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13/07/2005
Jornal da Cidade (Bauru)
Da Redação
Agentes municipais de Bauru e região que trabalham na captura de
animais estão participando, nesta semana, do 2.º Curso de Formação
de Oficiais de Controle Animal, coordenado pela Secretaria de
Estado da Saúde. Ao todo, 52 profissionais de 14 cidades da região
estão tendo orientações sobre controle animal com as maiores
autoridades em bem-estar animal do País. O curso tem parceria da
Secretaria Municipal de Saúde de Bauru.
As aulas se dividem em teóricas, no Departamento de Saúde Coletiva
(DSC), e práticas, no Centro de Controle de Zoonoses. Há também
exercícios externos. Segundo a médica veterinária da Coordenadoria
do Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo, Adriana Lopes Vieira, o objetivo do curso é capacitar as
equipes municipais para agir nas mais variadas situações, seja no
manejo e captura de animais, abordagem junto aos proprietários e
trabalhos educativos sobre a posse responsável.
O curso também pretende trabalhar a auto-estima dos agentes, que
muitas vezes são vistos com ressalvas pela população. Há ainda
abordagens sobre segurança e o bem-estar do animal e funcionário.
Ao final dos trabalhos, os participantes farão testes para avaliar
o aproveitamento do curso e desempenho prático com os animais.
Segundo o diretor do DSC, Mário Ramos, o curso vem ao encontro da
proposta do município, de implementar uma nova mentalidade no
setor. Ele lembra que o comprometimento da administração municipal
em modificar a imagem e postura dos agentes despertou o interesse
da Secretaria Estadual de Saúde em trazer a segunda edição do
curso para Bauru.
Ainda segundo o diretor, é possível diminuir o índice de cães
portadores da leishmaniose com o trabalho educativo e preventivo.
Para ele, muitos casos da doença poderiam ser evitados com a
limpeza de terrenos e recolhimento das fezes de animais. O número
de animais abandonados também seria menor com a posse responsável.
O curso tem o apoio da Agrosolo, Conselho Regional de Medicina
Veterinária e Zootecnia de São Paulo (CRMV), Broward Humane
Society, Instituto Nina Rosa (INR), Prefeitura de Botucatu, Senai,
World Society for the Protection of Animals (WSPA) e Grupo Nelson
Paschoalotto O treinamento segue até sexta-feira.
Homem arrasta cão preso a
moto
Diário Catarinense 14/07/05
Infrator foi identificado pela placa do veículo e deverá ser
chamado para prestar depoimento.
Sangrando nas quatro patas, com graves escoriações e ofegante pelo
cansaço, um cachorro mestiço com a raça akita, de cerca de um ano,
foi salvo ontem à tarde, de um enforcamento. O cão era arrastado
por um motoqueiro, pelas ruas do Bairro Costeira do Pirajubaé, em
Florianópolis.
Voluntárias que atuam com organizações de defesa dos animais
flagraram o crime e levaram o cachorro para uma clínica
veterinária, no Bairro Santa Mônica, onde foi sedado e teve as
patas enfaixadas.
Segundo o relato de uma das voluntárias que resgatou o cão da
moto, que não quer ser identificada por medo de represálias, o
motoqueiro foi parado após várias insistências.
Quando foi questionado sobre os motivos da crueldade, ele largou o
animal e fugiu com sua moto. Antes, porém, houve tempo de anotar a
placa do veículo.
O motorista aparenta ter cerca de 40 anos e já teria sido visto
outras vezes provocando maus-tratos contra o cachorro.
Um boletim de ocorrência foi registrado na 5ª Delegacia de
Polícia, no Bairro Trindade, e o documento será enviado para a 2ª
Delegacia de Polícia, que atende as investigações de casos da
Costeira.
- O proprietário da moto foi identificado e deverá ser chamado
para que se pronuncie sobre a denúncia. A investigação deve
começar amanhã, quando o documento chegar à delegacia - explicou a
delegada Giovanna Depizzolatti, que atendeu as voluntárias que
realizaram a denúncia de maus-tratos.
Animal pode ser adotado
O cão deve se recuperar, apesar da gravidade dos ferimentos.
- Vai ficar um bom tempo com as faixas, já que ficou com as patas
em carne viva. Perdeu as unhas e os coxins plantares - revelou
Jonilson Lopes de Aguiar, veterinário que socorreu o animal.
A coordenadora da Defesa Animal da Prefeitura de Florianópolis,
Maria da Graça, afirmou que o procedimento das denunciantes foi o
correto.
- Os crimes contra animais devem ser denunciados para a polícia.
As delegacias têm o dever de realizar o registro e investigar, já
que há uma vasta legislação sobre esse assunto. Nesse caso
específico havia várias testemunhas - ressaltou a coordenadora,
que recebe denúncias de maus-tratos pelo telefone (48) 239-1538.
Os interessados em adotar o animal devem procurar a Clinicão, no
Bairro Santa Mônica, em horário comercial. |
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