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da Folha Online
Uma cachalote-anã que havia encalhado domingo (27) no Recreio,
zona oeste do Rio, morreu na manhã desta segunda-feira no
Zoológico de Niterói.
Segundo o veterinário André Maia, responsável pelo zôo, o encalhe
pode ter sido provocado por uma doença ou pelo ataque de um
predador.
"Acreditamos que o animal encalhou porque estava com uma infecção
no ouvido médio, o que leva a ficar desorientado e a encalhar",
disse. A baleia apresentava ferimentos na cauda, o que pode
representar que ela foi perseguida por predadores.
Apesar das tentativas de desencalhe, o animal não voltou para o
mar. Ela, então, foi levada para um tanque de água salgada no
zoológico, onde foi medicada. "Ela tomou antibiótico e teve
resposta excelente ontem à noite", disse o veterinário.
Para ele, o estresse do transporte e o fato de a baleia não se
adaptar fora de seu ambiente contribuíram para a morte.
A baleia, uma fêmea jovem, morreu por volta das 9h. Ela tinha
cerca de três metros de comprimento e 150 quilos.
Crianças podem escolher nomes de filhotes de onça parda do zôo de
São Paulo
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No último dia
10, o Zoológico de São Paulo recebeu dois filhotes de onça
parda, espécie que também é conhecida como puma ou
suçuarana. Sua mãe teve um triste fim: foi morta por
caçadores em Araguaiana, Tocantins. Eles foram criados e
amamentados em uma clínica veterinária e agora se mudaram
para o zôo. |
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Divulgação |
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As oncinhas estão com
cinco meses de vida, são fortes e pesam 8kg. Os visitantes poderão
visitá-las durante um mês no berçário do zôo. Depois disso, elas
serão levadas para um novo recinto. Mas há um problema: os
filhotes ainda não têm nome!
Para resolver esta questão, o Zoológico de São Paulo lançou o
concurso "Vamos dar Nomes para os Filhotes de Onças". Apenas
crianças até 12 anos podem participar e sugerir nomes para as
oncinhas. As sugestões devem ser enviadas através dos sites do
Zoológico de São Paulo, www.zoologico.sp.gov.br e da loja Pet
Center Marginal, www.petcentermarginal.com.br, até o dia 15 de
julho.
Quem visitar o zôo também pode participar preenchendo o cupom do
concurso. Para fazer isso é só se dirigir ao quiosque da educação
ambiental, no portal do Safári, na Alameda Leão.
Esta não é a primeira vez que crianças batizam animais do zôo. Em
setembro de 2004, foi idéia da garotada dar os nomes de Jacamigo e
Jacolega para os jacarés-de-papo-amarelo que chegaram ao local. Em
2005, as crianças também batizaram duas iguanas de Espiga e
Pipoca, em abril, e um casal de macacos-barrigudos de Lua e Sol,
em janeiro.
Os nomes escolhidos para as oncinhas serão divulgados no dia 21 de
julho, nos sites do Zoológico e da Pet Center Marginal. Os
vencedores ganharão presentes, dois convites para fazer uma visita
noturna no Zoológico de São Paulo e um vale-compras da Pet Center
Marginal no valor de R$ 100.
E atenção: é preciso colocar a cabeça para funcionar e ser
criativo. O zôo já avisa que não serão aceitas sugestões de nomes
de pessoas famosas ou autoridades, atletas e políticos.
Onça parda:
conheça melhor este bicho
A onça parda também é conhecida como suçuarana ou puma. Este
animal é muito dependente de sua mãe quando filhote, o que deixa
sua situação ainda mais delicada - esta espécie é classificada
pelo Ibama como ameaçada de extinção.
Veja a ficha da onça parda:
Nome científico: Felis concolor
Ordem: carnívora
Família: Felidae
Habitat: campos e cerrados
Onde é encontrado: a onça parda s adapta bem a vários tipos
de ambientes, de quentes desertos a florestas tropicais. Por isso,
é encontrada desde o sudoeste do Canadá, lá no norte das Américas,
até o Estreito de Magalhães, no extremo sul da Argentina e do
Chile.
Como é: tem pêlos macios e castanhos, mais claros na barriga. Seu
peso varia de acordo com a região em que é encontrada, e pode ir
de 35 a 70kg. Muito ágil, a onça parda pode soltar do chão a uma
altura de 5,5 metros em um só pulo!
O que come: animais silvestres de portes variados.
Personalidade: os machos são solitários e só se encontram
com as fêmeas na época da reprodução.
Alerta: está na lista do Ibama de animais ameaçados de
extinção. Os filhotes não sobrevivem sem a mãe e acabam sendo
levados para zoológicos e outras instituições, mas aí não podem
retornar à natureza.
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