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advogada e veterinária Maria Lúcia Metello, presidente do Abrigo
dos Bichos, é contra o sacrifício de cães como vem acontecendo.
“Muitos são sacrificados mesmo sem a certeza da doença”, ressalta,
defendendo a adoção de atitudes inteligentes no controle a
leishmaniose, como a posse responsável e a castração.
Essas medidas também são indicadas por Gonçalves, diretor do CCZ.
“Mas isso só vai ter efeito a longo prazo, através de campanhas
educativas e conscientização das pessoas”, frisa.
ESPERA PELA CURA :
No setor de Doenças Infecto-Parasitárias (DIP), do Hospital
Universitário da UFMS, têm quatro pacientes com a zoonose. Dois
deles apresentam leishmaniose visceral e outros dois, a
tegumentar. Há também duas crianças infectadas no ambulatório
infantil.
“Geralmente, os sintomas são emagrecimento, febre alta, inchaço no
fígado e no baço”, explica a dra. Andyane Tetila de Oliveira. O
diagnóstico é feito através de exames clínicos, de sangue,
sorológico e da medula óssea. O paciente é tratado com glucantine,
um medicamento específico para a doença.
“Dependendo da pessoa, pode demorar cerca de 20 dias para se
recuperar”, alerta.
Altair Sanches Rosa, 33, morador da Vila Progresso em Campo
Grande, está internado há um mês com leishmaniose visceral no DIP,
do Hospital Universitário. Relata que tinha quatro cães em casa,
mas que morreram há mais de um ano.
“O problema é que onde moro têm cachorros nas ruas e há terrenos
baldios”, diz.
A Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde do município
contabilizou 15 pessoas infectadas por leishmaniose visceral, em
2005, três já morreram. Os dados também revelam que 247 pessoas
foram vítimas da doença nos últimos cinco anos. A maior incidência
ocorreu entre os anos de 2002 e 2004.
“Nós recebemos pessoas e reservatórios da doença (cães) de outras
cidades”, explica o médico sanitarista Eugênio Barros, coordenador
geral de Vigilância e Saúde de Campo Grande, ressaltando a
necessidade de um trabalho intermunicipal, estadual e
internacional (já que o Brasil faz fronteira com alguns países),
para controlar a doença.
POSSE RESPONSÁVEL :
Cães abandonados ou doentes perambulando pelas ruas muitas vezes
despertam repugnância ou medo, certo? Não para aqueles que amam e
respeitam os animais. Carrapatos, pulgas e até mesmo o aspecto
doente não impedem algumas pessoas de levá-los para casa.
Em determinados casos, cuidado e carinho são suficientes para
restabelecer a saúde e a alegria do animal. Com intenção de
defender os direitos de animais, vítimas de abandono e
maus-tratos, Maria Lúcia Metello criou, em setembro de 2001, na
Capital, o Abrigo dos Bichos.
O abrigo é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público
(Oscip), qualificado pelo Ministério da Justiça e sem fins
lucrativos.“A missão do abrigo é preservar a saúde pública,
respeitando a vida animal”, defende Maria Lúcia.
No Estado, o Projeto de Lei 016/2004, da deputada Celina Jallad,
que sistematiza a “posse responsável”, conseguiu derrubar o veto e
pode ser promulgado nos próximos dias. O projeto prevê, no Art.
29, inciso 6°, que “em nenhuma hipótese será permitida a eutanásia
de animais saudáveis”.
A nova lei vai possibilitar o maior controle de cães e gatos,
através de registros feitos por proprietários e órgãos
responsáveis. Para os que defendem os animais, “é um grande
avanço”, ressalta Maria Lúcia.
Fonte: Revista Metrópole
Ltda
Oito leões e 12 avestruzes morrem de fome em zoológico da China
Pequim, 27 mai
(EFE).-
Pelo menos oito leões e 12 avestruzes morreram de inanição em um
zoológico em quebra na província central de Hubei, China, informou
nesta sexta-feira a imprensa local.
Além disso, um lobo, dois cervos e dois camelos morreram nos
últimos 17 meses no zôo de Xintao, que tem dificuldades para
conseguir comida para seus moradores por causa, entre outros
motivos, do baixo número de visitantes.
"A falta de técnicas, experiência e fundos necessários motivam que
só possamos sentar e ver como morrem os animais ", explicou o dono
do zoológico ao jornal "Chutian Metropolis Daily".
O zôo, que contava com 500 animais quando abriu suas portas em
outubro de 2003, é um dos muitos surgidos nas últimas décadas no
país asiático, apesar das críticas generalizadas das organizações
ecológicas, que denunciam a falta de uma gestão adequada.
Além disso, zôos e reservas de espécies protegidas acolhem em
algumas ocasiões, como pôde comprovar a EFE, espetáculos
orientados ao entretenimento dos visitantes, mas que põem em
perigo o bem-estar dos animais.
Há apenas dois meses, o governo proibiu uma destas duvidosas
diversões: permitir que os visitantes jogassem animais vivos, como
frangos ou inclusive bezerros, à fauna selvagem, algumas delas em
perigo de extinção, que habita os parques naturais.
http://www1.uol.com.br/bichos/noticias/efe/ult2629u141.shl
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