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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Oferta maior derruba as cotações do complexo carnes

 

Alda do Amaral Rocha
Vanessa Jurgenfied

A estagnação do consumo de carne bovina no mercado interno nacional, que também afeta os preços, está preocupando o setor produtivo.

Para tentar alavancar o consumo – hoje em 36kg per capta – pecuaristas criaram o Instituto Pró- Carne e vão investir em campanhas de marketing do produto. De acordo com Antenor Nogueira, presidente do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da Confederação de Pecuária e Agricultura do Brasil –CNA-, os criadores estão doando animais reprodutores ou de corte para leilões, que levantarão recursos para a campanha.

Semana passada, o primeiro leilão levantou R$437 mil com a venda de 23 animais reprodutores. No dia 22 de junho, será feito novo leilão de 3 mil animais de corte, na Bahia.

Segundo Nogueira, a campanha cujo slogan é “Coma carne: ela é saborosa, é saudável, é natural” – inclui publicidade em todos os vagões do metrô de São Paulo. O instituto também negocia com a Infraero a colocação de material nos aeroportos nacionais. Grandes centros também terão outdoors com o slogan da campanha, informa Nogueira.

Fonte: Jornal Valor Econômico, 24/05/05 - Pág. B14- Agronegócios

Nota - Tribuna Animal: Atentem para o Instituto e o slogan que criaram... É um ABSURDO!!!

 

Os péssimos hábitos passam de pai para filho

 

nota publicada no caderno Ilustrada, coluna de Monica Bergamo, da Folha de São Paulo, edição de 21 de maio de 2005...

"BOI
Lucas, filho do publicitário Duda Mendonça, tem se interessado tanto pela vaquejada [esporte em que o vaqueiro tem que derrubar o boi puxando-o pelo rabo] que vai comemorar seu aniversário de 15 anos com um torneio. A festa acontecerá entre 8 e 10 de julho, em uma fazenda de Tanquinho (BA)."

 

 

Grã-Bretanha cria novo centro para diminuir testes com animais

 

Por Ben Hirschler

LONDRES (Reuters) - A Grã-Bretanha está criando um novo centro para minimizar o número de animais usados em experimentos médicos, disse o governo na sexta-feira.

A decisão foi tomada depois de um acirrado debate sobre os laboratórios que usam animais e a violência partida de pequenos grupos de defesa desses animais que, segundo a indústria farmacêutica, está prejudicando novos investimentos no setor.

No começo deste ano, foram cancelados os planos de abrir um laboratório para a pesquisa com primatas em Cambridge depois de violentos protestos de grupos de defesa dos animais.

O novo centro, a ser aberto em Londres, tentará reduzir o número de bichos usados nos testes e buscará melhorar as condições de vida deles.

Isso deve incluir estudar alternativas ao uso de animais nos testes, como técnicas de modelagem por computador, convocação de voluntários humanos ou a cultura de células em tubos de ensaio.

O setor farmacêutico da Grã-Bretanha, que inclui gigantes do ramo como a GlaxoSmithKline e a AstraZeneca, recebeu com satisfação a medida. Mas o principal grupo de defesa dos animais, o Uncaged, a considerou uma mera cortina de fumaça.

"A única medida adequada é o abandono total da vivissecção (operação feita em animais vivos). A noção de uma prática melhor com animais de laboratório é algo contraditório", disse Dan Lyons, membro do grupo.

Cerca de 2,7 milhões de animais, em sua maioria camundongos, são usados em experimentos todo ano na Grã-Bretanha. O número caiu muito nos últimos 25 anos, mas os cientistas e as empresas de remédio dizem que os animais ainda serão necessários no futuro próximo.

As empresas afirmam ainda que os protestos violentos de um pequeno número de defensores dos animais estão minando a confiança do setor na manutenção das pesquisas no país.

Os ativistas ameaçaram de morte pessoas ligadas à indústria farmacêutica, depredaram seus carros e picharam as casas delas.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2004/05/21/ult27u42236.jhtm

 

 

Parlamentares criticam experiências britânicas com animais
 

Por Kate Kelland

LONDRES (Reuters) - Os pesquisadores britânicos infligem dores e morte a quase 3 milhões de animais por ano, uma marca lamentável, da qual o governo deveria se envergonhar, segundo um relatório divulgado na quarta-feira por uma comissão da Câmara dos Lordes.

O texto acusa o primeiro-ministro Tony Blair de colocar "os interesses da indústria de vivissecção" acima do bem-estar dos animais. Dados divulgados nesta semana pelo governo diziam que 2,62 milhões de experiências científicas feitas no ano passado usaram animais, a maioria ratos e outros roedores. O número é 3,4 por cento inferior ao de 2000 e o menor já registrado.

No mesmo período, as experiências com animais geneticamente modificados (também ratos, na maioria) saltaram de 49 mil para 631 mil em 2001.

O ministro Bob Ainsworth disse que o uso das cobaias é importante para desenvolver tratamentos para várias doenças humanas, como o mal de Alzheimer e o câncer, mas ainda assim comemorou a queda no número de animais usados.

Porém os lordes não se impressionaram com o argumento. "Ainda temos quase 4 milhões de animais sendo submetidos a experiências dolorosas e letais, e alguns aumentos importantes no uso de animais tais quais cães, macacos e espécies modificadas geneticamente", disse o relatório, para o qual "as estatísticas são uma desgraça, e o governo deveria se envergonhar do que elas representam".

Segundo as autoridades, 85 por cento das experiências usam roedores, enquanto peixes e aves aparecem em 11 por cento das pesquisas com animais. Cães, cavalos, gatos e primatas não somam nem um por cento das experiências.

Em 63 por cento dos casos, segundo o governo, o sacrifício dos animais era importante para pesquisas aplicadas à medicina ou à veterinária. Em 17 por cento dos casos, o objetivo era aferir o grau de toxicidade de alguma droga.

A Associação Britânica da Indústria Farmacêutica disse que conseguiu reduzir o número de animais usados graças ao desenvolvimento de outras técnicas, uma área em que a Grã-Bretanha gasta mais de 450 milhões de dólares ao ano.

As leis britânicas determinam que novos remédios precisam ser testados em pelo menos duas espécies de mamíferos antes de chegar às farmácias. O uso de animais para o teste de cosméticos é proibido há vários anos.

Os lordes admitem que os testes com animais são importantes para a ciência, mas disseram que "poderia ser feito mais para encontrar novos métodos de pesquisa e testes que não envolvam animais."

http://noticias.uol.com.br/inter/reuters/2002/07/24/ult729u11462.jhtm

 

 

   
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