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O Partido Verde quer
transformar zoológicos em centros de recuperação de animais, de
acordo com projeto apresentado na Câmara dos Deputados pelo
vice-líder Edson Duarte, do PV da Bahia. "É uma mudança de
mentalidade que resulta em novas atitudes com os animais",
comentou Elias Santos, de uma ong de proteção animal. De acordo
com o deputado verde, "os atuais zoológicos e similares não
protegem os animais, configurando-se, ao contrário, em verdadeiros
presídios de segurança máxima, onde os animais são encarcerados e
confinados, em sua maioria, em celas minúsculas que não atendem às
suas necessidades. Condenados à pena cruel e perpétua de privação
da sua liberdade, servem à visitação pública, dentro de um
processo anti-pedagógico, principalmente junto ao público
infantil, que aprende que escravizar animais é legítimo para o seu
entretenimento". Pelo projeto de lei apresentado pelo PV os
zoológicos de todo país se transformarão em centros de recuperação
da vida animal. O projeto estabelece que os atuais zoológicos têm
um prazo de três anos para perderem esta característica exclusiva
de visitação, contemplação e lazer, para se tornarem espaços de
recuperação da vida animal. De acordo com o deputado, os
zoológicos são anti-educativos. Crianças e adultos "aprendem" que
os animais devem ser submetidos à prisão. "Nossa proposta é de que
os atuais zoológicos e similares, tornados centros de proteção à
vida animal, deverão transformar suas instalações, tendo em vista
fornecer o espaço e as condições ambientais que se aproximem, o
máximo possível, dos habitats naturais de cada espécie ainda
mantida em cativeiro. O público poderá ter acesso a estes espaços
nos locais e momentos que não atrapalhem o trabalho desenvolvido
nos centros", diz o parlamentar. Natural da caatinga, o deputado
lembra que a ararinha-azul é considerada extinta na natureza mas
existe em zoológicos, o que demonstra a inversão de valores. Os
zoológicos estimulam o tráfico de animais e ampliam o negócio de
animais em cativeiro. "Os animais são caçados em nossas florestas,
contrabandeados e transportados em condições degradantes. Por fim,
são vendidos e encarcerados em zoológicos somente para satisfazer
os pobres desejos humanos". Segundo Edson Duarte, "às crianças é
oferecida a deseducação: ensinamos que os animais existem para
diversão, e que devem ser aprisionados. Até em algumas escolas do
país, e também em residências de luxo (como símbolo de status),
mini-zoológicos foram montados para satisfazer esse pobre desejo
humano e atender a curiosidade infantil. São mini-prisões que
deseducam a todos e, portanto, são inconcebíveis sua existência
numa escola ou numa residência particular." (Veja também
www.camara.gov.br
, www.renctas.org.br
, www.apa.org.br
, www.ibama.gov.br
, www.mma.gov.br
, www.pv.org.br
ou email para
dep.edsonduarte@camara.gov.br
).
SHOW DE RESPOSTA DO EX-MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS
UNIDOS
Essa merece ser lida,
afinal não é todo dia que um brasileiro dá um
esculacho educadíssimo nos americanos...Durante debate em
uma universidade, nos Estados Unidos, o
ex-governador do DF e Ministro da
Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da
internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a
resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a
resposta do Sr. Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos
governos não tenham o devido cuidado com
esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre
a Amazônia, posso imaginar a sua
internacionalização, como também de tudo o
mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser
internacionalizada, Internacionalizemos
também as reservas de petróleo do mundo inteiro...O
petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade
quanto a Amazônia para o nosso futuro.
Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no
direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e
subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos
os seres humanos, ela não pode ser
queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas
decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos
deixar que as reservas financeiras
sirvam para queimar países inteiros na volúpia da
especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização
de todos os grandes museus do mundo. O
Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças
produzidas pelo gênio humano. Não se
pode deixar esse patrimônio cultural, como patrimônio
natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto
de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um
quadro de um grande mestre. Antes disso,
aquele quadro deveria ter sido
internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum
do Milênio, mas alguns presidentes de
países tiveram dificuldades em
comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu
acho que Nova York, como sede das Nações
Unidas, deve ser internacionalizada.
Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim
como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio
de Janeiro, Brasília, Recife, cada
cidade, com sua beleza específica, sua
historia do mundo, deveria pertencer ao mundo
inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de
deixá-la nas mãos de brasileiros,
internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos
EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de
usar essas armas, provocando uma
destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis
queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do
mundo em troca da dívida. Comecemos
usando essa dívida para garantir que cada
criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à
escola. Internacionalizemos as crianças
tratando-as, todas elas, não importando o
país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do
mundo inteiro. Crianças pobres do mundo
como um patrimônio da Humanidade, eles não
deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas,enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei
para que a Amazônia seja nossa. Só
nossa!".
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