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09/06/2005
Por Ed Stoddard
JOHANESBURGO (Reuters)
- Quase mil baleias
golfinhos e outro mamíferos marinhos morrem diariamente em redes
de pesca, e é urgente mudar os métodos dos pescadores para salvar
nove populações ameaçadas, disse na quinta-feira a entidade
ambientalista WWF.
Seu relatório -- a primeira avaliação da situação feita por
oceanógrafos de ponta, segundo a WWF -- diz que a captura
acidental de cetáceos durante a pesca é uma das ameaças mundiais
mais graves aos mamíferos marinhos.
"Quase mil baleias, golfinhos e botos morrem a cada dia em redes e
utensílios de pesca. Isso é um a cada dois minutos", disse Susan
Lieberman, diretora do Programa Global de Espécies da WWF.
"Algumas espécies estão sendo levadas à beira da extinção. Uma
ação urgente é necessária."
Por respirarem ar, os golfinhos e outros cetáceos se afogam quando
são apanhados acidentalmente pelas redes. O relatório diz que nove
populações de golfinhos e
O texto cita animais ameaçados em áreas tão distantes quanto o mar
Negro, a costa da América do Sul, a África Ocidental e o Sudeste
Asiático.
"A maioria das espécies na lista está ameaçada pelo uso difundido
de um tipo de utensílio de pesca -- a rede de emalhe", disse a WWF.
"Golfinhos têm dificuldades para ver essas redes ou detectá-las
com seu sonar, por isso ficam presos na rede ou nas cordas atadas
a ela."
Mas o relatório diz que as populações ameaçadas podem se recuperar
se houver mudanças nos métodos de pesca e outras iniciativas de
conservação. "Entre 1993 e 2003, pescadores dos Estados Unidos
introduziram mudanças, como modificações nos utensílios de pesca,
que reduziram a pesca acidental de cetáceos para um terço dos
níveis anteriores", disse a WWF.
"Mas, até agora, poucas dessas medidas bem-sucedidas foram
transferidas para outros países, e em grande parte do resto do
mundo o progresso para reduzir a pesca acidental é lento ou
inexistente."
As inovações incluem a colocação de alarmes acústicos nas redes,
para assustar os mamíferos marinhos.
A WWF diz que o relatório será entregue ao comitê científico da
Comissão Baleeira Internacional, que se reúne neste mês na Coréia
do Sul.
Campinas/SP
Câmara vota
proibição de doar animais para pesquisa
Projeto de
Feliciano Nahimy Filho (PSDB) será apresentado hoje em primeira
discussão
DaAgência
Anhangüera
A Câmara de Campinas vota hoje, em primeira discussão
(legalidade), o Projeto de Lei 135/05, do vereador Feliciano
Nahimy Filho (PSDB), que proíbe o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)
de doar animais vivos para instituições públicas ou privadas de
pesquisa. O autor afirma que o objetivo é corrigir outro que
tramita na Casa, do peemedebista Sebastião dos Santos que, por
tratar do assunto de maneira genérica, poderia impedir que a
Prefeitura e as entidades de proteção dos animais firmem convênios
com estabelecimentos de ensino para atendimento veterinário.
“Na verdade, o meu projeto propõe algo que há quatro anos já é
realidade, pois o CCZ de Campinas não doa mais animais a
instituições de pesquisa. Mas como há em trâmite esse outro (de
Santos) que veta a ‘doação de animais’, no geral, achei por bem
especificar que a proibição é para a doação de animais vivos para
uso em estudos”, afirma Nahimy Filho. Os projetos de lei dos dois
vereadores estão anexados e serão debatidos conjuntamente em
plenário.
O tucano diz ainda que sua proposta é mais completa e abrange
outros detalhes da relação entre o CCZ e as instituições que
trabalham com animais, possibilitando a formalização de parcerias.
“O projeto autoriza o CCZ a doar carcaças de animais, o que é bom
para as faculdades, que as usam para estudo, e para o meio
ambiente, já que dispensa a Prefeitura de enterrá-las”, acredita.
Outro ponto, defende o vereador, é que o Projeto de Lei 135/05
viabiliza um convênio para que os animais recolhidos pela
Prefeitura sejam tratados por alunos e professores de Veterinária
das Faculdades de Jaguariúna (FAJ) e depois levados, já castrados,
às feiras de doação da União Protetora dos Animais (UPA).
A matéria também possibilita a doação de bichos abrigados pelo CCZ
para instituições que os empregam em terapia para a recuperação de
doentes, especialmente crianças, e na reabilitação física e mental
de pessoas com dificuldades ou deficiências físicas, mentais ou
psicológicas. |
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