|
01 de Novembro de 2005
Cosmo Piracicaba
Para prestar
esclarecimentos e debater questões que envolvem capivaras,
carrapatos e febre maculosa, o PET Ecologia (Programa de Educação
Tutorial) e o Centro Acadêmico de Ciências Biológicas da Escola
Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (USP/ESsalq), reúnem
nesta quinta-feira, dia 3, as instituições envolvidas no assunto.
Serão compostas duas mesas para a discussão do tema. A primeira
terá a participação do professor Álvaro Almeida, coordenador do
atual Plano de Manejo das Capivaras; professor Luciano Martins
Verdade, do Departamento de Zootecnia / Laboratório de Ecologia
Animal; Kátia Maria Ferraz, especialista em capivaras; Celso
Eduardo Souza, SUCEN; Ricardo Augusto Brassaloti, graduando em
Ciências Biológicas.O moderador será o professor Flávio B. Gandara,
tutor do PET Ecologia.
A segunda mesa será composta pelo professor José Roberto Postali
Parra, diretor da Esalq; professor Marcos Vinicius Folegatti,
prefeito do campus Luiz de Queiroz; Adriana S.F. Martins,
procuradora da República - Ministério Público Federal; Carlos
Yamashita, do Ibama (SP). O moderador será o professor Flávio B.
Gandara.
Os esclarecimentos serão prestados e debatidos mediante a
apresentação do atual plano de manejo feito pela Esalq. O evento é
aberto à comunidade e acontecerá no anfiteatro do
Maracanã/Departamento de Engenharia Rural da Esalq, das 13h30 às
18h30. Mais informações pelo telefone (19) 3429-4436 ramal 235.
Manifestantes do Peta protestam na Tailândia
3 de novembro de 2005
AP
Ativistas
do Peta (Pessoas pelo tratamento ético dos animais) protestaram
hoje na Tailândia na frente da Embaixada da Austrália. Em um
comunicado, o Peta disse que a Austrália utiliza métodos cruéis na
indústria têxtil, ao retirar a lã das ovelhas para o
aproveitamento do produto.
Veja as fotos da manifestação.
As ativistas estavam cobertas apenas com um cartaz que levava a
inscrição na língua local com tradução em inglês "A verdade nua: a
Austrália tortura as ovelhas".
Onça é atropelada em
Lucianópolis/SP
04/11/2005
O
animal, que pesava 70 quilos, morreu quando tentava atravessar a
rodovia; a onça-parda é uma das espécies em extinção
Davi Venturino
Lucianópolis -
Uma onça-parda de 70 quilos foi atropelada ontem de madrugada na
rodovia SP-315, no trecho entre Duartina e Lucianópolis. Segundo
informações registradas no boletim de ocorrência, na Delegacia de
Polícia de Lucianópolis, o motorista do veículo, José Antônio
Theodoro, declarou que dirigia em velocidade compatível para o
limite da rodovia no momento em que ocorreu o acidente.
Ele disse não ter conseguido desviar o veículo e acabou
atropelando a onça-parda, animal que está em extinção, segundo o
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O acidente ocorreu
por volta das 2h da madrugada.
A dianteira do carro ficou destruída com o choque e o motorista,
morador em Lucianópolis, nada sofreu. O animal morto ficou aos
cuidados da Polícia Ambiental.
Para a analista ambiental Lélia Lourenço Pinto, chefe do
escritório regional do Ibama em Bauru, apesar do acidente, a
presença desses animais é muito positiva para o meio ambiente. “A
região ainda tem alguns fragmentos florestais que abrigam este
tipo de animal. Ele é um indicador biológico de equilíbrio
ambiental”, disse.
“Ele (carnívoro predador) é o topo da cadeia alimentar. A presença
desse animal na região indica, para nós, que sua existência está
sendo sustentável. Então ele ainda tem alimento na região. É um
bom sinal”, comemora Lélia.
De acordo com ela, esses animais utilizam uma área que pode chegar
a 60 quilômetros quadrados para cada onça. “Elas se deslocam por
áreas distantes. Transitam entre os fragmentos florestais através
das conexões existentes, formando corredores de fauna. O trabalho
dos órgãos ambientais, não só do Ibama, é fazer com que esses
corredores permaneçam, de forma que a gente consiga manter os
animais silvestres na região”, esclarece.
Lélia explica que o escritório do Ibama em Bauru, que atende 88
cidades da região, tem feito trabalhos de conscientização e
esclarecimento para produtores rurais. “Quando nós somos acionados
por produtores rurais sobre ocorrências com predadores, nos
deslocamos até a área e usamos o GPS (Sistema de Posicionamento
Global por Satélite) e pontuamos as ocorrências. Essas informações
são passadas para o banco de dados do Centro Nacional de Pesquisas
para a conservação dos predadores naturais (Cenap)”, explica a
analista ambiental.
A representante do Ibama recomenda que os motoristas fiquem
atentos às placas de sinalização existentes nas rodovias. Elas
alertam para a possibilidade de haver animais circulando no local
indicado.
“As placas amarelas com o símbolo do veado nas rodovias da nossa
região é um trabalho nosso junto às estradas que estão sendo
duplicadas. Onde tiver aquela placa é preciso ficar atento”,
recomenda. “Esta é uma região de onça-parda e, ocasionalmente,
acontecem atropelamentos”, completa.
Em caso de encontro com animais carnívoros, principalmente
onça-pintada e onça-parda, a orientação é manter a calma e
afastar-se devagar sem olhar diretamente para os olhos do animal.
http://www.jcnet.com.br/editorias/detalhe_regional.php?codigo=61066
|
|