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Tigre vive confinado a 2 anos em Paulínia-SP

 

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/08/326097.shtml

 e Portal Cosmo http://www.cosmo.com.br/cidades/campinas/integra.asp?id=119084
 

Enquanto a prefeitura quer desperdiçar dinheiro com a construção de uma pirâmide, um tigre-de-bengala vive em um ambiente inadequado e é vítima de maus tratos por parte do governo de Paulínia (SP).

Vamos escrever para a Prefeitura de Paulínia e protestar contra os maus tratos que o tigre-de-bengala está sofrendo no Parque Ecológico de Paulínia está sofrendo (vejam fragmentos abaixo da reportagem do Correio Popular de Campinas em 09.7.2005)
Escrevam para
Prefeito de Paulínia: Prefeito
Edson Moura
gabinete@paulinia.sp.gov.br
com cópia para Secretário de Meio Ambiente:
Zaqueu Pereira de Souza
Email: seddema@paulinia.sp.gov.br  


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Tigre de bengala vive em jaula de 20 m²


Diego Zanchetta / Sammya Araújo / Agência Anhangüera


Um tigre de bengala com cerca de 2 metros de comprimento e nove anos de idade, removido em 2002 do zoológico de Votorantim, permanece há mais de dois anos confinado em um recinto com cerca de 20 metros quadrados no Setor Extra (fechado para o público) do Parque Ecológico de Paulínia. Ontem, no dia em que o parque fica fechado para visitas, a reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN) flagrou o tigre em uma das jaulas do confinamento após receber, de funcionários do próprio parque, denúncias de maus tratos contra o animal.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o tigre de bengala, considerado o maior felino do mundo em extinção ao lado do tigre da Sibéria, deveria estar em um recinto com pelo menos 70 metros quadrados, com troncos e árvores e provido de um tanque de 10 metros quadrados. O felino, que em seu habitat natural (nas savanas da África, por exemplo) costuma percorrer até 200 quilômetros por dia em busca de alimento, jamais poderia permanecer dois anos em confinamento, informou o Ibama.

A denúncia de maus-tratos contra o tigre de bengala de Paulínia também chegou ao Ibama por meio de funcionários do local, informou Marilda Heck, bióloga responsável pela fiscalização nos 47 zoológicos do Estado de São Paulo. Indignados com a morte, há cerca de dois meses, da tigresa de mesma espécie também removida de Votorantim e que ficou confinada junto com o macho, funcionários afirmam que a Prefeitura nunca se preocupou em viabilizar um espaço adequado para os felinos, apesar dos inúmeros pedidos da direção do parque.

A tigresa morreu de câncer de baço, segundo a direção do parque, mas até hoje o relatório com a autópsia da felina não foi enviado ao Ibama. Alguns funcionários acham que o animal morreu vítima de estresse causado pela falta de espaço para locomoção. No Setor Extra do Parque Ecológico de Paulínia também há aves e um felino, de espécie não identificada, em recintos menores que o espaço destinado às mesmas espécies que estão nas áreas abertas para visitação.

"Não recebemos o relatório anual sobre a movimentação dos animais do zoológico de Paulínia desde 2001. Esse zoológico sempre teve uma ótima estrutura, mas ficamos sabendo que a Prefeitura está deixando de investir no local há algum tempo" , afirmou a bióloga do Ibama. "Por isso estamos planejando uma vistoria nesse parque ainda este mês para termos as condições reais dos problemas com os animais."

Omissão

Procurado duas vezes pela reportagem, na última sexta-feira e ontem, o veterinário do parque, Marcelo de Queiroz Telles, limitou-se a informar que o tigre de bengala "está em melhores condições agora do que quando ele estava em Votorantim" , argumentou o veterinário, que não deixou a reportagem ver o animal, se negou a dizer quais eram as medidas do recinto em que o felino está confinado e também não informou o tempo exato que o tigre está no parque.

"O tigre está em boas condições de saúde e recebe sete quilos de carne dia sim dia não. Não há nada de errado com o animal" , disse o veterinário.

Responsável pela administração do Parque Ecológico, o secretário de Meio Ambiente de Paulínia, Zaqueu Pereira de Souza, foi taxativo ao não saber responder sobre as condições de saúde do tigre vindo de Votorantim. "Sou químico e não entendo de bicho, se você me perguntar alguma coisa de química eu vou saber responder" , falou o secretário, que diz não saber dos pedidos por um recinto para o tigre de bengala que teriam sido feitos pela direção do parque.

Outros felinos

A reportagem da Agência Anhangüera descobriu na terça-feira mais três felinos em situação irregular no Parque Ecológico de Paulínia. Eles ficam no Setor Extra do parque, que não é aberto ao público. As jaulas em que eles estão têm cerca de 16 metros quadrados. A área de descanso em que fica o leão é menor que o seu tamanho e ele fica encolhido no local. O veterinário do parque foi procurado e se recusou novamente a falar sobre o caso.

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Do Correio Popular (Campinas)

 

http://www.cpopular.com.br/mostra_noticia.asp

?noticia=1380460&area=2020&authent=600A9AAE

A801024228B88C8A232060  


Tigre vive confinado há 2 anos em Paulínia


Um tigre-de-bengala com cerca de dois metros de comprimento e 9 anos de idade, removido em 2002 do zoológico de Votorantim, permanece há mais de dois anos confinado em um recinto com cerca de 20 metros quadrados no Setor Extra (fechado para o público) do Parque Ecológico de Paulínia. (...)
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o tigre-de-bengala, considerado o maior felino do mundo em extinção ao lado do tigre da Sibéria, deveria estar em um recinto com pelo menos 70 metros quadrados, com troncos e árvores e provido de um tanque de dez metros quadrados. O felino, que em seu habitat natural (nas savanas da África, por exemplo) costuma percorrer até 200 quilômetros por dia em busca de alimento, jamais poderia permanecer dois anos em confinamento, informou o Ibama.

“Não recebemos o relatório anual sobre a movimentação dos animais do zoológico de Paulínia desde 2001. Esse zoológico sempre teve uma ótima estrutura, mas ficamos sabendo que a Prefeitura está deixando de investir no local há algum tempo”, afirmou a bióloga do Ibama. “Por isso, estamos planejando uma vistoria nesse parque ainda este mês para termos as condições reais dos problemas com os animais.”
(...)
Omissão

(...)
Responsável pela administração do Parque Ecológico, o secretário de Meio Ambiente de Paulínia, Zaqueu Pereira de Souza, foi taxativo ao afirmar não saber responder sobre as condições de saúde do tigre vindo de Votorantim. “Sou químico e não entendo de bicho, se você me perguntar alguma coisa de química eu vou saber responder”, falou o secretário, que diz desconhecer os pedidos por um recinto para o tigre-de-bengala que teriam sido feitos pela direção do parque.

Manter animal custa R$ 3 mil

Segundo a Sociedade Paulista dos Zoológicos (SPZoo), para manter um tigre-de-bengala em um recinto adequado, com 70 metros quadrados de espaço e um tanque de dez metros quadrados, além dos quatro quilos de carne para alimentar o animal todos os dias, são necessários cerca de R$ 3 mil por mês. A entidade, porém, não conseguiu levantar quantos tigres-de-bengala estão nos 47 zoológicos do Estado de São Paulo.

(...)

 


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