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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

ÁUSTRIA PROIBE CIRCO COM ANIMAIS E É BOICOTADA PELA

 COMISSÃO EUROPÉIA

5 Mar 2006

Numa decisão profundamente condenável e incompreensível, a Comissão Europeia abriu um processo contra o Estado Austríaco pelo facto de ter proibido o uso de animais selvagens em circos (Este mundo anda mesmo ao contrário do que devia andar…incrível!).

O Governo da Áustria está a defender-se e a tentar manter esta proibição. Entretanto, as organizações de defesa dos animais austríacas mobilizam-se em campanhas para levarem a Comissão Europeia a interromper este processo Ao mesmo tempo, também. mais de uma dezena de organizações europeias de defesa dos animais, entre as quais a ANIMAL, preparam-se para entregar à Comissão Europeia a Petição pela Abolição Europeia do Uso de Animais em Circos.

Por favor, leiam e subscrevam os apelos que estão em:
http://www.vgt.at/actionalert/circus/commissioner/index.php?country=pt 

 

 

Gestão Serra contrata circo por R$ 4 milhões

 

06/03/2006

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
AMARÍLIS LAGE
da Folha de S.Paulo


A Prefeitura de São Paulo contratou por R$ 4,16 milhões, sem concorrência, um circo para oferecer espetáculos aos alunos da rede municipal. A gestão José Serra (PSDB) incluiu nesse pacote gastos com o transporte dos estudantes --ato irregular, segundo especialistas em licitações.

O montante a ser gasto supera o que a Secretaria Municipal da Educação aplicou em 2005 com lazer --R$ 4,082 milhões.

O acerto foi assinado sem licitação porque a prefeitura alegou que o Spacial era "consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública", condição em que a concorrência pode ser dispensada. O acordo prevê 130 espetáculos neste ano e o transporte dos alunos da escola até o local do show. Os ônibus foram contratados diretamente pelo Spacial.

Até 8 de novembro, pelo contrato assinado pela gestão Serra, 351 mil alunos terão assistido às apresentações do circo, o que significa um custo de R$ 11,85 por criança.

Há indícios de irregularidades no contrato, afirmaram três advogados especialistas em licitações ouvidos pela Folha sem que fosse revelada a prefeitura envolvida.

Toshio Mukai, doutor em direito pela USP e um dos maiores especialistas do país na matéria, diz que a prefeitura não poderia contratar o Spacial diretamente, pois o circo não pode ser considerado "consagrado" pelo público, como exige a Lei das Licitações. E o transporte não poderia ser inserido, já que são serviços distintos.

"Com esse valor, só se fosse o Roberto Carlos ou Chitãozinho & Xororó. E são dois objetos diferentes [circo e transporte], são serviços divisíveis. Está errado."

O advogado Luiz Eugenio Scarpin concorda. "O transporte não faz parte do show. A lei permite que só o artista seja contratado sem licitação", diz. "Levar e trazer crianças não poderia ser incluído na dispensa da licitação."

Para Ariosto Peixoto, a questão da consagração pública é polêmica, mas não há dúvida quanto à irregularidade da inclusão do transporte. "É indiscutível a questão do transporte. Não é uma atividade ligada ao circo", afirmou.

Segundo Peixoto, é impossível incluir esse tipo de serviço de transporte como "notória especialização", alegação que desobrigaria a prefeitura a fazer licitação.

O contrato foi publicado no "Diário Oficial da Cidade" de 18 de fevereiro deste ano. Até então, em acordos semelhantes, a prefeitura contratava o circo, mas não incluía o transporte no pacote.

No programa Recreio nas Férias, por exemplo, a prefeitura pagou a um circo R$ 108 mil por 30 espetáculos para 30 mil crianças. Ou seja, R$ 3,60 por criança.

O transporte foi contratado pela prefeitura por meio de licitação. Em novembro, para escolas localizadas na região do Jabaquara (zona sul de São Paulo), o custo do ônibus por criança era de R$ 5.

Nenhum dos cinco circos em atividade em São Paulo ouvidos pela Folha foi consultado pela prefeitura para apresentar seu preço para o projeto, prática comum nesse tipo de contrato sem licitação, para que a prefeitura pudesse escolher a melhor proposta.

Representante da Câmara do Circo no Ministério da Cultura, Márcio Stankowich disse ter ficado espantado com o contrato. "Nosso setor vive uma penúria muito grande. Tem dias em que ganho R$ 300 por show", diz ele, que cobra R$ 5 por criança.

Escolas particulares que levaram alunos ao Spacial em 2005 não contaram com o transporte.

Outro lado

Procurada pela Folha desde o dia 22 de fevereiro para falar sobre o contrato com o Circo Spacial, a Secretaria Municipal da Educação não havia se manifestado até a noite de ontem.

No primeiro contato, foi enviado um e-mail com as perguntas, a pedido da assessoria. Depois, houve pelo menos seis telefonemas com pedido de esclarecimentos a dois assessores de imprensa.

No final da tarde da sexta-feira passada, a Folha voltou a procurar a secretaria e deixou recado na assessoria de imprensa, mas ninguém telefonou de volta para falar sobre o assunto.

A diretora do Circo Spacial, Marlene Querubim, disse que cobra da prefeitura o mesmo preço das cadeiras mais simples para o público em geral. Segundo ela, o ingresso normal varia de R$ 10 (nas cadeiras laterais) a R$ 20 (nas cadeiras frontais).

Marlene afirma que o espetáculo dura cerca de 85 minutos. "Só cobramos o ingresso. O transporte a gente aluga de outras empresas", afirmou a diretora.

Querubim diz que, no início, nem pensava em participar do projeto. Afirma que, do ponto de vista financeiro, não seria vantajoso para ela. "O custo operacional do circo é muito alto. Tenho cerca de 150 funcionários envolvidos no projeto."

A diretora afirma ter aceitado, porém, como uma forma de estimular a formação de público para espetáculos circenses.

De acordo com ela, as negociações com a prefeitura começaram em outubro do ano passado. Além disso, afirma a diretora, uma comissão de cinco pessoas da prefeitura esteve no local para avaliar a qualidade do espetáculo e das instalações.

O circo, hoje instalado na zona norte, deve mudar a cada dois meses de local, para atender diferentes regiões da cidade.

Outra empresa

A assinatura do contrato com o Circo Spacial foi intermediada por uma empresa, a Expoaqua, criada em julho do ano passado.

Kelly Silva, funcionária da Expoaqua, defendeu o contrato, afirmando que o circo conta com toda a documentação, segurança e espaço para atender as crianças, incluindo local para 64 ônibus estacionarem. "Já chegamos a atender 12 mil crianças por dia em outro programa. Eu mandei a proposta à prefeitura com valor para o ano todo, é um espetáculo de excelente qualidade."

 

Notas: Tribuna Animal

 

- O Circo Spacial não utiliza animais em suas apresentações.

 

Nossas dúvidas enquanto cidadãos e também protetores animais são as seguintes: 1) - Esse valor pago ao circo foi devidamente conferido, se foi porque foi feito o contrato sem licitação?

 

2) - Pelo fato de ter sido sancionada a lei que proibe animais em circo teria sido esta uma forma de tentar agradar os proprietários dos mesmos?

 

3) - O Circo Spacial e outros circos que não se utilizam de animais em suas apresentações tem como representante na Cãmara do Circo no Ministério da Cultura o Sr. Marcio Stankowich que faz uso de animais domésticos, silvestres e exóticos em suas apresentações. Por quê?

 

4) - O Sr. Marcio Stankowich afirma na reportagem acima que ganha muito pouco e vive na penúria. Então como é possível que este constantemente se locomova de helicóptero?

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