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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Os 300 canários apreendidos pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-262, em Três Lagoas, já estão no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande

04/11/2006

 

De acordo com a PMA (Polícia Militar Ambiental), os pássaros chegaram a Capital por volta das 14 horas e foram encaminhados em seguida ao CRAS.
Ainda não existem informações se algum deles não resistiu e morreu durante a viagem.

Os canários estavam em caixotes dentro do Santana, de placas GRA 0951, de Minas Gerais, conduzido por Márcio Lino da Silva. Ele adquiriu os exemplares em Corumbá e venderia-os em São Paulo por R$ 50, cada. O condutor foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de Três Lagoas. Silva foi multado em R$ 150 mil.

Pena

A pessoa que for pega traficando animais silvestres é detida e conduzia à Delegacia de Polícia. No local, é realizado um terno circunstanciado, onde o criminoso se compromete a comparecer em juízo quando foi intimado.

Além disso, é emitida uma multa administrativa no valor de R$ 500 por ave. Após o julgamento do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) ou da Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente), ele pode pegar ainda pena que varia entre seis meses a um ano, com acréscimo de mais 180 dias caso a espécie esteja em extinção.

http://www.campogrande.com/view.htm?id=356594

 

 

Bugios se recuperam de maus-tratos

 


Diario Catarinense, 07/11/2006

Após denúncias, Centro de Pesquisas recolhe os animais para tratar


ISABELA KIESEL/ Agência RBS/Indaial


Um bugio criado em um caixote de madeira teve a cauda amputada. Por falta de espaço no cativeiro, passava a maior parte do tempo sentado sobre o órgão, que apodreceu.

Este é apenas um dos exemplos de maus-tratos praticados contra os 31 animais que se recuperam no Centro de Pesquisas do Projeto Bugio, em Indaial.

- O fato de retirar o bugio da mata já é uma forma de mau-trato. As pessoas não têm noção do mal que fazem - afirma a fundadora e coordenadora do projeto da Furb, Zelinda Maria Braga Hirano.

Quem caminha entre as jaulas onde estão os animais em tratamento não imagina as crueldades a que foram submetidos. São bugios com pernas e braços mutilados, expondo cortes na cabeça e com ferimentos graves na face.

Muitos deles, explica o médico veterinário Julio Cesar Souza Júnior, foram vítimas de atropelamentos, acabaram eletrocutados, atacados por cães ou permaneceram em cativeiros ilegais.

Mas os exemplos de crueldade não param por aí. Na tentativa de manter os animais clandestinamente em casa, tem gente que acaba até arrancando os dentes para torná-los menos agressivos. Ou ainda colocam coleira para manter o primata amarrado.

Filhotes carregados para criação doméstica

Segundo Júnior, geralmente os filhotes de bugios são carregados para a criação doméstica, já que a mãe é caçada e o caçador tem pena de matar o recém-nascido. Só que quando atinge os cinco anos, começa a ficar agressivo.

- O ser humano é muito egoísta, ele quer o bicho pra si. Tem quem pegue para vender, tem quem compre o bicho pra criar. As pessoas precisam aprender a apreciar o animal onde ele está - diz Zelinda.

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