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22/11/2005
EFE - Mulher
protesta contra maus tratos a animais em Porto Rico
A presidente da Sociedade para a Prevenção contra a Crueldade aos
animais de Porto Rico, Carla Cappalli, ficou nua e se algemou nesta
quarta-feira para denunciar supostos maltratos entre os animais do
circo Ringling Bros and Barnum & Bailey.
O circo se apresentará em breve no País. As denúncias contra
espetáculos do gênero são comuns por parte das sociedades protetoras
de animais do mundo.
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI767860-EI294,00.html
Juiz ordenou uma estranha sentença para mulher acusada de abandonar
gatos
Nos Estados Unidos, um
juiz ordenou uma estranha sentença para uma mulher acusada de
abandonar gatos. Ela foi obrigada a passar uma noite ao relento como
os bichos.
Estava nevando quando Michelle Murray saiu do carro de polícia para
cumprir a sentença. Nem quis responder as perguntas dos repórteres.
Ela entrou no bosque no começo da noite, com uma temperatura de
quase sete graus negativos.
Deveria permanecer lá, sozinha, até o amanhecer. Depois ainda iria
ficar mais 14 dias na cadeia. Michele tem como profissão resgatar
animais soltos nas ruas. Ela chorou no tribunal ao se declarar
culpada por ter abandonado 35 gatos em dois parques, o que aqui nos
Estados Unidos é uma contravenção.
Todos os gatos foram recolhidos, mas muitos voltaram com infecções
respiratórias e alguns morreram. O juiz Micheal Cicconetti, que deu
a sentença, disse: “É cruel, pouco usual? Talvez, mas às vezes a
vergonha é a melhor punição. É o medo de uma punição que faz as
pessoas aprenderem a lição.”
O policial encarregado de levar Michelle para o bosque disse:
“Certamente se houvesse algum risco para a segurança dela, teríamos
que mudar um pouco a sentença.”
Não é a primeira vez que esse juiz dá uma sentença estranha. Num
outro caso, ele julgou um homem que ofendeu um policial chamando-o
de porco. O homem foi condenado a ficar duas horas no meio da rua
com um porco de verdade e segurando um cartaz onde estava escrito:
"Esse aqui ao meu lado não é um policial".
Ativistas desfilam nus contra mutilação de ovelhas
30/11/2005
Lisboa:
ativistas desfilam nus contra mutilação de ovelhas e lançaram um
apelo para um boicote aos produtos de lã australianos.
Ativistas dos direitos dos animais vão desfilar nus sexta-feira em
frente à embaixada da Austrália em Lisboa num protesto contra as
mutilações feitas a ovelhas por alguns produtores de lã
australianos.
Anabela Gonçalves, ativista que organiza a iniciativa, disse hoje à
agência Lusa que foi já lançado um apelo para um boicote aos
produtos de lã australianos.
Vários protestos semelhantes ao que decorrerá em Lisboa
realizaram-se em vários países da Europa e também nos Estados
Unidos, em iniciativas promovidas pela organização internacional
PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais).
Os ativistas sentem-se indignados pelo fato de alguns produtores de
lã australianos se recusarem a assinar um acordo promovido pela PETA
e que pretendia acabar com a mutilação de ovelhas.
Segundo Anabela Gonçalves, produtores de lã australianos "executam
nas ovelhas uma operação de mutilação totalmente bárbara e que é
escusada".
O tipo de ovelha mais comum na Austrália tem muitas pregas na pele.
Essas pregas retêm urina e algumas fezes, atraindo moscas e insetos
que colocam ovos nas dobras da pele, criando larvas e, assim,
prejudicando a lã e as próprias ovelhas.
Para evitar esta situação, alguns produtores de lã "cortam, sem
qualquer anestesia, bocados de carne nas zona genital e na do ânus
das ovelhas".
"É como uma operação cirúrgica, mas feita sem qualquer anestesia. É
uma operação bárbara, em que os animais são amarrados a barras de
metal pelas pernas traseiras e lancetados por lâminas ou tesouras",
descreveu Anabela Gonçalves.
A PETA considera que há alternativas para evitar o sofrimento dos
animais que são até usadas na Europa.
"Alguns produtores usam um tipo de tratamento diferente, mas que é
mais demorado e mais caro. Com uma tesoura vão cortando lã nas zonas
genital e do ânus com muita regularidade, para evitar a formação de
larvas", disse à Lusa a ativista portuguesa.
Outro dos motivos do protesto é o fato de a Austrália exportar
ovelhas vivas para países "onde não há respeito pelos direitos dos
animais" e "sem cumprir as regras de transporte".
Na sua página da Internet, a PETA está a apelar às pessoas para que
escrevam ao primeiro-ministro australiano, John Howard, pedindo-lhe
que termine com "as práticas cruéis" sobre as ovelhas.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=616947&div_id=291
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