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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Fazendeiros desmatam vinte mil campos de futebol no PA

 

11/10/2005 - O Sul do Pará sofre com a destruição da floresta Amazônica neste verão. Em Cumaru do Norte, a 749 km da capital, uma área do tamanho de 20 mil campos de futebol já foi derrubada por tratores. A vegetação foi queimada e transformada em pasto para o gado. A fumaça do incêndio encobriu durante uma semana a pequena cidade de 6,8 mil moradores, prejudicando o pouso e decolagem de aviões.

Na área da grande devastação há inúmeras fazendas cujos proprietários receberam pesadas multas. Todos serão processados por crime ambiental e obrigados a fazer o reflorestamento do que foi derrubado. Em setembro passado, o fazendeiro José Pereira Dias foi preso e continua na cadeia por derrubar dois milhões de árvores na região do Rio Iriri, em Altamira.

O gerente executivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Marabá, Ademir Martins, informou que as áreas mais críticas do Estado, como a Terra do Meio, localizada entre os municípios de São Félix do Xingu e Novo Progresso, vinham sendo monitoradas pelo órgão há dois meses. "Quando a fiscalização constatou o que estava acontecendo, máquinas foram apreendidas e os fazendeiros multados", disse Martins.

O Ibama agora tenta identificar outros 14 fazendeiros para que assinem as multas no valor total de R$ 57 milhões. O problema é encontrá-los para entregar as notificações. São pessoas que se dizem proprietárias de grandes áreas no Pará, mas residem em São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e outros estados.

Em Conceição do Araguaia, invasores e fazendeiros atearam fogo numa área de preservação ambiental de 60 mil hectares onde se localiza o assentamento Padre Josimo Tavares, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As 863 famílias que vivem no local são ameaçadas por pistoleiros para deixar a área, rica em madeira de lei e lagos naturais de reprodução de peixes. Animais de pequeno e médio porte, como tatus, cutias e macacos foram abatidos a tiros.

A reserva é um dos últimos santuários ecológicos do extremo sul do Pará. "O local é de transição entre o cerrado e a mata amazônica, mas em volta dele há muita agressão à floresta para formação de pastagens e grandes fazendas", explicou o fiscal do Ibama, Ivan Amaral. O chefe do órgão no município, Marcus Mendonça, informou que os invasores serão multados por crime ambiental. É a quarta vez que eles retornam ao local. Agora, para retirá-los, será necessário a presença de policiais federais e militares.

 

Da Agência Estado

http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2653533&sub=Brasil
 

 

 

Foco de febre aftosa em MS já causa restrição de 30 países

 

Lista inclui importadores importantes, como Rússia e União Européia

 

FERNANDO ITOKAZU
Folha de SP - DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


O foco de febre aftosa detectado em Mato Grosso do Sul (MS) já fez 30 países adotarem restrições à compra de carne brasileira.
A lista, além de grande, é significativa pois inclui nomes que ocupam posição de destaque entre os maiores compradores da carne brasileira. O complexo carnes é o segundo produto da balança comercial agropecuária, atrás apenas da soja. A expectativa é que as exportações neste ano atingissem US$ 8 bilhões.
Principal destino da carne bovina brasileira no ano passado (com US$ 239 milhões e 154 mil toneladas) e nos primeiros oito meses de 2005 (US$ 364 milhões e 195 mil toneladas), a Rússia já decretou embargo ao produto, segundo as agências internacionais. A embaixada russa não confirmou a informação. O governo brasileiro também disse que não recebeu notificação oficial, mas que existe compromisso de que, identificado um foco, ocorre a suspensão de compra de carnes dos Estados onde foi localizado e fronteiriços.
A União Européia, com 25 países-membros, entre eles alguns grandes compradores, suspendeu a comercialização de carne bovina proveniente não só de MS mas também de São Paulo e Paraná.
São Paulo, somando o produto comprado de outros Estados, é o que mais exporta carne bovina -US$ 1,338 bilhão e 635 mil toneladas em 2004. MS foi o 3º que mais exportou (US$ 118 milhões).
De janeiro a agosto de 2005, esses três Estados acumulam US$ 1,286 bilhão do US$ 1,722 bilhão que o país faturou com a exportação de carne bovina.
O Reino Unido suspendeu a importação da carne produzida em MS e Paraná, enquanto Israel e África do Sul suspendeu as compras de carne de todo o país.
O Chile, terceiro maior comprador de carne bovina do Brasil no ano passado, também suspendeu a comercialização, segundo agências internacionais. Entre janeiro e agosto, o Chile importou 57 mil toneladas (US$ 117 milhões).
O Ministério da Agricultura do Paraguai também divulgou a decisão de não comprar carnes, mas não informou qual a extensão.
Para tentar minimizar os efeitos na balança comercial, o governo vai enviar uma missão para a reunião da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), que acontece amanhã, em Paris, para apresentar as medidas já tomadas, entre elas a montagem de barreira em um raio de 25 km de Eldorado (município onde foi identificado o foco) e o sacrifício das 582 cabeças de gado da fazenda atingida.
A intenção do governo agora é avançar nas investigações para determinar a origem do foco e padronizar as ações de combate.
Na sexta-feira, será realizada uma reunião com os secretários de Agricultura de 15 Estados mais o Distrito Federal para apresentar as medidas adotadas.
Após reunião ontem entre representantes do ministério e de São Paulo, Minas, Goiás e Mato Grosso, o presidente do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária, Altino Rodrigues, disse que não havia necessidade do fechamento de fronteiras estaduais. Mas ao menos oito Estados anunciaram a medida, inclusive SP, Minas e Mato Grosso.

 

 

Baleia de 15 toneladas é encontrada morta

em Toque-Toque Pequeno

 

Mamífero tinha 12 metros de comprimento e já se encontrava em adiantado estado de decomposição

 

Uma baleia da espécie bryde foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira, 13, na praia de Toque-Toque Pequeno, Costa Sul de São Sebastião.
O mamífero tinha 12 metros de comprimento e pesava cerca de 15 toneladas. Segundo técnicos que estiveram no local, o animal era um macho com aproximadamente oito anos.
A baleia foi avistada por pescadores e moradores do bairro no início da manhã. Imediatamente acionaram a Defesa Civil da cidade, que se deslocou para a praia.
O mau-cheiro era forte no local, já que o animal encontrava-se em adiantado estado de putrefação. Mesmo com o odor forte, a presença da baleia atiçou a curiosidade de moradores e crianças da praia. Algumas delas até saíram da EM João Gabriel de Santana só para ver de perto o mamífero.
Segundo a oceanográfa do Instituto Terra & Mar e do SOS Mamíferos Marinhos, Shirley Pacheco de Souza, a baleia teria morrido há cerca de cinco dias. “Percebemos isso por conta do estado de decomposição em que se encontra o animal”.
A causa da morte é desconhecida, mas segundo suposições da pesquisadora, a maioria das baleias que passa pela região do Litoral Norte e morrem é em função de atropelamento (navios ou barcos de grande porte), por ficarem presas em redes ou por envelhecimento. Esta última hipótese foi descartada pela pesquisadora.
O motivo real não será conhecido, já que, segundo Shirley, é impossível realizar estudo quando o animal já se encontra em decomposição. “Os tecidos foram danificados por causa da presença de bactérias”.
Na tarde desta quinta-feira, 13, agentes da Defesa Civil, em parceria com funcionários da Subprefeitura, cavaram um enorme buraco na praia onde enterraram o animal.
Baleias bryde são constantemente vistas em nossa região, principalmente próximas ao Arquipélago de Alcatrazes, mas podem ser encontradas em todo lugar do mundo, geralmente em águas subtropicais e tropicais. No verão, elas aproveitam para chegar mais próximas à costa das praias. Não é baleia migratória e se alimenta de sardinhas e anchovas.

 
   
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