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28/11/2006
LÉO GERCHMANN
da Agência Folha, em Porto Alegre
A Justiça gaúcha decretou nesta terça-feira a prisão preventiva do
empresário e engenheiro químico Luiz Ruppenthal, por
responsabilidade na morte de cerca de um milhão de peixes no rio
dos Sinos, na região metropolitana de Porto Alegre.
Diretor-presidente da empresa Utresa, de tratamento de resíduos
dos setores coureiro-calç adista, alimentação, celulose e
metalurgia, Ruppenthal estava foragido até o final da tarde de
ontem e era procurado pela Polícia Civil.
De acordo com o Ministério Público do Estado, foram encontrados no
rio metais pesados típicos das indústrias coureiro-calç adista e
metal-mecânica, como cromo, benzeno e mercúrio. A unidade da
Utresa em Estância Velha (RS) jogava produtos tóxicos diretamente
nos arroios (pequenos cursos de água) que deságuam no rio.
Em outubro, 86 toneladas de peixes morreram no rio dos Sinos. A
Fepam (órgão ambiental estadual) multou seis empresas pelos danos,
entre elas a Utresa. As multas alcançaram R$ 1,2 milhão --não
foram definidos ainda os valores para cada empresa.
Foram encontrados peixes mortos de pelo menos 12 espécies, entre
as quais jundiás, dourados e grumatãs. De acordo com a Fepam, com
o excesso de poluição, os peixes ficam sem oxigênio e sobem até a
superfície, onde morrem.
Outro lado
A Folha tentou ouvir Ruppenthal e a Utresa. Em uma primeira
ligação para a empresa, havia apenas uma gravação eletrônica. No
final da tarde, um segurança atendeu e disse que não havia ninguém
para falar sobre o assunto. O advogado de Ruppenthal não foi
localizado.
NOVA ZELÂNDIA VAI PROIBIR A CAÇA DO GRANDE TUBARÃO BRANCO
30/11/2006
WELLINGTON -
O governo da Nova
Zelândia anunciou que proibirá a caça e comercializaçã o do grande
tubarão branco, numa tentativa de evitar a extinção da espécie,
comum nas águas temperadas.
A proibição entrará em vigor em abril de 2007. Quem capturar,
matar ou ferir um grande tubarão branco dentro da faixa de 370
quilômetros das águas territoriais da Nova Zelândia pode ser
condenado a multa de até US$ 135 mil (R$ 292,2 mil) e penas de
seis meses de prisão.
O ministro de Conservação, Chris Carter, declarou que a Lei de
Vida Selvagem também considera ilegal a posse ou comércio de
tubarões brancos.
Carter, citado pelo jornal "The New Zealand Herald", disse que a
lei é parte
do compromisso da Nova Zelândia com os postulados da Conferência
sobre
Conservação de Espécies Migratórias e Animais Selvagens.
"Estes majestosos animais se reproduzem em pequenas quantidades e,
sem proteção, podem acabar como uma espécie em perigo de
extinção", comentou o ministro.
Segundo o jornal, hoje as mandíbulas de um grande tubarão branco
são vendidas no mercado negro da Nova Zelândia por US$ 1 mil a 10
mil.
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1369436-5602,00.html
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