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Autor: Marianna
Guimaraes
Data: 15/03/05 23:41
Oi pessoal,
Meu nome é Marianna e queria comentar com vocês
o que aconteceu comigo
na minha chegada ao Brasil, foi uma experiência que não desejo nem
pros meus piores inimigos, horrível, eu vim da
Flórida para
Recife, mandei os meus
ferrets dois dias antes para ele não terem que dormir
no aeroporto, mandei com toda a documentação que
me foi informada pela companhia aérea e pelos aeroportos,
quando eles chegaram em São Paulo
foram presos por fiscais dizendo que a
documentação estava incompleta, resumindo
ficaram passando de um para o outro e só mandaram para
Recife depois de quatro dias quando eu dei um jeito de arrumar os
documentos que eles
não tinham me informado...a essa altura do
campeonato eu já estava maluca...
Quando chegaram em Recife no quinto dia e eu fui
buscá-los no aeroporto já estava desesperada, era meia noite, me disseram
que Sao
Paulo não tinha mandado os documentos que
eu fiquei dois dias pra conseguir, resultado meus ferrets tinham que
dormir de novo no
aeroporto, pedi para ver eles e me deixaram, quando finalmente
consegui quase enlouqueço, eles estavam sem água e comida,
totalmente abatidos e desidratados, na gaiola do macho fazia 5 dias que
não limpavam tava tão suja que as patinhas deles
estavam sangrando, a fêmea estava com a patinha presa na fraldinha no
fundo da gaiola de modo que não podia se
locomover para comer ou beber e quase quebrando a patinha, quando eu os vi
fiquei em estado de choque, comecei a chorar e me desesperar e
o homem falava que não podia fazer nada que
se eu abrisse a gaiola iria ser presa, que
eles teriam que ficar assim, eu pedia, implorava
e nada, falava que eles iriam morrer se
permanecessem daquela forma, depois de 2 horas de agonia eles me
permitiram abrir a gaiola pra limpar, quando peguei meu machinho e as
patinhas me tocavam ele gritava de dor, coloquei ele no meu colo e ele
protestou e rasgou minha calça em forma de protesto, fiquei com eles até
as 5 am!
No outro dia quando já estava perto da hora de ir buscá-los já no sexto
dia, eles me ligaram dizendo pra ir lá urgente buscar porque
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estava morto, foi a pior sensação da minha vida, a de impotência.
Quando cheguei lá e o vi deitado na gaiola duro,
pensei que era tarde, ele tava duro todo
enroladinho e não se movia, peguei ele no braço chorando, pedindo a Deus
pra não ter levado ele embora, comecei a chamar o nome dele "jingle"
varias vezes de repente o olhinho dele se abriu
e olhou para mim, dei comida e água na boca dele e trouxe pra casa.....ele
ta vivo e passam bem!
A maior ironia dessa historia foi quando estávamos saindo de lá um
cara veio com uma maquina fotográfica pra tirar fotos deles e botar
no jornal da empresa dizendo o ótimo serviço que a infraero tinha
oferecido aos meus animais....não deixei eles tirarem as fotos pois odeio
mentiras e ainda estava muito chocada com tudo q acontecera!
Agradeço a Deus todos os dias por ter me
concebido mais tempo na
companhia do meu filhote!
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