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Do portal da SIC de Porturgal,
30/11/2006
A Associação Animal vai denunciar as condições deficientes de
criação intensiva em Portugal. A organização recolheu imagens em
várias explorações agro-pecuárias da zona Centro do País que
revelam a forma como milhares de animais são tratados antes
chegarem ao prato de cada um.
O filme da Associação Animal, tem cerca de 30 minutos. As imagens
foram recolhidas, clandestinamente em explorações dos distritos de
Lisboa e Leiria. Pretendem mostrar como são criados e abatidos de
forma deficiente - e, até ilegal, animais destinados ao consumo.
As primeiras filmagens são em unidades de produção intensiva de
porcos. Os ativistas da Animal encontraram centenas de suínos a
viverem em celas mínimas, sem espaço sequer para se poderem
voltar, fêmeas inseminadas artificialmente pelo menos oito vezes
antes de serem mortas e inúmeros leitões que, depois de passarem
por zonas de engorda, são atordoados com choques elétricos, e
sangrados.
A associação também visitou aviários. Foram encontradas galinhas
poedeiras em gaiolas com a dimensão igual a uma folha de papel A4.
Aves que se amontoam e cuja função é apenas produzir ovos em
massa.
No sector da criação de frangos, patos e perus, foram detectadas
situações
em que os animais têm reduzido o acesso a água, sendo que não têm
nenhum contacto com o exterior.
O mesmo acontece com o sistema de pastagem zero em relação às
vacas. Estão fechadas em pavilhões. A comida e a água é-lhes
fornecida pelos tratadores. Em alguns espaços as condições de
higiene são deficitárias.
A campanha da Animal pretende incentivar à mudança de hábitos de
consumo apelando à adoção de um regime à base de vegetais.
O filme será enviado ao Ministério da Agricultura, à
Direcção-Geral de Veterinária e à Comissão Européia.
http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20061130+Maus+tratos+a
+animais.htm
Segundo a ONU: VACAS CAUSAM MAIS MAL AO MEIO AMBIENTE DO QUE
CARROS
TERRA NOTÍCIAS
AFP
O setor pecuarista é um dos principais responsáveis pelo efeito
estufa no mundo e é mais nocivo que o dos transportes, segundo um
relatório divulgado nesta quarta-feira pela Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).
"O setor pecuarista gera mais gases de efeito estufa, os quais ao
serem medidos em seu equivalente em dióxido de carbono (CO2) são
mais altos que os do setor do transporte", sustenta a entidade da
ONU.
A pecuária não só ameaça o meio ambiente, mas também é uma das
principais causas da degradação do solo e dos recursos hídricos,
acrescenta a organização, cuja sede fica em Roma.
Segundo o relatório da FAO, o esterco é responsável por boa parte
das emissões de gases de efeito estufa. "O setor pecuarista é
responsável por 9% do CO2 procedente de atividades humanas, mas
produz um percentual muito mais elevado dos gases de efeito estufa
mais prejudiciais", acrescenta o relatório.
"Gera 65% do dióxido nitroso de origem humana, que tem 296 vezes o
Potencial de Aquecimento Global (GWP, na sigla em inglês) do CO2.
A maior parte deste gás procede do esterco", dizem os
especialistas.
Para a FAO "é preciso encontrar soluções urgentes". Para Henning
Steinfeld, um dos autores do estudo e chefe da subdireção de
Informação Pecuarista e Análise e Política da entidade, a cada ano
a humanidade consome mais carne e produtos lácteos, o que acaba
afetando gravemente o meio ambiente.
"O custo ambiental por cada unidade de produção pecuária tem que
ser reduzido pela metade, apenas para impedir que a situação
piore", advertiu o documento.
O setor pecuarista é o meio de subsistência para 1,3 bilhão de
pessoas no mundo e supre 40% da produção agrícola mundial. Para
muitos camponeses pobres dos países em desenvolvimento, o gado
também é uma fonte de energia como força de tiro e uma fonte
essencial de fertilizante orgânico para as colheitas. |