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22/11/2005
Um ato de crueldade deixou moradores do Jardim Ouro Verde
indignados. Na madrugada da última terça-feira, 10 cachorros foram
mortos por envenenamento.
As mortes ocorreram seqüencialmente depois das 2h30 em diferentes
ruas. As vítimas: cachorros de pequeno porte, como basset, fox
paulistinha e poodle. A vizinhança não sabe o que motivou a
atitude do autor do crime, mas pede que a polícia tenha atenção,
porque ele pode agir novamente. “O nosso medo é que ele venha e
engane uma criança. De repente ele dá esse produto para uma pessoa
indefesa, e aí”, questiona Neuza Antônia Costa Augusto, moradora
da Rua Antônio da Silva Castro. Dois cachorros dela foram mortos
com uso de comida para atraí-los. Eles eram filhotes de basset e
fox paulistinha. Ela alega nunca ter recebido reclamações dos
latidos, por isso, ainda lamenta o fato.
De acordo com Neuza, seu filho que mora a alguns metros de sua
residência, teve outros dois cães assassinados da mesma maneira.
“Eu escutei um barulho de moto passando e depois de uma hora os
cachorros começaram a sentir as dores e se debaterem. Foi trágico
e muito doloroso ver aquilo e não poder fazer nada”, desabafa.
Lilian Isabel Vaz, moradora da Rua Silvio Gomes de Moraes, falou à
Gazeta com o mesmo tom de lamentação e indignação. Ela conta que
um de seus cães da raça poodle foi morto há três meses e outro na
semana passada. “Não sabemos quem é, mas acho que o veneno era o
químico arsênio, porque a língua do cachorro ficou dilacerada, os
dentes caíram e o céu da boca também. Desconfio de quem seja, mas
a Polícia deve ficar atenta aqui”, sugere.
Outros moradores foram procurados pela Gazeta para comentar o
fato, mas alguns preferiram se ater. Isso porque estão com medo e
sem perspectiva de que a Polícia encontre o criminoso.
De acordo com a Associação Limeirense de Proteção dos Animais (Alpa),
a pessoa que for pêga matando animais pode pegar pena de seis
meses a um ano de prisão e ainda pagar multa. A lei de proteção
animal prevê as condenações. (BL)
Jornalista: Gazeta de
Limeira
http://www.gazetadelimeira.com.br/site/index.php?mod=noticias%2Fexibe
_noticia.php%3Fcodigo%3D20132
Sacrifício de animais no Zoonoses é proibido pelo Poder Judiciário
de Sergipe
17/11/2005
O Poder Judiciário
concede decisão em ação civil pública ambiental ajuizada pelo
Ministério Público de Sergipe contra o Centro de Controle de
Zoonozes de Aracaju, determinando que a prefeitura acabe com o
sacrifício de animais. Em julho deste ano, a Promotoria
Especializada do Meio Ambiente recebeu representação da Associação
Sergipana de Proteção Animal (ASPA), no sentido de que o Centro de
Controle de Zoonoses, órgão subordinado a Secretaria Municipal de
Saúde, estava sacrificando todos os animais capturados, fossem
portadores de doenças incuráveis ou não. Cerca de 150 animais
sadios estão sendo exterminados indevidamente por mês na capital.
Em setembro, após esgotadas as tentativas extrajudiciais de
resolução da questão pelo Ministério Público, foi ajuizada ação
civil pública ambiental com o fim de acabar com este procedimento
violador dos direitos dos animais.
No dia 10 de novembro foi concedida liminar na referida ação,
atendendo o Poder Judiciário, através do juiz José dos Anjos, da
19ª Vara Civil de Aracaju, ao pedido de tutela antecipada nos
seguintes termos: "No caso em tela, baseando-me nas considerações
acima exaradas, vislumbro a verossimilhança do alegado e prova
inequívoca, autorizadores da pleiteada tutela antecipada pelo que
defiro o pedido de tutela antecipada para fins de determinar que o
Réu se abstenha de sacrificar animais sadios, ou necessária a
eutanásia, que sejam somente efetivadas em animais com doença
incurável devidamente comprovada documentalmente por laudo
subscrito por dois veterinários, até julgamento final da lide, sob
pena de multa correspondente a dois mil reais (R$ 2.000,00), por
cada animal abatido".
Para o promotor de Justiça Sandro Luiz da Costa, esta foi uma
vitória não somente dos direitos dos animais, mas da sociedade
como um todo, pois compondo a fauna o meio ambiente e sendo este
bem de uso comum de toda a sociedade, com proteção constitucional,
somente admite-se o sacrifício de animais como última alternativa,
o que não estava acontecendo na política pública de Saúde de
Aracaju. "Para o controle de doenças de cães e gatos, a própria
Organização Mundial de Saúde recomenda para a diminuição da
população canina e felina métodos outros tais como a
esterilização, vacinação e campanhas educativas de posse
responsável", disse o promotor de Justiça.
Fonte:
http://www.correiodesergipe.com/lernoticia.php?noticia=10156
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