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da BBC, em Londres
Três leões resgataram uma menina que havia sido seqüestrada em uma
área rural no sudoeste da Etiópia, segundo a polícia local.
A garota, de 12 anos, foi levada por quatro homens quando ia para
a escola no começo do mês de junho. Segundo a agência de notícias
Associated Press, os seqüestradores queriam fazer a menina se
casar contra a sua vontade, prática relativamente comum na
Etiópia.
Uma semana depois, os seqüestradores estavam mudando a refém de
cativeiro - fugindo da polícia - quando se depararam com três
leões e foram perseguidos pelos animais.
Os leões ficaram com a menina sem machucá-la e partiram logo que a
polícia chegou ao local.
O sargento Wondmu Wedaj disse à imprensa da cidade de Bita Genet,
a 560 km da capital do país, Adis Abeba, que acharam a menina com
vida, mas chocada e com muito medo.
Presente
"Eles ficaram de guarda até que a gente a encontrou e depois a
deixaram como um presente e voltaram para a floresta", disseram os
policiais.
A menina disse à polícia que foi agredida pelos seqüestradores,
mas que os leões mantiveram distância.
Um especialista em animais selvagens da Etiópia disse que os leões
pouparam a menina porque o choro dela pode ter soado como os
gemidos de um filhote de leão.
"Todo mundo pensa que foi um milagre, porque normalmente os leões
atacam as pessoas", disse o sargento Wondimu.
Wondimu não soube dizer se os animais eram machos ou fêmeas.
Os quatro seqüestradores foram pegos pela polícia.
Longevidade e "apego" ao dono conferem às carpas a fama de
"cachorrinhos aquáticos"
por Deborah Giannini
Populares no Japão, as carpas não viraram sushi por um simples
motivo: os donos se apegam a elas. Pacíficas --elas nunca
brigam--, de rara memória --quem tem garante que ela é capaz de
reconhecer o dono--, e de uma longevidade incrível --vivem 70
anos, em média, mas podem chegar aos 200 anos de vida--, esses
peixes ornamentais são tratados como bichos de estimação.
De acordo com o veterinário Reinaldo Santana, da Cia do Aquário,
chamado de Dr. Acqua por sua larga experiência na área, as carpas
são conhecidas como "cachorrinhos aquáticos". "Chegam a comer na
mão do dono e têm o hábito de ‘fuçar’ no fundo do aquário atrás de
comida", afirma.
Até para serem observadas elas se diferenciam dos demais peixes. A
grande maioria dos ornamentais deve ser admirada lateralmente, por
sua anatomia "achatada". Já a beleza das carpas, que são mais
roliças, é vista de cima.
Para ser considerada bela, ela tem de apresentar harmonia nas
estampas, desenhos formados pelas cores que precisam estar
distribuídos igualmente de cada lado. As mais bonitas são chamadas
de "nishikigoi" e chegam a custar R$ 100 cada --uma carpa colorida
comum sai em torno de R$ 3.
"Diferentemente do que acontece com cães, o cruzamento de duas
nishikigoi não garante o nascimento de uma", afirma Haruki Tanabe,
proprietário do criadouro de carpas Piraporanga.
Ter uma nishikigoi, que em japonês significa "carpa brocada", não
é apenas um privilégio, mas um bom agouro, segundo a cultura
Oriental.
Há também a crença de que carpas crescem de acordo com o ambiente,
o que faz certo sentido. "Em um aquário pequeno, ela pode atrofiar
e chegar a apenas 20 cm", afirma Tanabe. O tamanho médio de uma
carpa adulta é 70 cm. Segundo ele, levando-se em conta seu
potencial de crescimento, quem quer ter carpas em casa deve
comprar um aquário de pelo menos 60 litros, ou um tanque --o que é
mais apropriado--, nas mesmas proporções. "Além de um aquário bem
dimensionado, é fundamental um filtro biológico, que,
diferentemente do físico, que ‘coa a água’, ele retira a amônia
acumulada, prejudicial ao peixe", explica. Vem daí a fama de que
carpas, apesar de lindas, são porcalhonas. "Na verdade, elas comem
muito e os restos de comida e excrementos se transformam em
amônia, deixando a água turva", afirma.
Posse responsável Não é só na Ásia que elas estão por toda parte.
Praças e parques públicos de São Paulo conservam lagos e espelhos
d’água que abrigam dezenas delas. "No Ibirapuera, as mais belas
estão no Pavilhão Japonês; as fora de padrão vão para o lago
grande", afirma Seiji Ito, secretário-geral da Associação
Brasileira de Nishikigoi.
Elas também podem ser apreciadas nos parques Nabuco (Jabaquara),
da Previdência (Jardim Ademar), da Aclimação e da Luz. "Entre
tantos peixes ornamentais, as carpas foram escolhidas para os
parques porque são bonitas e vivem bastante", explica a bióloga
Maria Amélia de Carvalho, da Divisão de Fauna da Secretaria
Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Com aparência de abandono, o lago do Largo da Pólvora, na
Liberdade, que comporta esse tipo de peixe, teve de ser cercado,
segundo Ito, pois "o pessoal da rua" roubava carpas. Ele conta que
também era comum jogarem outros peixes ali. "Quando a carpa é
pequena, a pessoa acha bonita, compra e depois não consegue mais
criar, então solta, da mesma forma que fazem com os cães", diz
Ito.
De acordo com a bióloga, o grande prejuízo do despejo de
"intrusos" no lago de carpas é o risco de trazer doenças.
Serenas como são, as carpas certamente não se importariam. Sabem
que não é qualquer peixinho que agüenta o tranco de viver período
igual ou superior a exemplares da espécie humana.
Japão começa a sacrificar frangos após novo caso de aviária
TÓQUIO (Reuters) -
Autoridades do Japão começaram a sacrificar frangos em uma
propriedade no leste do país nesta segunda-feira, depois que um
novo caso de gripe aviária foi detectado. Um representante da área
de Agricultura afirmou que o governo estava trabalhando para
conter o surto.
O Ministério da Agricultura do Japão informou no domingo que uma
forma mais fraca da gripe havia sido encontrada em uma granja em
Ibaraki, onde centenas de aves morreram entre março e maio.
"Queremos conter o vírus o mais rápido possível para que ele não
se espalhe e deixe de ser um motivo de preocupação para o
público", declarou o vice-ministro da Agricultura, Mamoru Ishihara,
em coletiva de imprensa.
A variedade do vírus detectado foi o H5N2, que é mais fraco que o
H5N1, identificado no surto anterior da doença no começo do ano
passado.
Esta foi a primeira vez que o vírus do tipo H5N2 foi detectado no
Japão, afirmou uma autoridade do Ministério da Agricultura.
Ishihara disse que houve algum atraso na descoberta do caso por se
tratar de um tipo mais fraco da doença em comparação aos surtos
anteriores e por ter causado menos mortes.
Autoridades do país limitaram o movimento de ovos e de frangos em
um raio de 5 quilômetros ao redor da granja para evitar a
disseminação do vírus.
A granja abriga 25 mil aves.
A doença voltou a atingir o Japão no ano passado após 79 anos.
Entre janeiro e março de 2004, o Japão enfrentou quatro surtos da
doença. Um deles ocorreu em fevereiro de 2004 em Kyoto, no leste
do país, e causou o descarte de cerca de 240 mil frangos e de 20
milhões de ovos.
O tipo H5N1 da doença apareceu em aves pela primeira vez em Hong
Kong e na China há oito anos e matou, no total, mais de 50 pessoas
em países como Vietnã, Tailândia e Camboja.
Por Miho Yoshikawa
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