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04/11/2006
De acordo com a PMA
(Polícia Militar Ambiental), os pássaros chegaram a Capital por
volta das 14 horas e foram encaminhados em seguida ao CRAS.
Ainda não existem informações se algum deles não resistiu e morreu
durante a viagem.
Os canários estavam em caixotes dentro do Santana, de placas GRA
0951, de Minas Gerais, conduzido por Márcio Lino da Silva. Ele
adquiriu os exemplares em Corumbá e venderia-os em São Paulo por
R$ 50, cada. O condutor foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de
Três Lagoas. Silva foi multado em R$ 150 mil.
Pena
A pessoa que for pega traficando animais silvestres é detida e
conduzia à Delegacia de Polícia. No local, é realizado um terno
circunstanciado, onde o criminoso se compromete a comparecer em
juízo quando foi intimado.
Além disso, é emitida uma multa administrativa no valor de R$ 500
por ave. Após o julgamento do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio
Ambiente) ou da Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente), ele
pode pegar ainda pena que varia entre seis meses a um ano, com
acréscimo de mais 180 dias caso a espécie esteja em extinção.
http://www.campogrande.com/view.htm?id=356594
Bugios se recuperam
de maus-tratos
Diario Catarinense, 07/11/2006
Após denúncias, Centro de Pesquisas recolhe os animais para
tratar
ISABELA KIESEL/ Agência
RBS/Indaial
Um bugio criado em um caixote de madeira teve a cauda amputada.
Por falta de espaço no cativeiro, passava a maior parte do tempo
sentado sobre o órgão, que apodreceu.
Este é apenas um dos exemplos de maus-tratos praticados contra os
31 animais que se recuperam no Centro de Pesquisas do Projeto
Bugio, em Indaial.
- O fato de retirar o bugio da mata já é uma forma de mau-trato.
As pessoas não têm noção do mal que fazem - afirma a fundadora e
coordenadora do projeto da Furb, Zelinda Maria Braga Hirano.
Quem caminha entre as jaulas onde estão os animais em tratamento
não imagina as crueldades a que foram submetidos. São bugios com
pernas e braços mutilados, expondo cortes na cabeça e com
ferimentos graves na face.
Muitos deles, explica o médico veterinário Julio Cesar Souza
Júnior, foram vítimas de atropelamentos, acabaram eletrocutados,
atacados por cães ou permaneceram em cativeiros ilegais.
Mas os exemplos de crueldade não param por aí. Na tentativa de
manter os animais clandestinamente em casa, tem gente que acaba
até arrancando os dentes para torná-los menos agressivos. Ou ainda
colocam coleira para manter o primata amarrado.
Filhotes carregados para criação
doméstica
Segundo Júnior, geralmente os filhotes de bugios são carregados
para a criação doméstica, já que a mãe é caçada e o caçador tem
pena de matar o recém-nascido. Só que quando atinge os cinco anos,
começa a ficar agressivo.
- O ser humano é muito egoísta, ele quer o bicho pra si. Tem quem
pegue para vender, tem quem compre o bicho pra criar. As pessoas
precisam aprender a apreciar o animal onde ele está - diz Zelinda.
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