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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Abracirco e Stankowich querem derrubar a lei que proíbe circos com animais

 

A Abracirco (Associação Brasileira de Circo) vai aguardar a regulamentação da lei municipal que proíbe a utilização de animais em espetáculos de circo no município de São Paulo, o que deve acontecer em cerca de 90 dias, para tomar medidas judiciais que suspendam a sua eficácia.

Segundo o advogado da entidade, Guilherme Asta Lopes, a Abracirco entende que a lei, publicada anteontem no "Diário Oficial" do Município, "traz contornos de inconstitucionalidade". Segundo Lopes, já existe uma lei federal que regulamenta o que é crime de maus tratos aos animais. "A associação não pode permitir que todos os circos sejam nivelados por baixo", disse Lopes.

O projeto foi apresentado pelo ex-vereador Roger Lin (PSB) em 2003 e, apesar de ter sido aprovado na Câmara, recebeu veto do prefeito José Serra. No início desta semana, o veto foi derrubado pela Câmara.

A lei estipula multa de R$ 1.500 para quem descumprir a determinação. Em caso de reincidência, o valor será dobrado e o circo pode ter a licença de funcionamento cassada. Ainda não está definida qual secretaria ficará responsável pela fiscalização.

Repercussão

"Se fizerem um levantamento, as pessoas vão dizer que querem ver os animais no circo", afirma o proprietário do circo Stankowich, Márcio Stankowich. Ele disse que prepara um abaixo-assinado a ser entregue na Câmara e que a lei não pode generalizar e afirmar que todos os donos de circo maltratam animais. "Quero coletar 1 milhão de assinaturas para fazer um novo projeto de lei."

"Um elefante custa US$ 100 mil. Um tigre, US$ 15 mil. Eu gasto cerca de R$ 25 mil por mês em comida, remédio e tratamento especializado para meus animais. Eu acho que quem maltrata animais tem ser punido mesmo, com prisão e multas altas", completou.

Renata de Freitas Martins, consultora jurídica da Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, em Cotia, que abriga 12 leões e um tigre vítimas de maus-tratos em circos, comemorou a decisão da Câmara.

Segundo ela, deveria ser sancionada uma lei que não permitisse a entrada de animais exóticos no país e a castração dos que já estão aqui. "Temos um levantamento que dá conta de 80 leões sem um local para ficar no país", disse.

 

 

Ibama acusa empresa de cortar lagostas para burlar fiscalização no CE

 

da Folha Online

Cerca de 16 toneladas de lagosta foram apreendidas no porto de Pecém (CE), pois os animais tinham menos de 13 centímetros --tamanho considerado ideal para comercialização.

Para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a empresa responsável pela carga, que seria levada para Miami,
nos Estados Unidos, promovia cortes nas caudas das lagostas para soltar suas últimas vértebras e, assim, aproximá-las do tamanho permitido.

A operação foi realizada por fiscais do Ibama, do Ministério da Agricultura e agentes da Polícia Federal.

A empresa foi multada em R$ 41.460 por crimes ambientais. Entretanto, do total apreendido, somente 1.200 kg ficaram sob a tutela da delegacia do ministério no Estado, de acordo com o Ibama. O restante lhe foi devolvido.

Na região, ainda segundo o Ibama, a lagosta é comprada por R$ 20 a R$ 30 e revendida por R$ 90 o quilo.

 

 

Animais são poupados do sacrifício com a implantação do projeto de adoção, implantado no Centro de Controle de Zoonoses

 

Cid Barbosa Fonte:Diário do Nordeste (Fortaleza) 19/7/2005

Projeto incentiva adoção de animais apreendidos pela Zoonose

Mais de quarenta animais abandonados encontraram novos donos graças ao projeto de incentivo à adoção de animais, promovido pelo Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ), localizado na Maraponga. O principal objetivo é reduzir o número de animais sacrificados todos os meses no Centro.

“Estamos procurando novas saídas. Este método (do sacrifício) é velho e atrasado, ele precisa evoluir”, defendeu o coordenador de Controle da Raiva em Fortaleza, Francisco Barroso, responsável pelo projeto. Segundo ele, todos os meses, cerca de 600 animais chegam ao CCZ.

O trabalho da carrocinha não é o único responsável por este número. Barroso afirma que animais velhos ou doentes, levados pelos próprios donos, correspondem à quase a metade dos bichos que chegam ao Centro de Zoonose. “Tudo por falta de uma posse responsável”, avalia.

O número de animais saudáveis entregues no CCZ é bem menor. De acordo com o médico, não passa de 30 por mês. A maioria vem de donos que decidem deixar o bicho por motivo de mudança de domicílio. “Às vezes chegam até animais com pedigree, como Rottweiler e Pitbull. Estes, nós encaminhamos para doação, sempre procurando quem já conhece a raça”, conta.

“Queremos estimular esta posse responsável. Alguns animais chegam em condições lamentáveis. Quem não quer cuidar não deve pegar um bicho para criar”, sentencia o veterinário.

O projeto do Centro seleciona animais para serem adotados. Cães e gatos mais jovens e saudáveis têm preferência Entretanto, ainda há aqueles que passam por tratamentos e recebem cuidados veterinários para serem doados. “Antes de sair daqui, os animais são vacinados, vermifugados e passam por avaliação veterinária”, explica Francisco Barroso.

Para adotar um ou mais animais, não é preciso pagar nenhuma taxa. Os interessados devem se dirigir ao Centro de Controle de Zoonoses, localizado na Rua Betel, 2980, na Maraponga, e apresentar carteira de identidade e comprovante de residência.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=264351  

SERVIÇO: Outras informações pelo telefone (85) 3131.7846.

A Prefeitura de Fortaleza começa mudar de postura em relação ao CCZ. Com um projeto de adoção para reduzir sacrifícios desnecessários e estimular a posse responsável. Escreva para a prefeitura para elogiar a medida e pedir para que a prefeitura intensifique uma campanha de castração de animais.



Na página da prefeitura, preencha um formulário em: http://www.fortaleza.ce.gov.br/alop/

 

   
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