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Domingo, 19 de junho de 2005
Mais de 4 mil caçadores amadores começam neste final de semana, em
50 municípios gaúchos, a caça da perdiz, pomba de bando e pombão
nos campos e matos de oito municípios.
O Rio Grande do Sul é o único Estado brasileiro onde a caça
amadorista, controlada, é permitida. A temporada se estenderá até
o início de agosto. No dia 24 começa a caça de banhado, da marreca
piadeira, marreca caneleira e marrecão. Desta vez não foi liberada
a caça da lebre e do perdigão.
A temporada que deveria ter iniciado no dia 20 de maio, foi
atrasada uma vez que ambientalistas haviam conseguido na Justiça
Federal a suspensão da temporada. Na última quinta-feira, o
Tribunal Regional Federal da 4ª Região acolheu recurso do Ibama
(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis), liberando a temporada.
De acordo com o procurador federal do Ibama no estado, Paulo
Airoldi, a caça no Rio Grande do Sul obedece critérios científicos
de manejo e é monitorada pelo Ibama, sem risco de dano ao
ambiente.
O vice-presidente da Federação Gaúcha de Caça, Ronaldo Farina, diz
que a entidade existe há mais de 60 anos e que todo caçador é
consciente de sua responsabilidade e, acima de tudo, um fiscal da
natureza e da caça furtiva.
Farina afirma que a Federação Gaúcha de Caça está contribuindo, só
na temporada de 2005/2006, com R$ 500 mil para pesquisa, controle
e programa de monitoramento de animais da fauna.
Segundo o dirigente, a caça amadorista no Estado determinou o
desenvolvimento de um sistema de fiscalização suficientemente
organizado e eficiente para reduzir infrações à fauna.
Além da fiscalização federal, o Ibama criou patrulhas ambientais
para controlar a caça. O caçador amador, com a lei do
desarmamento, também precisa cumprir as determinações rigosamente
para receber a licença de caça.
Agência Brasil
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI559024-EI714,00.html
França apóia plano brasileiro de criar santuário para baleias
20/06/2005
Paris, 20 jun (EFE).- A França, que faz parte da Comissão Baleeira
Internacional (CBI), expressou nesta segunda-feira seu apoio à
proposta brasileira de criar um santuário para as baleias no
Atlântico sul e rejeitou os novos planos japoneses de aumentar a
caça desta espécie.
A postura de Paris na 57ª Assembléia Plenária Anual da CBI, aberta
hoje em Seul, foi exposta pelo porta-voz do Ministério de Assuntos
Exteriores francês.
Depois de lembrar que a França nunca deixou de apoiar medidas de
conservação, "contribuindo para criar santuários baleeiros nos
oceanos, mares regionais ou em sua própria zona econômica
exclusiva", o ministro afirmou que seu país apoiará a proposta do
Brasil de se criar um santuário para as baleias no Atlântico sul.
Ele ressaltou que desde a instauração de uma moratória
generalizada da caça de baleias, em 1986, os Estados favoráveis à
preservação, entre eles a França, "sempre" conseguiram fazer com
que este regime de proteção prevalecesse, assinalou o porta-voz,
Jean-Baptiste Mattei.
Por isso, ressaltou, suscita "uma forte preocupação" em várias
regiões, especialmente na Europa, o anúncio das autoridades de "um
Estado" (Japão) sobre "uma nova edição de suas próprias atividades
de caça chamada 'científica' que dobraria o número de capturas
autorizadas e incluiria pela primeira vez espécies particularmente
ameaçadas como a baleia corcunda".
O porta-voz francês lembrou que o projeto japonês já foi objeto de
uma gestão diplomática conjunta por parte de 16 Estados membros da
CBI, incluindo a França.
Nesta sessão, Paris reiterará sua oposição ao plano, embora
levando em conta "as especificidades da caça aborígine", se
pronunciará pela continuidade dos trabalhos do comitê de
conservação criado em Berlim na sessão anterior da Comissão,
revelou o porta-voz.
Japão sofre derrota ao tentar alterar restrições de caça às
baleias
21/06/2005
da Folha Online
A International Whaling Commission (comissão internacional
baleeira) confirmou nesta terça-feira, em sua 57ª assembléia
plenária anual, que manterá a proibição referente à caça
comercial. A informação vai contra os interesses de algumas
nações, entre elas o Japão, que lucram com a caça às baleias.
A decisão foi garantida por 29 votos, contra 23 que defendiam a
suspensão da proibição.
O Japão tentou convencer os membros da comissão a aceitar um novo
plano de restrição que facilitaria a caça comercial "sustentável".
Dessa forma, sua cota anual de baleias minke subiria de 400
unidades atuais para 850.
Ambientalistas afirmam que a proposta do Japão tem diversas
brechas para facilitar a caça aos mamíferos com objetivos
financeiros. Por isso, afirma a agência de notícias Associated
Press, o Japão e seus aliados sabiam que não tinham boas chances
de anular a proibição atual.
O Japão defende que precisa matar baleias para estudá-las. A nação
também usa argumentos culturais: a caça às baleias é considerada
uma tradição e a carne do mamífero faz parte da culinária local.
Em 1986, a comissão proibiu a caça comercial dos mamíferos --a
decisão foi considerada uma vitória por ambientalista, já que os
animais entravam em extinção, depois de séculos sendo caçados.
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