|
A Associação Nacional
de Implementação de Animais (ANIDA) entregará a assessoria
especial do Secretário de Segurança Pública Marcelo ItagiBeuma uma
solicitação de revogação das leis que 3.205 de 1999 e 3.207 de
1999, que
regulamentam a movimentação de animais ferozes em locais públicos.
O pedido tem o apoio de várias ONGs de proteção animal e deve ser
encaminhada a Governadora Rosinha Garotinho. O documento que tem o
apoio de entidades como
a Sozed (Sociedade Zoofila Edutiva), Defensores dos Animais, WSPA,
ANIMAVIDA, DAAJ,APAR e IDEA, conta também com uma proposta de Lei
com regras na condução de cães de qualquer raça em vias e
logradouros publicos.
De acordo com a presidente da ANIDA, o Poder Público deve
desenvolver a questão da posse responsável na socidade, para
evitar os problemas de convívio do homem com seus animais. A
veterinária Andrea Lambert afirma que a grande maioria das
agressões caninas vem do manejo inadequado e muitas das vezes com
crueldade como por exemplo, cães que vivem acorrentados, que não
são alimentados diariamente ou que vivem em espaços pequenos e
insalubres.
- O importante para coibir ataque de cães em vias e logradouros
públicos e residências é responsabilizar o proprietário pelos atos
de seus cães, fiscalizar a criação e coibir os abusos e maus
tratos a animais - afirma Andréa.
Mais informações:
Andréa Lambert
ANIDA - Rio de Janeiro
andrealambert@terra.com.br
Reserva sozinha não protege mamíferos, afirmam estudos
22/07/2005
REINALDO JOSÉ LOPES
da Folha de S.Paulo
Dois estudos publicados nesta sexta-feira mostram que proteger a
biodiversidade da Terra será um trabalho ainda mais delicado do
que se supunha. Um deles revela que, se o objetivo é proteger uma
fração minimamente decente de todas as espécies de mamífero do
globo, serão precisos uns 11% da superfície da Terra coisa demais
para simplesmente transformar em reservas. O outro sugere que
mamíferos grandes são intrinsecamente vulneráveis a extinções e
precisam de cuidados especiais.
Os dois estão na prestigiosa revista americana "Science"
www.sciencemag.org , e
envolvem um mapeamento detalhado de milhares de espécies do grupo
a que pertence o ser humano. O grupo liderado por Gerardo
Ceballos, da Universidade Nacional Autônoma do México, usou dados
sobre a distribuição geográfica de 4.795 espécies (deixando de
lado apenas os mamíferos marinhos) para estabelecer prioridades
mundiais de conservação ou seja, quantas e quais áreas precisam
ser protegidas com mais urgência para salvar os bichos.
A unidade básica desse projeto mundial de proteção seriam
"células" com área de 100 mil quilômetros quadrados. Com os
parâmetros de cada espécie em mãos, a equipe pôs para funcionar
uma simulação para computador chamada Marxan, que ajuda justamente
a estabelecer os melhores locais para proteção. A condição imposta
às simulações era conseguir proteger pelo menos 10% da área
ocupada por cada espécie o mínimo considerado adequado hoje pelos
ecólogos.
Depois de 250 simulações, o programa concluiu que pelo menos 1.702
células mais de 17 milhões de quilômetros quadrados seriam
necessárias para cumprir o critério de proteção. Trata-se de 11%
da superfície seca do planeta, sem contar as áreas permanentemente
cobertas por gelo. A boa notícia é que 95% das células podem ser
trocadas por outras sem prejuízo da proteção almejada; a má é que
80% delas já foram afetadas pela agricultura de alguma forma. "A
conservação em áreas protegidas não pode ser a única estratégia",
conclui o grupo. Eles sugerem incentivos financeiros para que
áreas com utilização econômica também possam manter sua
biodiversidade.
Já o trabalho de Marcel Cardillo e seus colegas do Imperial
College, no Reino Unido, sugere que é um péssimo negócio ser
mamífero e pesar mais de três quilos.
Usando dados de espécies ameaçadas de extinção, eles verificaram
que, acima dessa dimensão, os mamíferos ficam muito mais
vulneráveis, aparentemente por causa de fatores da sua própria
biologia. "Sabíamos há muito tempo que o tamanho grande traz
certas desvantagens, como baixa taxa de reprodução e baixa
densidade demográfica", contou Cardillo à Folha. O tempo de
desmame também é importante.
"Nosso estudo, porém, mostra dois problemas extra causados pelo
tamanho. Há uma interação entre ser grande e vários fatores de
risco, o que significa que uma taxa reprodutiva menor atrapalha
mais quando você é grande", diz ele. "Ainda não sabemos o
significado exato dos 3 kg pode ser só o tamanho em torno do qual
os efeitos cumulativos desses vários fatores de risco passam a
operar."
Resumo da ópera: "Num mundo dominado por humanos, o tamanho grande
parece ser uma desvantagem muito maior do que imaginávamos, e
maior é a necessidade de proteger a diversidade de grandes
mamíferos". |
|