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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Protesto SP: Protesto pede fim de operação de animais vivos no ensino

 

ONGs fazem "apitaço" na defesa de animais

 

Por Roberto de Oliveira

No lugar de música instrumental, "apitaço". Em vez de desenhos infantis coloridos, cartazes pretos com fotos de cães dilacerados. Domingo atípico na avenida Paulista. Crianças e jovens de jalecos brancos manchados de vermelho-sangue, casais mascarados e idosos marchando com faixas em protesto contra a vivissecção no ensino, operação de animais vivos para estudo de fenômenos fisiológicos com fins didáticos.
"Dissecar animais vivos, em nome de uma suposta obtenção de conhecimentos científicos, é um procedimento justificável?", gritava, de um carro de som, Fábio Paiva, do grupo Holocausto Animal, um dos "puxadores" da passeata. Representantes de 40 ONGs nacionais e três internacionais participaram do ato, que começou às 10h, na avenida Paulista.
Às 12h30, eles seguiram pela Consolação até a Santa Casa, na rua Dona Veridiana, Vila Buarque, no centro. Cães também acompanharam seus donos. Bonecos de cachorros dilacerados tentavam sensibilizar o público. O ato, pacífico, foi acompanhado pela Polícia Militar. Para os organizadores, 600 eram os participantes -metade, calculou a PM.
Apesar de existir uma lei municipal que proíbe o envio de animais apreendidos pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) às instituições de ensino, as ONGs alegam que elas se abastecem de cães oriundos de outras cidades.
"A raiz do problema é o abandono", diz a engenheira sanitarista Martha Maganha, 42. "As pessoas precisam se conscientizar que ter um animal não é o mesmo que comprar uma jaqueta de marca ou um brinquedinho. Se não houvesse tanto bicho nas ruas, não seriam mortos assim."
Em média, por ano, cerca de 20 mil animais domésticos são apreendidos pela zoonose. Só 15% deles são resgatados pelos donos e 5%, adotados. Por dia, 50 bichos são "eutanasiados".
"Nosso desafio é informar as pessoas sobre a posse responsável", diz Alessandre Martins, do setor de comunicação do CCZ, um dos organizadores do projeto "Para Viver de Bem com os Bichos", desenvolvido com professores de escolas públicas e privadas. A base do conceito, difundido há mais de 35 anos na Europa e nos EUA, defende que o dono cuide do animal, zelando pela sua boa saúde e bem-estar.
Sônia Peralli Fonseca, presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, calcula que 2 milhões de animais - entre cães, gatos, coelhos, porquinhos-da-índia, camundongos- são sacrificados por ano no Estado. "A lei federal considera crime experiência dolorosa ou cruel com animais quando existirem recursos alternativos. E eles existem."
Segundo Sônia, nos EUA, mais de cem universidades aboliram o uso de animais vivos para vivissecção. "Por que insistimos em viver na época medieval?"
Médica clínica-geral e cardiologista, a professora Odete Miranda, 49, da Faculdade de Medicina do ABC, diz que os bichos devem ser substituídos por manequins, computadores e cadáveres de animais quimicamente preservados.
Os manifestantes disseram que a Santa Casa foi escolhida para terminar a manifestação de forma simbólica. "Não é nada contra a instituição", disse Júlio César Cadamuro, do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.
A assessoria de imprensa da Santa Casa disse que a faculdade de ciências médicas utiliza o departamento técnico e cirúrgico do hospital e que apenas ela poderia se manifestar a respeito. Sua versão só seria dada hoje.

 

 

SUBPREFEITURAS VÃO CASTRAR CÃES E GATOS EM GRANDES MUTIRÕES. E GRATUITAMENTE

 

Em agosto começam os mutirões de esterilização de cães e gatos nas Subprefeituras, sem custos para a população – o cadastramento privilegiará animais de proprietários de baixa renda. A medida ficou acertada durante encontro realizado na Câmara Municipal, com a participação de mais de 20 subprefeitos, o secretário da Coordenação das Subprefeituras, Walter Feldman, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Roberto Tripoli, representantes da Secretaria da Saúde e do movimento de proteção e defesa animal.

O trabalho será desenvolvido inicialmente pelas ONGs que já mantêm convênio com a prefeitura para esterilizar animais, sendo ampliado na sequência. Tal programa vinha sendo discutido pelo gabinete do vereador Tripoli em parceria com a Secretaria da Saúde e algumas subprefeituras e a grande arrancada aconteceu hoje, quando Feldman trouxe para a Câmara quase todos os seus subprefeitos nesse encontro considerado inédito.

Os subprefeitos, inclusive, receberam uma verdadeira aula sobre o problema da superpopulação de cães e gatos e também sobre o drama da verdadeira invasão de ratos que atinge São Paulo.


MATAR CÃES E GATOS: POLÍTICA CARA E INEFICIENTE

A diretora do Centro de Controle de Zoonoses, Dra. Luciana Hardt, expôs todos os dados referentes à superpopulação de animais domésticos na cidade, o drama do abandono, os perigos para a saúde da população, e ainda o excesso de gastos do Poder Público com o trabalho de captura-manutenção-eutanásia e cremação dos cadáveres. Cada animal irresponsavelmente abandonado pela população e capturado pelo CCZ, se não consegue um novo dono, acaba sacrificado a um custo de R$ 130,00. Enquanto isso, cada esterilização custa, em média, R$ 31,80.

As ONGs em São Paulo já fazem esterilização de cães e gatos, sem custos para a população, mas o trabalho precisava ser ampliado para todas as regiões da cidade, o que se tornou possível quando Tripoli manteve gestões junto de José Serra, no início do mandato do prefeito. A partir do sinal verde de Serra, as subprefeituras aderiram, bem como a Secretaria da Saúde, através de sua Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa). E, finalmente, os mutirões devem começar em agosto. Inicialmente, 500 animais serão esterilizados numa subprefeitura, e na seqüência, semanalmente, novas subprefeituras abrem espaço para esse trabalho.

FINALMENTE UM PREFEITO COMPROMETIDO COM O PROBLEMA

Tripoli, que é autor da Lei da Propriedade Responsável de Cães e Gatos, considera fundamental essa ampliação do trabalho de esterilização, lembrando que “finalmente cada região da cidade estará envolvida, o Poder local, que é a subprefeitura, também. E com isso, escolas, associações de bairro, a população estarão todos mobilizados para enfrentarmos de vez esse grave problema. Finalmente, temos um prefeito e um secretariado preocupado com esta grave questão. Avançamos muito na época em que Eduardo Jorge era Secretário (de Marta), mas depois tudo regrediu e só voltamos a ver o empenho da Prefeitura com o Serra e seu secretariado.”

“Excesso de animais – frisa Tripoli -- é um problema de saúde pública e está mais do que provado que capturar e matar não resolve. É um gasto inútil e, além do mais, matar,, não cabe mais em pleno século XXI. Temos que ter respeito pela vida e, nesse sentido, devemos também educar para a propriedade responsável, visando reduzir o abandono”.

Tanto que matar não resolve mais que a prefeitura sacrificou quase 1 milhão e 100 mil animais em 20 anos, e calcula que agora existam um milhão e meio de animais em São Paulo.

MATAR RATOS NÃO BASTA. É PRECISO CONTROLE PERMANENTE.

No encontro realizado na Câmara também foi acertado que as subprefeituras se envolverão num grande Programa de Controle de Roedores. Um programa permanente que vai além da distribuição de veneno pela cidade e do atendimento localizado de denúnicas. Será um trabalho permanente, contínuo, com o comprometimento de todas as subprefeituras.

Afinal, conforme revelaram os técnicos da Saúde, São Paulo não tem um programa sistematizado desse tipo há 12 anos, o que faz da cidade uma campeã em mortes por leptospirose. A OMS admite até 10 mortes em cada 100 contaminados; e em São Paulo morrem 15 em cada 100 contaminados. Em 2004 morreram 41 dos 279 contaminados; e este ano as mortes chegam a 15 (147 contaminados).

OUTRAS INFORMAÇÕES:

REGINA MACEDO
Assessoria do Gabinete do Vereador Roberto Tripoli, presidente da Câmara Municipal de São Paulo
reginamacedo@terra.com.br
fones: - 6824-4463 e 9627-7187

 

 

TV - Novo Programa de Proteção Animal

 

 

Um novo programa terá estréia em julho na TV Clic, que se chamará "Momento Animal", com condução da Gigi Anhelli que foi a apresentadora do programa infantil Bambalalão da TV Cultura:

http://www.internetfmtv.com.br/paginas/gigi.html

A linha editorial do programa "Momento Animal" estará voltada para a conscientização sobre vários temas envolvendo o bem estar animal.

 

   
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