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17/08/2005
Hanói, 17 ago (EFE).-
As autoridades vietnamitas vão implantar microchips em quatro mil
ursos devido ao suposto poder curativo de sua bile, em um esforço
para controlar o lucrativo e ilegal comércio destes animais,
informaram nesta quarta-feira fontes do governo.
A prática de apanhar e depois manter o urso em cativeiro é ilegal,
mas muito comum no país devido à crença de que a bile produzida
por eles, acrescentada ao licor de arroz, é um tônico para o
fígado e para o sangue.
Os curandeiros do bairro velho de Hanói vendem porções de 100
mililitros de tônico de bile por de US$ 16 a US$ 20 (R$ 37,70 a R$
47,16).
Os ursos são apanhados geralmente por caçadores quando ainda são
filhotes e vendidos em seguida para fazendeiros que os mantêm
quase sempre em condições lamentáveis. "Os chips nos darão
informação do número aproximado de ursos criados, sobre suas
condições físicas, de como são mantidos e se são vendidos ou não",
declarou Do Quang Tung, diretor-adjunto do Escritório de
Desenvolvimento da Conservação Rural do Ministério de Agricultura.
A iniciativa, que custará US$ 250 mil (R$ 589,5 mil), será
financiada pela Sociedade Mundial para a Proteção dos Animais (WSPA,
sigla em inglês), e será implementada em 50 das 64 províncias
vietnamitas.
Psicopata
torturava animais quando jovem
Psicopata do Kansas
é condenado à prisão perpétua
Reuters 18/08
"As fantasias começaram quando Rader, que hoje tem 60 anos, era
jovem, e costumava se vestir de mulher, tirar fotografias de si
mesmo e torturar e enforcar animais, segundo testemunhos."
WICHITA, EUA (Reuters) -
O psicopata Denis Rader foi sentenciado nesta quinta-feira a 10
penas de prisão perpétua por uma série de assassinatos cometidos
durante 17 anos. Rader disse que cometeu os crimes instigado por
demônios e fantasias sexuais.
Denis Rader teve uma obsessão durante toda a sua vida: a de
servidão sexual e tortura. Ele também mantinha lembranças de suas
dez vítimas para recordar o prazer que teve ao matá-las, disseram
agentes de segurança que testemunharam na quinta-feira.
No segundo dia da audiência de Rader, autoridades policiais
testemunharam que o homem que se denominava BTK (sigla em inglês
para "amordaçar, torturar e matar") colecionava roupas de baixo de
mulheres assassinadas por ele e escrevia histórias e poemas sobre
os crimes.
Ele também mantinha desenhos de suas várias fantasias sexuais e
cartões com fotografias de mulheres desconhecidas que ele podia
levar quando se passava por um homem normal, como presidente de
uma congregação religiosa e líder de escoteiros.
As fantasias começaram quando Rader, que hoje tem 60 anos, era
jovem, e costumava se vestir de mulher, tirar fotografias de si
mesmo e torturar e enforcar animais, segundo testemunhos.
Depois de um dia e meio de testemunhas sobre os crimes de Rader, a
promotoria entrou em recesso para chegar a um veredicto.
Rader foi preso em fevereiro e confessou ter assassinado dez
pessoas de 1974 a 1991. Ele matou duas crianças pequenas, sete
mulheres e um homem.
Em um ocasião ele estrangulou uma vizinha de 53 anos e levou o
corpo dela para uma igreja. Colocou o cadáver no altar, em várias
posições sexuais, e tirou fotos do corpo, segundo uma testemunha
escutada no tribunal do distrito do Condado de Sedgwick, em
Wichita.
A família Otero, composta de um casal e duas crianças, foi sua
primeira vítima. Os Otero moravam na região de Wichita em 1974.
Depois de estrangular e sufocar os pais e o filho de nove anos de
idade, Rader enforcou Josephine, de 11 anos, no porão,
masturbando-se enquanto ela morria.
Rader não foi condenado à morte porque o Estado do Kansas não
voltou a aprovar a pena capital até depois de seus crimes terem
sido cometidos.
Na época em que ele foi preso, Rader era casado e presidente da
congregação da Igreja Cristã Luterana de Wichita, onde era um fiel
regular. |
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