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O agente do Desipe
Marcílio da Cunha Lima foi autuado ontem por crime de dano pela
74ª DP (Alcântara). Ele é acusado de matar a tiros cadela pitbull
que pertencia a um arquiteto, na noite de segunda-feira, no
condomínio Varandas do Sol, no bairro Colubandê, em São Gonçalo-
RJ. O agente achava que a cadela incomodava com os latidos. Ele
vai responder ao inquérito em liberdade.
http://odia.ig.com.br/geral/ge010608.htm
Governo de SP põe gansos e galinhas para reforçar vigilância em
CDP
da Folha
Online
Nem circuito interno de vigilância, nem bloqueadores de celulares,
nem aparelhos de raio-X.
O esquema de segurança anunciado pela Secretaria Estadual da
Administração Penitenciária de São Paulo nesta terça-feira, para o
CDP (Centro de Detenção Provisória) de Suzano (Grande São Paulo),
são gansos e galinhas d'angola.
A idéia é que, por terem audição aguçada e grasnarem por conta de
movimentos estranhos, os animais consigam ajudar na vigilância.
Alguns dos 32 gansos e das 22 galinhas permanecem em um corredor
localizado junto à muralha da unidade.
A idéia já havia sido adotada na penitenciária 2 de Tremembé (138
km de São Paulo). Também vivem no CDP de Suzano 26 cães e três
carneiros que alimentam-se do gramado e evitam gastos com
mão-de-obra para carpir.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u109609.shtml
AMAZÔNIA
Editorial de jornal americano pede ajuda de Lula contra
desmatamento e diz que Estado não funciona na região
"New York
Times" ataca devastação recorde
O
jornal "The New York Times", um dos diários mais influentes do
mundo, publicou editorial em que destaca os números do
desmatamento na Amazônia, divulgados na semana retrasada pelo
governo federal. Segundo o jornal, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva precisa ajudar os políticos e ambientalistas que lutam
pela preservação da floresta: "Ele e a oligarquia agrícola de seu
país têm de perceber que a floresta tropical não é uma commodity
que pode ser explorada para proveito pessoal".
Para o "New York Times", até o governo brasileiro "pareceu ficar
chocado" com a área desmatada no período 2003-2004, que chegou a
26.130 quilômetros quadrados. É a segunda maior taxa de
desmatamento da história e representou um crescimento de 6,23% em
relação ao período anterior. Antes da divulgação dos dados, o
Ministério do Meio Ambiente havia previsto que o valor se
estabilizaria 24 mil quilômetros quadrados, no máximo.
O jornal americano chama a atenção para a importância estratégica
dos recursos amazônicos: a mata seria "um celeiro de
biodiversidade, uma fonte de remédios e um importante antídoto
para o aquecimento global".
Segundo o diário, a luta para preservar o ambiente da região já
causou muitas vítimas, entre as quais o "New York Times" destaca o
ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988, e a freira
americana Dorothy Stang, morta em fevereiro deste ano. Para o
jornal, as reações do governo brasileiro ao problema têm sido
"intermitentes", por meio da criação de reservas florestais e do
fim do subsídios à criação de gado na Amazônia, por exemplo.
"Imune à lei"
No entanto, o "Times" avalia que "a maior parte da Amazônia parece
imune à lei, especialmente num país em que não há polícia
suficiente para fazer valer as regras, onde o crescimento
econômico parece ser mais importante que qualquer outra coisa e
onde poderosos políticos locais parecem ter mais influência que o
governo nacional".
Como exemplo dessa tendência o diário cita o papel do governador
de Mato Grosso, Blairo Maggi, na expansão da lavoura de soja na
Amazônia -às custas da floresta. De fato, o jornal nova-iorquino
identifica essa lavoura como a principal ameaça à floresta, e usa
a expressão "o rei da soja", em português, para designar Maggi e
suas declarações de que não sentiria culpa alguma pelo que estava
acontecendo em seu Estado, o campeão de desmatamento na região
amazônica.
Em suas críticas, o "New York Times" poupa Marina Silva, a
ministra do Meio Ambiente, "que acredita que há maneiras melhores
de ajudar a economia brasileira do que transformar uma floresta
tropical valiosa em ração de gado, o que, essencialmente, é o que
Maggi está fazendo". Além da ajuda de Lula, o jornal pede que as
agências financeiras multilaterais, as empresas e as ONGs
ambientalistas mantenham a pressão da opinião pública sobre o
governo.
Sustentabilidade
Marina Silva reafirmou ontem sua crença de que é possível combinar
desenvolvimento e preservação durante a cerimônia de abertura do
Congresso Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável, que
acontece até quinta-feira no Rio de Janeiro.
"Só reprimir não adianta, precisamos fomentar novas práticas de
uso dos nossos recursos naturais", disse. "Já temos bons exemplos
de empresas nacionais que, mais do que coisas, estão produzindo
valores. Para isso são importantes projetos como o de gestão de
florestas, em que há concessão pública para o uso adequado de
matas preservadas."
Colaborou Tatiana Diniz,
enviada especial ao Rio de Janeiro.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0106200501%2ehtm
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