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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Paraná suspende realização de feiras agropecuárias, rodeios e exposições

 

23/10/2005

 

Lúcia Nórcio
Repórter da Agência Brasil


Curitiba – Além da interdição de 40 fazendas após a suspeita de focos de febre aftosa, o governo do Paraná suspendeu também a realização de feiras agropecuárias, rodeios e exposições em todo o estado.
Segundo o vice-governador e secretário estadual da Agricultura, Orlando Pessuti, todas as propriedades que receberam animais vindos de Mato Grosso do Sul (MS) estão sendo rastreadas. Ontem (22), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, confirmou que o foco no Paraná surgiu da criação pecuária do MS. Há 90% de chance de os casos serem confirmados.
Orlando Pessuti afirmou que São Paulo tem impedido a entrada da produção do Paraná, que não tem, em princípio, riscos de contaminação. "Eu discordo de algumas barreiras que São Paulo está colocando em relação ao Paraná, impedindo que produtos industrializados aqui ingressem naquele estado", contou ele.
O secretário estadual disse ainda que não há amparo legal para essa decisão. "Eles até podem exigir que os caminhões, que transportam os produtos, sejam desinfectados. Agora, proibir a entrada de leite condensado, pasteurizado e em pó, queijo e outros produtos industrializados, é, neste momento, retaliação."
Até amanhã (24), a secretaria do estado vai averiguar se há vacina suficiente no mercado. "Caso haja, vamos verificar com o ministério autorização para antecipar a campanha de vacinação contra a febre aftosa que, oficialmente, começa no dia 1º novembro", disse Pessuti.

 

 

Homem que derrubou 2 milhões de árvores no Pará é solto

 

24 de outubro de 2005
Estadão

 

Dias Pereira ficou 52 dias preso em Santarém. No final de semana, ele voltou para casa

 

Belém - Acusado de derrubar dois milhões de árvores na Terra do Meio, sudoeste do Pará, o fazendeiro José Dias Pereira foi solto por decisão unânime dos desembargadores da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília. Eles entenderam que a Justiça Federal é incompetente para processar e julgar o fazendeiro e decidiram, na semana passada, que o caso deve passar para a Justiça Estadual.
Dias Pereira ficou 52 dias na penitenciária de Cucurunã, em Santarém, por ordem do juiz federal substituto Fabiano Verli. No final de semana ele viajou para Ourilândia do Norte, onde vive.
Com o desaforamento do processo, a ação penal contra o fazendeiro terá de ser distribuída para a Vara Agrária de Altamira. O processo terá de ser inteiramente refeito. Ainda cabe recurso, mas isso só poderá ser feito pelo procurador regional da República que atua em Brasília. O desembargador federal Cândido Ribeiro, relator do pedido de hábeas corpus impetrado pelos advogados do fazendeiro, conseguiu convencer seus colegas que Dias Pereira deveria ser solto por não haver provas contra ele.
O procurador da República em Santarém, Renato Rezende Gomes, criticou a decisão dizendo que a Justiça Federal de primeira instância fez sua parte no caso, determinando a prisão do fazendeiro. Para ele, o Tribunal foi "desigual" no tratamento dos crimes. "Se fosse um homicídio ou um estupro ele (Pereira) não teria sido posto em liberdade, mas como se trata de crime ambiental e não se tem uma cultura de que é um crime lesivo, o fazendeiro foi solto", afirmou Gomes.
Na opinião do procurador, o fazendeiro deveria continuar preso mesmo com o entendimento de que a competência para julgar o crime ambiental não é da Justiça Federal, como decidiu o Tribunal. "Este cidadão deveria continuar na cadeia até que a Justiça Estadual se manifestasse sobre o caso".
Gomes teme que a decisão abra um "perigoso precedente" para outros crimes ambientais que envolvem grandes desmatamentos e queimadas na Amazônia.

Histórico - No dia 31 de agosto passado, agentes da Polícia Federal, cumprindo decreto de prisão preventiva assinado pelo juiz Fabiano Verli, prenderam o fazendeiro em Ourilândia do Norte, onde ele mora.
Dias Pereira estava sendo processado por crimes contra o meio ambiente. Seus homens foram flagrados por fiscais do Ibama, no dia 25 de julho, durante sobrevôo de helicóptero nas fazendas JD e LA, em Altamira.
O solo estava sendo limpo depois da derrubada de 6.852 hectares de floresta. A ordem do fazendeiro era plantar capim para alimentar o gado. O Ibama aplicou multa de R$ 10 milhões.
Não foi a primeira vez que o acusado praticou crime desta natureza. Em 2004, José Dias Pereira já havia sido multado em R$ 3 milhões por derrubar 2.053 hectares de mata nativa.

 

 

Polícia encontra rinha de galo e detém 30 em Campinas

 

da Folha Online 30/10/2005

 

A Polícia Militar Ambiental desmantelou uma rinha de galo na tarde deste sádabo em Campinas (95 km de São Paulo). Cerca de 30 pessoas foram detidas e devem prestar esclarecimentos no 9ºDP da cidade. Dentre os detidos, dois eram menores de idade.

De acordo com a polícia, a rinha ficava em um barracão nos fundos de uma casa no bairro Princesa do Oeste. No local, havia 75 galos vivos e um já sem vida, supostamente morto em uma briga no local.

No local também foram apreendidas biqueiras de metal que são colocadas nos bicos dos galos durante as lutas, além de esporas de metal postas sobre os esporões dos animais.
 

 
   
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