of the Earth) divulgado nesta sexta-feira.
A organização adverte que o grande símio asiático pode estar extinto em 12 anos se não forem feitas intervenções de emergência no comércio de óleo de palma. "Mais de 90% do hábitat de orangotangos na Indonésia e na Malásia foram destruídos. Alguns especialistas estimam que 5.000 orangotangos morrem todos os anos devido a esse descaso", destacou a organização em um comunicado divulgado em Londres.
Em um relatório, a organização afirma que centros de vida selvagem da Indonésia estão cuidando de bebês orangotangos órfãos que foram resgatados de florestas queimadas no preparo para o plantio. "A plantação para a produção de óleo de palma tornou-se a principal causa do declínio dos orantogangos, devastando seu hábitat nas florestas tropicais em Bornéu e Sumatra", diz o relatório.
Os "Amigos da Terra" alertam que o óleo de palma é utilizado em um de cada dez produtos nas prateleiras dos supermercados, incluindo pão e cereais, assim como batons e sabonetes, e que os produtores não têm conhecimento de onde vem esse óleo. As plantações de óleo de palma são também responsáveis pelas nuvens de fumaça registradas todos os anos e que atingiram a Malásia e a Tailândia em agosto.
A organização ambientalista Fundo Mundial da Natureza (WWF) já havia alertado sobre o plano de criação de uma plantação gigante de óleo de palma em Bornéu, afirmando que esta causaria um impacto devastador na vida selvagem e nas populações indígenas. A plantação proposta, financiada pela China, cobriria 1,8 milhão de hectares nas montanhas ao longo da fronteira com Sarawak (Malásia), o equivalente à metade do território da Holanda, segundo um estudo do WWF divulgado no último mês.
Apesar disso, o WWF malaio contradiz a idéia de que os orangotangos seriam extintos nas próximas décadas graças à destruição de seu hábitat, classificando essas idéias como "bastante alarmistas e não realistas".
Os orangotangos, parentes próximos dos humanos, são encontrados apenas em Bornéu, numa pequena parte da Malásia, Indonésia e Brunei, além da ilha de Sumatra. O número de espécimes foi reduzido para 60.000 em uma população que já cobriu todo o sul da Ásia em tempos remotos.

 

   
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