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A UNIÃO EUROPEIA E AS TOURADAS

INTERNATIONAL MOVEMENT AGAINST BULLFIGHTS


MOVIMENTO INTERNACIONAL ANTI-TOURADAS


MOVIMIENTO INTERNACIONAL ANTITAURINO


MOUVEMENT INTERNATIONAL ANTI CORRIDAS


www.iwab.org
IMAB@iwab.org

COMUNICADO DE IMPRENSA
12.10.2006

A UNIÃO EUROPEIA E AS TOURADAS


Nos últimos dias a questão das touradas pôs em polvorosa os defensores da "tradição" face ao que foi propagado em diversos jornais, sobre a eventual aprovação de uma proibição das mesmas, por parte do Parlamento Europeu.

Foram gastos rios de tinta quer por parte de jornais espanhóis, portugueses e franceses quer por parte de aficionados sobretudo espanhóis sobre o quão importante era impedir que o Parlamento Europeu aprovasse a proibição das touradas.
O lobby taurino com o seu avultado poder econômico, originado graças á tortura animal, movimentou-se a seu belo prazer nos corredores da UE pressionando o sentido de voto dos parlamentares europeus.

Agora os aficionados cantam vitória porque o Parlamento Europeu votou contra esta suposta proibição e clamam que esta é a prova que a UE respeita as suas tradições.

No entanto não existe aqui nenhuma vitória porque graças á desinformação de certos media e da qual os tauromafiosos se aproveitaram, nunca esteve em causa votar pela proibição ou não das touradas.

O que o Parlamento Europeu votou foi um relatório de 31 páginas apresentado pela eurodeputada Elisabeth Jeggle do Partido Popular Europeu, o qual já tinha sido previamente votado por unanimidade na Comissão de Agricultura e que não passa de um plano de ação referente ao bem estar animal a ser implementado entre os anos 2006 e 2010.

Entre os vários assuntos consagrados no relatório, o ponto 71 referia que os deputados expressavam preocupação pelo sofrimento dos animais usados em lutas e pedia que a UE através de leis nacionais ou comunitárias, conforme fosse o caso, pusesse um termo a lutas de cães, galos e touradas.

De uma preocupação/recomendação alguns media avançaram imediatamente para a proibição algo que nunca esteve em votação.

No entanto, a verdade é que mesmo esta recomendação ou parecer do Parlamento Europeu não passa de uma falácia e levamo-nos a pensar que os eurodeputados desconhecem os tratados europeus.

De fato pedir á UE que adote legislação comunitária no sentido de acabar com as lutas de galos e touradas é o mesmo que pedir a lua, passe a expressão, e revela ignorância por parte de quem faz este pedido.

A realidade é que a UE não tem competência para acabar com nenhuma destas barbaridades, uma vez que aceitou que as mesmas, fossem excluídas quando da votação do Protocolo Anexo ao Tratado de Amsterdã sobre o bem estar animal.

Ao incluir neste protocolo o respeito pelas tradições culturais dos Estados Membros, abortou qualquer possibilidade de proibição destes espetáculos bárbaros a nível comunitário, dando exclusiva competência para o fazer aos Estados Membros.

A solução pensarão muitos será então eliminar do referido protocolo esta exclusão e permitir assim que a UE possa legislar nesse sentido.
De fato esta seria a solução se tal fosse possível, mas não é, uma vez que os Tratados só podem ser modificados por unanimidade.

Pode pois dizer-se que a UE de democrática nada tem, uma vez que os tratados não são votados ou modificados por maioria mas sim por unanimidade e desenganem-se os que pensam que com a aprovação de uma Constituição Européia a situação mudaria, porque a futura Constituição Européia consagra no seu artigo 121º o tão famigerado protocolo, continuando assim a perpetuar a exclusão destes espetáculos aberrantes.

Qualquer decisão no sentido de abolir as touradas é da competência de cada Estado Membro, cabendo a Portugal, Espanha e França legislar nesse sentido.

Para que não restem dúvidas transcrevemos na íntegra o Protocolo sobre Bem Estar Animal anexo ao Tratado de Amsterdã.

Tratado de Amsterdã que altera o Tratado da União Européia, os Tratados que instituem as Comunidades Européias e alguns atos relativos a esses Tratados - Protocolos anexos ao Tratado que institui a Comunidade Européia - Protocolo relativo à proteção e ao bem-estar dos animais

Jornal Oficial nº C 340 de 10/11/1997 p. 0110

Tratado de Amsterdã que altera o Tratado da União Européia, os Tratados que instituem as Comunidades Européias e alguns atos relativos a esses Tratados - Protocolos anexos ao Tratado que institui a Comunidade Européia - Protocolo relativo à proteção e ao bem-estar dos animais

AS ALTAS PARTES CONTRATANTES,

DESEJANDO garantir uma proteção reforçada e um maior respeito pelo bem-estar dos animais, enquanto seres dotados de sensibilidade;

ACORDARAM nas disposições seguintes, que vêm anexas ao Tratado que institui a Comunidade Européia:

Na definição e aplicação das políticas comunitárias nos domínios da agricultura, dos transportes, do mercado interno e da investigação, a Comunidade e os Estados-Membros terão plenamente em conta as exigências em matéria de bem-estar dos animais, respeitando simultaneamente as disposições legislativas e administrativas e os costumes dos Estados-Membros, nomeadamente em matéria de ritos religiosos, tradições culturais e patrimônio regional.

Pelos Animais
Maria Lopes
Coordenadora do Movimento Internacional Anti-Touradas

 




Parlamento Europeu rejeita proibição de touradas
[ 2006/10/12 | 13:37 ] EditorialCPS
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=731964&div_id=1731

O Parlamento Europeu (PE) aprovou esta quinta-feira o relatório sobre protecção e bem-estar animal, depois de introduzida uma emenda que retirou do texto a proposta de proibição de touradas.

A iniciativa de introdução da emenda partiu de um grupo de eurodeputados
portugueses e espanhóis e foi aprovada por uma larga maioria de 412 votos.

Segundo a «Rádio Renascença», o relatório elaborado por uma deputada alemã democrata-cristã propunha, inicialmente, a proibição de espetáculos de combate de animais, como touradas e lutas de cães e de galos.

Na versão final, é apenas proposta a proibição das lutas de cães e de galos.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=246348

Touradas: ANIMAL já esperava rejeição de proibição pelo PE

A Associação Animal já esperava a rejeição pelo Parlamento Europeu (PE) de uma proposta que apelava ao fim das touradas, enquanto os criadores de touros de lide consideram que a Europa deve respeitar «as minorias culturais».
«Já existiram no passado tentativas de acabar com as touradas, mas contaram sempre com a oposição de Espanha e Portugal», disse o presidente da Associação Nortenha de Intervenção Animal (ANIMAL), Miguel Moutinho, salientando que era de esperar a rejeição da iniciativa, que considerou ter «um caráter simbólico».

No entanto, Miguel Moutinho considera que «uma medida destas discutida pelo PE, embora sem caráter vinculativo, é sempre positiva».

Miguel Moutinho sublinha que esta proposta «vem na seqüência de um trabalho de sensibilização política» e numa altura em que «existem sinais muito interessantes de que socialmente esta realidade está a acabar».

«Não é de espantar que a iniciativa venha de uma deputada do norte da Europa, onde estas práticas são condenadas socialmente, especialmente quando falamos de crueldades contra os animais que têm como objetivo o
divertimento», sublinhou ainda Miguel Moutinho.

O presidente da Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide, João Santos Andrade, realça estar «perfeitamente contra» uma iniciativa do
género, salientando que «devem ser respeitados os direitos das minorias culturais dentro da Europa».

«Somos uma minoria apenas na Europa, porque em Portugal somos uma maioria», afirmou João Santos Andrade, que não se mostra surpreendido por a proposta ter sido apresentada por uma deputada alemã, «porque não têm uma cultura de espetáculos tauromáquicos e querem obrigar todos os países a seguir a mesma tradição».

«O Estado português não financia touradas. Nós é que financiamos o Estado através dos impostos que pagamos nomeadamente à Direção-geral das Atividades Culturais para realizar um espetáculo», sublinhou ainda João Santos Andrade.

O Parlamento Europeu rejeitou hoje em Bruxelas de forma clara uma proposta que apelava à proibição das corridas de touros, contida num relatório sobre o bem-estar dos animais, «emendando» esse ponto do texto final aprovado.

Diário Digital / Lusa

12-10-2006 12:55:00


Campanhas anti-touradas intensificam-se em Espanha
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=246337

Perante sondagens que apontam para o crescente desinteresse dos espanhóis relativamente às touradas, crescem as campanhas e as iniciativas de combate ao que se tornou um dos símbolos turísticos de Espanha, incluindo através de partidos políticos.
Este mês o Diário Oficial da Catalunha publicou a proclamação da candidatura de um novo partido político, o Partido Autitaurino contra o Mau-trato Animal (PACMA), que conta com o apoio de inúmeras entidades de defesa dos direitos dos animais em Espanha.

O PACMA foi uma das organizações de Espanha que se mostrou solidária com o relatório de uma eurodeputada alemã, hoje votado em Bruxelas, que pretende acabar com as atividades que ponham em causa o bem-estar animal, sugerindo a proibição de espetáculos como as touradas.

Este partido figurará nas listas das eleições regionais de 1 de Novembro, apresentando uma campanha de combate às corridas de touros, um espetáculo criticado por uma fatia crescente da população espanhola.

Refira-se que uma sondagem realizada pela Galup indica que apenas 31% dos espanhóis se declaravam interessados em touradas, com mais de 80% em regiões como a Catalunha, a rejeitarem o espetáculo.

Dados que confirmam a tendência de descida nas últimas décadas no interesse por este tipo de espetáculo que, no início dos anos 70 ainda interessava à maioria dos espanhóis.

Igualmente de referir que o maior interesse se verifica entre os mais velhos
(mais de 55 anos), e que entre os jovens, com menos de 24 anos, apenas 17% diz ter interesse nas touradas.

É na Catalunha que as principais ações anti-touradas têm mais apoio evidente, com várias entidades a conseguirem mesmo o apoio de municípios - 35 até hoje - que se declararam «amigos dos animais» e, como tal, proibiram a realização de touradas ou outros espetáculos públicos com animais.

A iniciativa dos municípios amigos dos animais começou em 1999, mas mais de metade das localidades associadas, juntaram-se nos últimos dois anos, confirmando a tendência de maior antagonismo ao espetáculo taurino.

Em praticamente todo o país, e sempre que há corridas de touros ou atividades taurinas, representantes de entidades de defesa dos direitos dos animais - como a Anistia Animal, a «Tortura Espana» ou dezenas de outras - realizam ações de protesto ou de informação.

Esta semana, por exemplo, mais de mil pessoas reuniram-se num protesto anti-taurino em Saragoça promovido pela associação Amnistia Animal.

A ser divulgado desde meados do ano está também um documentário, intitulado «Animal», que pretende pôr a descoberto a tortura a que são sujeitos os touros nas praças espanholas e, em particular, o que os promotores consideram ser o «abuso» turístico do espetáculo.

O documentário denuncia que espetáculos taurinos são incluídos em pacotes turísticos provocando muito descontentamento entre alguns estrangeiros que, sem informação inicial, testemunham corridas de morto.

Várias associações, como o PACMA, solidarizam-se já com a iniciativa da deputada européia Elisabeth Jeggle (do Grupo Popular Europeu) que conseguiu levar a votos uma moção a pedir a proibição de corridas de touros ou outros espetáculos onde considera haver maus- tratos de animais, como lutas de galos e de cães.

Esta iniciativa européia tem como uma origem uma campanha de 2003 de recolha de 185 mil assinaturas por comitês anti-taurinos belas e holandeses que pretendiam o fim das corridas e a sua proibição de transmissão televisiva em horários infantis.

A votação foi já criticada por várias entidades de defesa taurina em Espanha, como é o caso da Plataforma para a Defesa da Festa que confirmaram, em comunicado, que os grupos Popular e Socialista no Parlamento Europeu votarão contra a moção.

Luis Corrales, presidente da Plataforma, deslocou-se propositadamente a Bruxelas para sensibilizar os eurodeputados sobre a importância do espetáculo taurino.

Corrales garante que pelo menos 465 dos 732 eurodeputados votarão contra a proposta que deverá por isso, considera, ser chumbada.

«A Plataforma deseja agradecer especialmente às gestões levadas a cabo por representantes políticos do PP e do PSOE, alguns de eles grande aficionados à Festa, que desde o primeiro momento colaboraram na defesa e promoção da festa», refere o comunicado da Plataforma.

«Advertimos, uma vez mais, que a defesa e promoção da Festa passa por um trabalho continuado, cultural e político, linha que continuaremos a seguir», sublinha.

Diário Digital / Lusa

12-10-2006 11:54:00

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