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01-06-2005
SMS e entidades de proteção aos animais irão promover visitas e
palestras em escolas
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e cinco entidades de
proteção aos animais decidiram hoje, 1º, estabelecer uma parceria
para promover ações de atenção aos animais abandonados. Muitos
deles são recolhidos ao Centro de Controle de Zoonoses da
Coordenação Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) da SMS. As
associações, na maioria organizações não-governamentais de Porto
Alegre, deverão formar uma ONG maior.
Entre as propostas encaminhadas na reunião, realizada no auditório
da CGVS, na Avenida Padre Cacique, 372, estão a regionalização da
cidade com uma entidade protetora como referência para cada região
e que essas organizações assumam a realização de feiras de adoção.
Serão programadas ações educativas, como visitas e palestras em
escolas, com a produção de material gráfico pela CGVS/SMS sobre o
controle de zoonoses e a posse e guarda responsáveis dos animais
de estimação. Estão previstas melhorias no Centro de Controle de
Zoonoses (CCZ), da CGVS, visando a aprimorar a triagem das
apreensões. Também há um convênio com a Universidade Federal do
Rio Grande do Sul para esterilizações e programas de educação.
Saúde humana
A população de animais doados ou apreendidos, principalmente cães
e gatos, no Centro de Controle de Zoonoses é crescente. O
coordenador da Assessoria de Planejamento da SMS, Raul Martins,
apresentou números que apontavam para 518 animais apreendidos no
CCZ em janeiro de 2004. Foram adotados 75 e ficaram 443. Em
fevereiro do mesmo ano, entraram mais 469 e foram adotados 60. O
recolhimento ao centro sempre supera as adoções.
Em relação à apreensão dirigida, ou seja, à demanda da sociedade
para buscar animais soltos, em 2004 houve 3.975 pedidos, sendo
efetivados 1.320 recolhimentos. No ano passado, 5.295 animais
passaram pelo CCZ, dos quais 4.741 cães e gatos, sendo 920
adotados.
O coordenador do CCZ, Marcelo Vallandro, mostrou a diferença entre
as zoonoses e os agravos, definindo as primeiras como doenças
transmitidas de animais para homens ou de homens para animais.
Mordidas e arranhões
entram na categoria de agravos causados por animais. "Todas as
nossas ações e atendimentos visam à saúde humana", concluiu.
Participaram da reunião cinco sociedades ou ONGs protetoras de
animais (Vida aos Animais, Luz Animal, Projeto Pró-Animal, Projeto
Bicho de Rua e Eu Gosto de Bicho.com.br) e as voluntárias Denise
Kraemer, Juliana Staudt de Araújo e Maria de Lourdes Sprenger. A
Ordem dos Advogados do Brasil Rio Grande do Sul estava
representada por Edwiges Odorizi. Também participou a
coordenadora-geral da Vigilância em Saúde da SMS, Denise Aerts.
Governo descarta gripe aviária como causa de morte de aves
01/06/2005
Por Marcelo Teixeira
SÃO PAULO (Reuters) -
A gripe aviária foi descartada pelo Ministério da Agricultura
nesta quarta-feira como possível causa das mortes de frangos em
uma granja no município de Jaraguari, no Mato Grosso do Sul,
apesar de não haver ainda uma definição sobre o que atingiu a
região.
As mortes de algumas centenas de frangos por problemas
respiratórios na semana passada em Jaraguari levaram o serviço
local de sanidade animal a sacrificar todos os 17 mil frangos da
granja.
"O laboratório de Campinas já descartou a hipótese de influenza
aviária e trabalha agora para descobrir que tipo de doença atingiu
as aves", afirmou o diretor do Departamento de Sanidade Animal do
Ministério da Agricultura, Jorge Caetano Júnior, em um comunicado.
Amostras de sangue e vísceras dos frangos doentes abatidos foram
enviadas para um laboratório federal em Campinas, que deverá
divulgar o resultado dos testes no dia 7 de junho, de acordo com a
nota do Ministério.
Caetano Júnior afirmou que as medidas tomadas no Mato Grosso do
Sul, como o sacrifício das aves e a interdição das granjas na
região onde a doença foi detectada, são de rotina e indicadas pela
OIE (Organização Mundial de Saúde Animal).
Ariel Mendes, diretor-técnico de sanidade avícola da UBA (União
Brasileira da Avicultura), afirmou à Reuters que um laudo
preliminar da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul apontou o
gumboro como a doença que provocou as mortes das aves.
Ele ressaltou, no entanto, que só o laboratório do Ministério
poderia ter um laudo conclusivo.
O gumboro, também uma doença respiratória, causa mortes por perda
de peso das aves, disse o diretor-técnico.
Segundo ele, é uma doença rotineira que pode ser controlada com a
aplicação de vacinas. "Normalmente, não se sacrifica."
O Mato Grosso do Sul é o sétimo maior produtor de frangos do
Brasil. O país lidera atualmente o ranking dos maiores
exportadores mundiais de frango, com embarques de cerca de 2,5
milhões de toneladas em 2004 e receita de 2,6 bilhões de dólares.
(Reportagem adicional de
Roberto Samora) |
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