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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Portugal

UE irá proibir a entrada de cosméticos fabricados por industrias que testam em animais

 

Gabinete do Ministro da Saúde comunica que o Conselho de Ministros já transpôs a Directiva Cosméticos para o ordenamento jurídico nacional.

No seguimento de pedido da ANIMAL e de e-mails de muitas centenas de pessoas, o Gabinete do Ministro da Saúde comunicou que o Conselho de Ministros já transpôs a Directiva Cosméticos para o ordenamento jurídico nacional.

No seguimento de uma carta enviada pela ANIMAL ao Ministro da Saúde, reforçada por muitas centenas de e-mails de cidadãs e cidadãos portugueses preocupados com os testes de animais na indústria cosmética, o Gabinete do Ministro da Saúde comunicou, na passada 2.ª feira, que o Conselho de Ministros, aprovou, no passado dia 12 de Maio (dez dias depois dos apelos da ANIMAL e de centenas de pessoas terem sido enviados), um decreto-lei que transpõe para o ordenamento jurídico nacional a Directiva Cosméticos, que, entre outras medidas, estabelece as seguintes normas principais:

A partir de 11 de Setembro de 2004, a proibição imediata de testes de produtos cosméticos finais em animais, no espaço da União Europeia;
A partir de 11 de Setembro de 2004, a proibição imediata da comercialização de produtos e ingredientes cosméticos testados em animais fora do espaço da União Europeia, onde testes alternativos, validados e adoptados na União Europeia, existam;
A partir de 11 de Março de 2009, a proibição da comercialização de produtos e ingredientes cosméticos que tenham sido testados em animais;
A partir de 11 de Setembro de 2009, a proibição de testes de ingredientes cosméticos em animais, no espaço da União Europeia.

A ANIMAL defende que a transposição e o cumprimento da Directiva Cosméticos é um primeiro e forte passo (embora moroso) para que o fim do
uso de animais em experimentação na indústria cosmética aconteça, não só
na União Europeia, mas também fora da UE, uma vez que os ingredientes, combinações e produtos finais que tenham sido testados em animais fora da UE não poderão, a partir de 2009, ser comercializados no espaço da União. A ANIMAL, juntamente com as muitas centenas de pessoas que participaram neste apelo, pediu ao Ministro da Saúde para antecipar algumas das proibições (nomeadamente as de 2009) ao transpor a Directiva, uma vez que os estados-membros, ao transporem as directivas, podem sempre estabelecer medidas mais fortes do que os mínimos legais estabelecidos nestes diplomas. O Gabinete do Ministro da Saúde informou que “não foi possível” (não sendo esta impossibilidade jurídica, mas devendo-se, provavelmente, a considerações de natureza política e económica) antecipar as proibições que vigorarão apenas a partir de 2009, mas, pelo menos, Portugal passou da situação de incumprimento desta directiva (que devia ter sido transposta até Setembro de 2004) para a situação de estado-membro cumpridor da mesma.

A ANIMAL procurará, agora, estar vigilante no sentido de perceber se as proibições já em vigor estão a ser e serão cumpridas no plano.
Por último, a ANIMAL agradece a todas as pessoas que participaram nesta campanha por este esforço conjunto que produziu estes efeitos positivos   tão celeremente concretizados pelo Ministério da Saúde.

www.animal.org.pt

 

Animais soltos preocupam moradores de Barra Velha, Penha e Balneário Piçarras

 

Rodrigo Stüpp
Especial para A Notícia


Barra Velha/Penha/Balneário Piçarras - Alguns são até simpáticos e abanam o rabo para qualquer aproximação. Outros, menos "dóceis", podem atacar crianças e adultos. Independente de seu comportamento, cachorros abandonados estão se tornando problema nos municípios de Barra Velha, Penha e Balneário Piçarras. Cada vez em maior número, eles transitam livres pelas ruas.
O principal problema é que esses animais - a maioria vira-latas - podem ser agentes de uma série de doenças, as chamadas zoonoses. Entre elas, estão a raiva, a leishmaniose. Os cães podem ser agentes também da leptospirose.
Em Barra Velha, segundo levantamento da Secretaria de Saúde e da Vigilância Epidemiológica, há mais de cem animais soltos, na principal via do bairro Vila Nova. Às vezes, quem caminha pela avenida beira-mar depara-se com um pequeno batalhão de cães. Eles ficam por ali porque conseguem alimento e às vezes carinho numa casa da redondeza. O problema começa também a tomar conta de Balneário Piçarras, onde é fácil ver animais na praia central. O mesmo ocorre em Penha, principalmente no bairro de Armação.
"Parte dos cachorros têm dono. Mas em alguns casos, eles ficam soltos e têm contato com outros cães, que podem estar contaminados. Aí, quando voltam para casa, podem trazer consigo doenças. É preciso lembrar que quase a totalidade desses animais não é vacinada", diz Mauricio Coimbra, da Secretaria da Saúde e da Vigilância Epidemiológica de Barra Velha.
O principal problema é que não há, nos três municípios, local para levar esses cães, para o caso de possível adoção. A maioria das iniciativas é particular e voluntária. Logo, também não há mecanismos de controle da população dos cachorros. Segundo os órgãos de controle, não há casos de raiva nos municípios.

Esterelização é alternativa

Animais se multiplicam nas ruas e uma das soluções propostas pode ser a esterelização dos machos

Em Barra Velha, uma proposta informal entre poder público e veterinários da cidade já sendo discutida. A intenção é fazer um mutirão para esterilizar os machos. Segundo os veterinários, esse processo é mais barato que a esterilização de fêmeas. "A prefeitura entraria com o material necessário, e os profissionais ajudariam com a mão-de-obra", explica Nene Oliveira, que já levou a questão à Câmara de Vereadores local.
Os animais de estimação - não apenas cães - são capazes de encantar famílias inteiras. Mas, para se ter um animal em casa é necessário planejamento. É a falta de visão que, às vezes, resulta em abandono, e, conseqüentemente, no aumento da população de cães de rua. "Quando se adota um filhote, é preciso ter em mente que ele pode viver, em média, 12 anos. E muita coisa ocorre nesse período", explica o veterinário Otávio Cruz. Entre essas alterações, estão as mudanças de endereço, motivo pelo qual muitos cães acabam nas ruas. "Gente que morava em casa e hoje vive em apartamento, por exemplo. O que fazer com um animal acostumado a espaço? É até uma judiação com o cão", ressalta Cruz.
Se for adquirir um cachorro, vale se informar sobre as características de cada raça. "Não adianta ir só pela aparência. O dono pode acabar se arrependendo depois por adquirir um cão que não tinha o comportamento que ele desejavam. "É necessário perguntar: quero um cão de guarda ou um animal para fazer companhia?" ressalta Cruz.
A escolha raça passa inclusive pela questão familiar: raças grandes ou pequenas demais não devem ser dadas a crianças pequenas. Os grandes, porque crescem muito e podem ferir a criança. Os pequenos, porque são frágeis e podem sair machucados por brincadeiras com crianças. (RS)

fonte: http://an.uol.com.br/ancidade/2005/mai/28/index.htm

 

   
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