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06/12/2005
Jacarta, 6 dez (EFE).-
Quatro tigres de Sumatra, espécie em risco de extinção, foram
achados mortos e sem pele ao sudoeste da ilha indonésia de
Sumatra, informa hoje o site do jornal Kompas.
Djoko Suhardjo, membro do Centro de Conservação Natural de Sumatra
Ocidental, disse que os quatro animais, com idades entre um ano e
meio e oito meses, foram envenenados, tiveram a pele arrancada e
depois foram abandonados na selva.
Suhardjo ressaltou que o objetivo dos caçadores era vender a pele
dos animais no mercado negro, e assegurou que não se trata de um
incidente isolado.
O Centro de Conservação, que denuncia que a caça ilegal representa
uma grave ameaça para a sobrevivência desta espécie, recebeu
algumas denúncias similares nos últimos anos.
"Atos como este representam uma séria ameaça para a população de
tigres em Sumatra Ocidental", disse Suharjo.
O tigre de Sumatra (Panthera tigris sumatrae) é o menor da família
dos felinos dentro da ordem dos carnívoros.
Os tigres são divididos em subespécies por sua procedência: da
Sibéria, de Bengala, chinês, indochinês, de Sumatra, do Cáspio, de
Java e de Bali (os três últimos foram extintos).
Calcula-se que restam apenas cerca de 300 tigres de Sumatra em
estado selvagem na ilha. As organizações ecológicas advertem que
eles poderiam desaparecer em menos de uma década caso não sejam
contidos imediatamente a caça e o desmatamento ilegal, que acaba
com seu habitat natural.
Cachorro salva três alemães de incêndio, mas morre queimado
BERLIM (Reuters) -
Um cão guia salvou a vida de três pessoas em um prédio em chamas,
latindo alto e mostrando o caminho para os sobreviventes.
O animal acabou morrendo, aparentemente porque ficou com medo de
saltar pela janela, disse a polícia na quarta-feira.
"O cachorro percebeu a fumaça e o fogo primeiro e puxou as
cobertas de um homem de 42 anos que dormia num sofá e acordou um
casal também, de 45 e 47 anos, no quarto, latindo bem alto", disse
o porta-voz da polícia
Hartmut Labahn.
O incêndio aconteceu no segundo andar de um apartamento em Zirchow,
na ilha do Báltico de Usedom.
"Todo o andar estava em chamas quando eles pularam pela janela,
mas o cachorro infelizmente não pulou e morreu queimado", disse.
"Havia tanta comoção que as pessoas esqueceram que o cão não tinha
pulado. Eles ficaram gritando o seu nome, mas não adiantou."
O porta-voz disse que o cachorro "pode ter ficado com medo de
pular".
Portugal: Badajoz - sete detidos por caça furtiva
08/12/2005
Chacina de animais
Foi encontrado um tigre enjaulado que esperava a sua vez de
morrer.
Sete pessoas foram
detidas pelas autoridades espanholas por participarem em safáris
ilegais nos quais eram abatidos exemplares de espécies protegidas,
como tigres e lobos. Os animais eram comprados em jardins
zoológicos e depois eram soltos numa quinta da Sierra del Oro,
próxima de Badajoz, para serem caçados. Embora não haja
portugueses envolvidos neste caso, vários caçadores nacionais já
freqüentaram aquele couto, legalizado e muito reputado no país
vizinho.
As detenções tiveram lugar no sábado passado, dia 3, na quinta
Lunares, numa altura em que estava em curso uma caçada. Agentes do
Serviço de Proteção da Natureza (Seprona) da Guarda Civil
surpreenderam os caçadores quando se preparavam para abater um
tigre e um leão. Nas proximidades foi descoberto o cadáver de
outro tigre e os restos de três lobos.
A quinta Lunares é um couto legal onde habitualmente têm lugar
caçadas lícitas com a participação de caçadores de vários países,
entre eles italianos e portugueses. Presume-se pois que a caça a
animais protegidos fosse um negócio paralelo.
Os detidos foram apenas identificados pelas iniciais dos nomes e
têm idades entre 25 e 55 anos de idade. Além de três caçadores e
um menor, provavelmente filho de um dos participantes, os detidos
são M.D.M., de 41 anos, responsável cinegético de vários coutos,
que era o organizador dos safáris e o responsável pela compra dos
animais e ainda os dois guardas da quinta.
As caçadas tinham lugar depois de reunido um lote de caçadores,
que pagava para participar e se fazer fotografar junto aos animais
abatidos, aos quais era retirada a pele e cortada a cabeça, para
servirem de troféus.
A investigação ao caso começou no Verão após denúncias.
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=183873&idselect=91&idCanal=91&p=94
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