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A L'Oréal tem
planos para a expansão da Body Shop
O presidente da gigante dos cosméticos L'Oréal, Jean-Paul Agon,
revelou planos para dobrar o número de lojas da rede Body Shop no
mundo inteiro, incluindo o Brasil.
Agon afirmou que a rede britânica Body Shop, que a francesa
L'Oréal comprou em março por US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,6
bilhões), pode se expandir das atuais duas mil lojas para cinco
mil "em alguns anos".
Em uma entrevista ao jornal britânico Financial Times, Agon
afirmou que Brasil, China, Argentina, Chile e Índia seriam os
países que estariam nos planos na L'Oréal para a Body Shop.
"Esta marca (Body Shop) tem um potencial mundial", disse Agon.
Símbolo
A Body Shop, que se promove como uma companhia que atua de forma
ética, era um das empresas-símbolo do comércio na Grã-Bretanha.
Fundada há cerca de 30 anos por Anita Roddick, a marca tem lojas
em 53 países.
A loja apresenta uma postura considerada "ecologicamente correta",
com cosméticos fabricados sem testes em animais ou importados de
países em desenvolvimento de forma a não prejudicar seus
produtores.
Segundo o Financial Times Jean-Paul Agon afirmou que a rede Body
Shop já foi lançada recentemente na Índia, está analisando o
mercado chinês, além
de ver o "Brasil, Argentina e Chile como típicos mercados
potenciais para a marca".
Agon negou que a compra da Body Shop tenha representado um "passo
ousado em direção ao varejo" para a L'Oréal, que tem pouca
experiência com lojas próprias.
"Não acreditamos que vender sua própria marca em sua própria loja
possa ser chamado de varejo. Varejo é quando você vende marcas de
outras pessoas", disse Agon ao Financial Times.
Agon acrescentou que a L'Oréal está tentando a possibilidade de
testar ingredientes químicos de cosméticos em pele humana
artificial.
"A grande ambição em termos de testes com animais é fazer com que
isto desapareça completamente e para sempre na indústria da
beleza. Nós dividimos esta opinião com Anita Roddick e com a Body
Shop", afirmou.
"Nossa forma de alcançar isto não é afirmar que vamos ficar fora
das categorias que exigem (testes em animais) hoje. Mas que
estamos buscando como loucos métodos alternativos para o futuro",
acrescentou.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/economia/story/2006/10/
061003_bodyshopbrasilfn.shtml
Um
terço da Terra será deserto dentro de um século
Em 2100, 30% do
planeta viverá sob seca extrema. Estudo aponta cenário
"verdadeiramente assustador" dos efeitos do aquecimento global.
Um terço do planeta será deserto em 2100 devido ao aquecimento
global. A seca extrema atingirá 30% da superfície da Terra, 10
vezes do que atualmente, os animais morrerão à sede e à fome, a
agricultura será impraticável.
O cenário é apontado num estudo do Instituto Meteorológico do
Reino Unido, o primeiro a quantificar através de um
supercomputador a ameaça do crescimento das zonas secas.
A previsão faz hoje capa do diário"The Independent", com o título
"O século
da seca". O jornal afirma que se trata de um dos gritos de alerta
mais fortes dos perigos do aquecimento global. E pode até ser um
subestimativa já que o estudo não inclui os efeitos potenciais na
seca das mudanças no ciclo do carbono da Terra provocadas pelo
aquecimento global.
Agências de ajuda humanitária e especialistas em desenvolvimento
reagiram com preocupação à previsão, temendo que sejam os países
mais pobres os mais atingidos. Citado pelo "Independent", Andrew
Pendleton, da Christian Aid, considerou o cenário "verdadeiramente
assustador" e "uma sentença de morte para muitos milhões de
pessoas". "Significará migrações a níveis nunca antes vistas e a
níveis que os países pobres não podem agüentar".
"Quase não há nenhum aspecto da vida nos países em vias de
desenvolvimento que estas previsões não minem - a possibilidade de
produzir comida, ter um sistema sanitário seguro, a
disponibilidade de água. Para centenas de milhões de pessoas para
quem viver mais um dia é já uma luta, isto vai empurrá-las para o
precipício", referiu Andrew Simms, um dos maiores especialistas
nos efeitos das mudanças climáticas nos países em vias de
desenvolvimento, citado pelo jornal.
De acordo com o estudo, cuja versão completa será publicada no
final do mês, a superfície do planeta com seca moderada (25% hoje
em dia) aumentará para 50% em 2100, enquanto a seca severa,
atualmente nos 8%, crescerá para 40%
http://jpn.icicom.up.pt/2006/10/04/
um_terco_da_terra_sera_deserto_dentro_de_um_seculo.html
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