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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Cães-guia ganham direito de entrar em veículos e estabelecimentos

 

Da Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei (nº 11.126/2005) que dá direito aos deficientes visuais de ingressar e permanecer nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo acompanhado de cão-guia. A lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União. As informações são da Agência Brasil.

No que se refere ao sistema de transportes, a norma aplica-se a todas as modalidades interestadual e internacional com origem no território brasileiro.

A partir de hoje, qualquer tentativa de impedir ou dificultar este direito "constitui ato de discriminação, a ser apenado com interdição e multa", diz a lei. Além das pessoas cegas, o direito também está assegurado às pessoas com baixa visão.

De acordo com a lei, "serão objeto de regulamento os requisitos mínimos para identificação do cão-guia, a forma de comprovação de treinamento do usuário, o valor da multa e o tempo de interdição impostos à empresa de transporte ou ao estabelecimento público ou privado responsável pela discriminação".

 

 

Briga de galo considerada ilegal pelo STF

 

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ontem inconstitucional a Lei 11.344/00, de Santa Catarina, que criou normas para a criação, exposição e realização de competições entre aves combatentes da espécie "Galus-galus", a chamada "briga de galo". Ao propor a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 2514), o procurador-geral da República sustentou que a lei ofenderia o artigo 225, parágrafo 1º, inciso VII, da Constituição Federal. Esse dispositivo dispõe sobre o dever jurídico do poder público e da coletividade de defenderem e preservarem o meio ambiente e vedarem as práticas que submetem os animais a crueldades.
Segundo o ministro Eros Grau, relator da ação, a Assembléia Legislativa estadual argumentou que o combate entre galos vive arraigado na cultura popular. Disse, ainda, que a espécie é criada unicamente para esse fim e que não se presta para o abate para o consumo humano. De acordo com o ministro, que foi acompanhado por unanimidade, o legislador estadual, "ao autorizar a odiosa competição entre galos, ignorou o comando constitucional". Disse, ainda, que em situação semelhante o STF firmou a preservação da fauna, no julgamento, entre outras ações, do recurso extraordinário 153531, quando se discutiu a polêmica "farra do boi", do mesmo Estado de Santa Catarina.

 

 

Dois dos autores do massacre da cadela Preta, ocorrido em Pelotas em março, terão de pagar multa de R$ 5 mil

 

FÁBIO SCHAFFNER/ Casa Zero Hora/Pelotas

 

Título original do artigo: "Dois suspeitos pelo massacre da cadela Preta, ocorrido em Pelotas em março, terão de pagar multa de R$ 5 mil"



A segurança reforçada na primeira audiência judicial dos envolvidos no caso da cadela Preta não evitou uma troca de agressões no Fórum de Pelotas. Ao final da sessão, a mãe do único jovem que não teve a eventual pena substituída por prestação de serviços foi arranhada no rosto por uma ativista ambiental. Conforme acordo feito na Justiça, os outros dois indiciados terão de pagar R$ 5 mil e trabalhar oito horas por semana no canil municipal.
Para escapar do protesto que reuniu mais de 50 manifestantes em frente ao fórum, os jovens Alberto Cunha Neto, 21 anos, Marcelo Schuch, 21 anos, e Fernando Carvalho, 22 anos, chegaram ao local às 7h30min - duas horas e meia antes do início da audiência. Depois de meia hora diante do juiz, Schuch e Carvalho aceitaram a transação penal oferecida pelo Ministério Público em troca da suspensão do processo - o fato de eles aceitarem a proposta do MP não significa admissão de culpa.
Como Cunha Neto tem antecedentes por maus-tratos a animais e porte ilegal de arma, não foi oferecida a possibilidade de transação penal. Ele será denunciado por crime ambiental e pode ser condenado a até um ano de prisão.
- Tínhamos interesse de encerrar tudo hoje para o menino retomar sua vida. Agora vamos preparar a defesa - disse o advogado do estudante, Henrique Boabadi.
Confusão entre mãe de rapaz e veterinária
Dono do Ford Ka ao qual a cadela teria sido amarrada e arrastada por cinco quadras na noite de 9 de março, Cunha Neto era o alvo principal dos manifestantes. A confusão envolvendo a mãe dele ocorreu tão logo eles deixaram a sala do Juizado Especial Criminal. Em ocorrência registrada na Polícia Civil, Solange Cunha disse ter sido agredida diante de PMs. A veterinária Michele Silva, organizadora do protesto, admitiu ter trocado tapas e empurrões com Solange.
- Ela veio para cima de mim dizendo que queria me conhecer. Me agarrou pelo braço e me arranhou, então empurrei o rosto dela - diz a veterinária.
A pedido do advogado de defesa, a multa de R$ 5 mil imposta a Schuch e Carvalho foi parcelada em três prestações mensais. O dinheiro será depositado na conta-corrente do canil. Como os dois não moram mais em Pelotas - o medo de represálias os levou a trancar a faculdade e retornar às cidades de origem -, o advogado também solicitou que eles prestem serviços em Piratini e Santa Vitória do Palmar, respectivamente. Eles terão 30 dias para apresentar ao MP o nome das entidades onde pretendem prestar os serviços.

 

   
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