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JB Online
O município da Serra, na Região Metropolitana de
Vitória, aprovou, na última
sessão da Câmara Municipal, projeto que legaliza as
brigas de galo na cidade Com
isso, oficializou a existência das chamadas
"rinhas" no município.
Segundo os vereadores, trata-se de "uma tradição
serrana de 30 anos". A matéria já
provoca controvérsias e o prefeito
Audifax Barcelos não quis se manifestar
a respeito do projeto de lei.
De acordo com o gerente executivo do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Estado,
Ricardo Vereza, as
brigas de galo ferem a Constituição. Ele prometeu
entrar com um processo judicial
contra os vereadores. E garantiu que
acionará judicialmente o prefeito caso
ele sancione a lei que, mesmo vetada
pelo Executivo, pode ser promulgada pela
Câmara Municipal.
A lei, de autoria do presidente da Câmara, Adir
Paiva (PL), e do vereador Aloísio
Ferreira Santana (PSDC), foi aprovada por 13
votos a dois.
Há 30 anos a rinha existe na Serra e a atividade
está paralisada. A nossa intenção
é regularizar o esporte", alegam em defesa
da lei que prevê ainda
a criação e exposição" das aves e a regulamentação
dos "rinheiros" que têm até uma
associação no município.
Ainda em defesa da lei, os vereadores alegam que
existe uma raça dos animais que
tem "índole guerreira" e que "brigam até sem
serem excitados" e exemplificam
com as permissões para lutas de boxe e
vale-tudo para justificar a medida que
querem estender a todo o Estado do
Espírito Santo.
Justiça Federal suspende a caça no Rio Grande do Sul
O Juiz Federal Cândido
Alfredo Silva Leal Júnior, da Vara Federal Ambiental de Porto
Alegre, determinou, em decisão desta quinta-feira (9/6), ao IBAMA
que cancele a temporada de caça de 2005 no Estado do Rio Grande do
Sul, "até que sejam feitos novos, inequívocos e conclusivos
estudos sobre a inexistência de riscos ou danos causados pelas
estiagens prolongadas e consecutivas de 2004 e 2005 para as
populações e espécies cinegéticas e para os respectivos
ecossistemas onde a caça é permitida".
Saiba mais
Padre mata cão e é condenado a um
mês de cadeia
Um
padre da Costa Rica foi condenado a um mês de prisão e
uma multa de dois dólares por ter mandado matar um
popular cachorro de rua da região. O reverendo Carlos
Artavia argumentou que o animal atrapalhava seus
serviços religiosos.
Testemunhas disseram que o cachorro havia
desaparecido em 24 de janeiro e algumas pessoas o viram
dentro do carro do padre.
Em uma entrevista para a televisão local, o padre
confirmou que pediu a um veterinário que pusesse o cão
"para dormir" e se desculpou com a população. O cãozinho
morto teve um funeral concorrido.
Fonte:
www.terra.com.br
Chimpanzés podem conter chave da cura da
aids
Reuters -
Os
chimpanzés podem conter pistas essenciais para a guerra contra
a aids, mas esses macacos podem ser extintos antes de
revelarem seus segredos, alertou hoje um importante
geneticista. Paul Sharp, da Universidade de Nottingham
(Grã-Bretanha), disse em uma conferência sobre a aids, em
Durban, que as últimas pesquisas indicam que os chimpanzés, os
parentes mais próximos do ser humano, são uma fonte
importante, mas cada vez mais ameaçado, de esperança para uma
melhor compreensão do vírus HIV.
Os chimpanzés estão infectados com vírus muito parecidos
com o tipo HIV-1, o vírus da aids mais comum entre humanos. Ao
contrário das pessoas, porém, os chimpanzés não desenvolvem a
aids, o que intriga os cientistas.
"Se pudermos entender os chimpanzés talvez possamos
entender mais sobre como o vírus afeta os humanos", disse
Sharp. "É claro que precisamos fazer isso antes que os
chimpanzés sejam extintos."
Alguns pesquisadores temem que os chimpanzés africanos
sejam extintos em cerca de 50 anos, ou antes, dependendo da
espécie, porque eles são caçados para alimentação e são
vítimas do desmatamento das florestas e de doenças.
Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado
no ano passado diz que menos de 10% das florestas africanas
onde vivem os macacos estarão relativamente intactas até 2030,
caso a construção de estradas, a mineração e outras atividades
continuem nos níveis atuais.
Segundo Sharp, os pesquisadores acreditavam que os
chimpanzés teriam originalmente contraído o vírus SIV,
equivalente símio do HIV, de outros macacos e que, ao menos
inicialmente, teriam sofrido sintomas iguais aos da aids,
inclusive morrendo por isso. Mas agora, segundo ele,
acredita-se que o vírus tornou-se menos letal, um cenário que
ele considera improvável, devido ao longo período de
incubação, ou que os chimpanzés tenham desenvolvido
estratégias biológicas para desarmar o vírus que destrói o
sistema imunológico.
Esse mecanismo de proteção natural, segundo ele, já pode
ter começado a se desenvolver em humanos, pois estudos revelam
casos isolados e inexplicáveis de indivíduos soropositivos
mais resistentes à infecção do que a média. Mas, para entender
completamente esse processo, e eventualmente acelerá-lo, será
necessário analisar melhor o que acontece com os chimpanzés
SIV-positivos. "Isso nos dará pistas óbvias sobre como tratar
as pessoas com sucesso", afirmou.
Sharp acrescentou que as últimas pesquisas sobre o
histórico genético do HIV confirmam que ele provavelmente
começou a atingir humanos na África, provavelmente em
Camarões, já a partir da década de 1930, embora os primeiros
casos fossem raríssimos.
O vírus só teria se estabelecido definitivamente na
população humana -- o que os cientistas chamam de "evento
fundador", algumas décadas depois, ao chegar a áreas urbanas,
provavelmente a de Kinshasa (República Democrática do Congo).
Os pesquisadores dizem que a história do HIV também revela sua
incrível complexidade e sua capacidade de realizar mutações e
se combinar com outras cepas, produzindo versões "revistas e
ampliadas", sempre à frente da capacidade humana de
desenvolver tratamentos. "O que sabemos sobre a evolução do
vírus não é uma notícia muito boa para as terapias e vacinas.
Vai ser muito difícil", disse Sharp.
Fonte:
www.terra.com.br
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