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do Jornal da Cidade de
Bauru:
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"Tribuna do Leitor":
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Para reforçar seus argumentos sobre a leishmaniose vejam os sites:
http://www.nossoscaesegatos.hpg.ig.com.br/leishmaniose.htm
e
http://www.proanima.org.br/teste_destaques_Leishmaniose.htm
http://www.tribunaanimal.com/leishmaniose.htm
22/12/2006
O ano ainda não acabou e o total de casos de leishmaniose em
humanos registrado em Bauru chegou a 60, somando as quatro novas
notificações divulgadas ontem pela Prefeitura de Bauru. O número é
66% superior ao de 2005, quando 36 pessoas contraíram a doença. E
as previsões para 2007 não são as melhores. Ao que tudo indica, a
curva de contágio da doença continuará ascendente no município.
A informação foi confirmada pelo veterinário Luiz Ricardo Paes de
Barros, diretor do Centro de Controle de Zooneses (CCZ), órgão
ligado à Secretaria Municipal de Saúde. Até porque o diagnóstico
da leishmaniose está melhor, acrescenta Kátia Lopes Santoro
Nakagaki, enfermeira-chefe da Seção de Doenças Transmissíveis da
Secretaria de Saúde.
A partir de suspeitas médicas e exames encaminhados, o Instituto
Adolfo Lutz, de São Paulo, enviou ao DSC, órgão da Secretaria
Municipal de Saúde, a confirmação dos quatro novos casos de
leishmaniose visceral americana em humanos. As novas vítimas são
duas crianças e dois adultos.
Trata-se de um menino de 7 anos, morador da Vila Falcão, e uma
menina de 4 anos, que vive no Núcleo Fortunato Rocha Lima, além de
uma senhora de 54 anos, que vive no Jardim Bela Vista, e um rapaz
de 19 anos, morador do Núcleo Edson Francisco da Silva (Bauru 16).
Todos já estão em tratamento no Hospital Estadual (HE) de Bauru.
"Neste ano, a taxa de letalidade (da doença) está menor", informa
a enfermeira. Em 2005, das 36 pessoas que contraíram a doença,
quatro morreram. O total de vítimas fatais neste ano é o mesmo,
mas o número de
casos notificados subiu para 60. Portanto, a taxa de letalidade
caiu de 11%
para 6,5%.
Para que a queda continue em 2007, a administração municipal
espera nebulizar com inseticida alguns bairros considerados
críticos por facilitarem a propagação do mosquito palha,
transmissor da leishmaniose. Ele procria-se em material em
decomposição. "É mais uma ferramenta de controle. Isoladamente,
não resolve nada", ressalta Cortez.
De acordo com o veterinário, o município, por lei, não pode
adquirir o inseticida, que deve ser cedido pela Superintendência
de Controle de Endemias (Sucen), desde que haja indicação técnica.
Araçatuba, por exemplo, quando enfrentou a epidemia, utilizou o
recurso.
Mas simultaneamente, acrescenta Cortez, devem ser implementados o
manejo ambiental (para ajudar a reduzir material orgânico de
terrenos e quintais), além da busca ativa de casos em animais e
humanos nos bairros. A parceria da população no combate à doença é
essencial, conclui o veterinário do CCZ e Nakagaki.
Ranking
Com as suas 60 notificações em 2006, Bauru ainda ocupa a primeira
colocação no ranking estadual de casos de leishmaniose. A cidade
de Dracena esta na vice-liderança a, com 36 casos. Birigüi
desponta na 3.ª colocação com 18. Já Araçatuba, que foi líder por
seis anos consecutivos, de 1999 a 2004, aparece em quinto lugar
(16 notificações). Está atrás de Adamantina, com 17 casos.
No ano passado, Bauru assumiu o topo da lista, onde permanece.
Araçatuba passou a perder posições após quatro anos de trabalhos
ambientais, informou o titular da Secretaria Municipal de Saúde,
Mário Ramos, numa entrevista anterior ao JC.
No entanto, conforme a reportagem também constatou anteriormente,
Araçatuba formou um batalhão de mais de 150 funcionários para
controlar a doença. A equipe seria superior a que trabalha
atualmente de Bauru.
Luciana La Fortezza |