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24/05/2005
Um dia após ficar
sabendo pela imprensa do ataque de um cachorro pittbull a uma
criança de nove anos, na vila Governaço, a Polícia Civil anunciou
que já tem o endereço de um dos locais em que seriam realizadas
rinhas de cães na periferia da cidade. O delegado regional,
Antônio Paulo Machado, informou que vai intensificar as
investigações para combater o crime. Enquanto isso o animal
continua recolhido no Canil Municipal. O proprietário ainda não
foi identificado.
Machado confirmou que desde a morte da menina Indiele Rodrigues da
Silva, de um ano e quatro meses, atacada pelo pitbull Chucky, de
propriedade da família há dez dias, as denúncias de rinhas de cães
na vila Governaço se multiplicaram. "São todos telefonemas sem
identificação. Ninguém quer servir de testemunha, o que nos obriga
a pegar em flagrante", explicou.
Para o delegado, a fragilidade da legislação é um dos empecilhos
ao trabalho da polícia. "A lei é fraca e enquanto isso os
cachorros seguem matando", criticou.
Desencontro
Um desencontro de informações marcou ontem a apuração do ataque do
pitbull ao garoto Júlio César Lima, de nove anos. Até às 16h o
Boletim de Ocorrências, registrado no sábado pela Brigada Militar
(BM), não teria sido repassado à Polícia Civil.
Visivelmente contrariado o delegado regional Antônio Paulo Machado
reclamou que foi informado do caso pela imprensa. "Oficialmente
não recebemos nada. É uma situação constrangedora. Como regional,
sou o último a saber", reconheceu.
O subcomandante do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major
Valdoir Ribeiro, informou que a ocorrência foi digitada na noite
de domingo e que por volta do meio-dia de ontem teria sido
repassada via on-line à Polícia Civil.
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